Zerstörer Z-17 Diether Von Roeder - Zvezda 1/350
Escrito por Ricardo P-40   
Sáb, 07 de Setembro de 2013 15:02

 

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Zerstörer Z-17 Diether von Roeder

ZVEZDA 1/350 – Kit Nº 9043

 

HISTÓRICO

O conceito dos Zerstörers (Destroyers ou Contratorpedeiros) surgiu como conseqüência da evolução dos barcos torpedeiros. Na medida em que os barcos torpedeiros foram se tornando uma ameaça mais constante as embarcações de maior porte, percebeu-se que essas não dispunham de meios eficientes para combatê-los ou evadir-se deles por serem bem mais lentos e menos manobráveis do que os mesmos. Inicialmente tentou-se a adaptação do  mesmo tipo de embarcação que era usada como torpedeiro com o armamento necessário para dar-lhes combates.

Porém com a evolução dos torpedos auto-propulsados, esses deixaram de ser apenas uma ameaça as embarcações fundeadas e adquiriram a capacidade para afundá-las também em movimento. Dessa forma, os barcos torpedeiros passaram da mera função de meio de defesa costeira para também ir a caça de suas vítimas em mar aberto. Nesse ponto percebeu-se que a simples adaptação de outros barcos torpedeiros para a tarefa de combatê-los já não era mais eficiente. Surgiu então a necessidade de construção de barcos projetados especificamente para a tarefa, que fossem grandes o bastante para acompanhar as grandes embarcações em mar aberto, porém velozes e ágeis o suficiente para dar combate efetivo aos torpedeiros.

Dessa forma desenvolveu-se então o conceito dos Contratorpedeiros, porém o nome “Destroyer” ou o seu equivalente alemão “Zerstörer¨ acabaram sendo associados a esse conceito por duas razões: A primeira pela tradução para o Inglês ou Alemão do nome da primeira embarcação que foi projetada para essa finalidade, o navio espanhol “Destructor”. E a segunda devido a designação que os ingleses adotaram para essas embarcações as quais chamavam de “Motor Torpedo Boat Destroyers”. 

Porém numa curiosa reviravolta do conceito original, percebeu-se que, principalmente devido a serem um pouco maiores que os Barcos Torpedeiros convencionais, os próprios Destroyers também poderiam ser equipados com tubos lança torpedos. Acumulando dessa forma às suas funções defensivas, a capacidade de atuarem também de forma ofensiva como torpedeiros oceânicos.    

Durante a Primeira Guerra Mundial, os Zerstörers alemães ainda pouco se diferenciavam dos seus próprios barcos torpedeiros (Torpedoboots), tendo uma característica operacional principalmente voltada para a defesa próxima a costa. No entanto a própria ameaça submarina alemã nesse conflito, levou as potencias aliadas a desenvolverem a capacidade de luta anti-submarina de seus Destroyers. equipando-os com os hidrofones e cargas de profundidade,  levando novamente o conceito original a um novo patamar de evolução.  No período entre as duas guerras mundiais, o desenvolvimento da capacidade ofensiva das aeronaves contra embarcações, fez com que também a tarefa de defesa anti-aérea  das esquadras fosse atribuída aos Destroyers, aumentando a sua importância e nível de especialização.

Embora a Alemanha tenha atravessado o período entre guerras impedida de construir novos Zerstörers, os projetistas alemães não ficaram de todo desatentos as evoluções do conceito. Quando Hitler os convocou para o programa de rearmamento em meados dos anos 30, estes apresentaram novos projetos que procuravam atender as necessidades decorrentes das evoluções até então ocorridas.

O primeiro projeto alemão aprovado, foi posto em execução entre 1934 e 1935, dando origem a 4 embarcações (Z-1 Leberecht Maas, Z-2 George Thiele, Z-3 Max Schultz e Z-4 Richard Beitzen), que ficaram conhecidas como Classe 1934. No entanto, esses não se mostraram muito eficientes quando postas em uso operacional. Tinham uma forte tendência a inundar a proa quando em águas revoltas tornando o uso dos canhões dianteiros inviável. Além do mais apresentaram falhas estruturais e as Turbinas de Alta Pressão desenvolvidas especialmente para eles, apresentavam problemas de vibração excessiva, como também eram de difícil manutenção. Estes ainda consumiam grande quantidade de combustível, levando a um limitado raio de ação e tinham pouco espaço para armazenar a munição necessária para combates prolongados. 

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O Zerstörer Z-1 Leberecht Maas da Classe 1934

Entre julho e novembro de 1935 um segundo projeto foi executado, resultando em mais 12 embarcações (Z-5 Paul Jakobi, Z-6 Theodor Riedel, Z-7 Hermann Schoemann, Z-8 Bruno Heinemann, Z-9 Wofgang Zenker, Z-10 Hans Lody, Z-11 Bernd Von Arnim, Z-12 Erich Giese, Z-13 Erich Koellner, Z-14 Friedrich Ihn, Z-15 Erich Steinbrinck e Z-16 Friedrich Eckoldt) chamadas de Classe 1934A. Porém esse trazia apenas pequenas modificações em relação ao projeto original, resultando nos mesmos problemas de raio de ação limitado e pouca capacidade de armazenamento de munição, que acabaram resultando no grande número de Zerstörers perdidos pela Kriegsmarine durante a Segunda Batalha de Narvik.

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O Zerstörer Z-7 Hermann Schoemann da Classe 1934A

Em 1936 um novo desenho derivado das Classes 1934 e 1934A foi posto em execução, sendo esse uma versão aumentada e melhorada das embarcações anteriores. Este resultou na construção de 6 novos navios ,(Z-17 Diether Von Roeder, Z-18 Hans Lüdemann, Z-19 Hermann Künne, Z-20 Karl Galster, Z-21 Wilhelm Heidkamp e Z-22 Anton Schmitt) entre setembro de 1936 e setembro de 1939, de um total de 26 planejados inicialmente. Os mesmos receberam a designação de Classe 1936 e demonstraram em uso que os problemas estruturais e mecânicos que assolaram as classes anteriores haviam sido resolvidos. E que modificações no tamanho das chaminés, no peso da superestrutura e no desenho da proa dos três últimos navios da classe, resultaram numa melhora considerável da capacidade oceânica com uma tendência bem menor de ter o convés inundado.

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O Zerstörer Z-17 Diether Von Roeder da Classe 1936

Desenvolvimentos desse desenho deram origem a três novas classes, a 1936A “Narvik” (Z-23 a Z-30)*, a 1936A (Mob) (Z-31 a Z-39) e 1936B (Z-35, Z-36 e Z-43). Todas basicamente tinham a proa e a popa ligeiramente alongadas em relação a classe 1936 original e foram compostas por todos os demais Zerstörers que entraram em operação antes do fim da Segunda Guerra Mundial. Esses receberam configurações variadas de armamento, algumas delas visando maior poder de fogo, porém muitas vezes resultando na volta dos problemas de inundação da proa em função do aumento do peso.

(*) A partir da classe 1936A os Zerstöres deixaram de receber nomes, apenas as designações.

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Os Zerstöres Z-24, Z-39 e Z-43 das Classes 1936A, 1936A (Mob) e 1936B, respectivamente

O Z-17 Diether Von Roeder

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O Z-17 antes da Segunda Guerra

Lançado em 19 de agosto de 1937, só ficou pronto em 29 de agosto de 1938, sendo o primeiro navio da Classe 1936. Seu nome de batismo foi uma homenagem ao Capitão–Tenente Diether Von Roeder, comandante da 13ª Flotilha de Torpedoboots, que morreu em julho de 1918 tentando resgatar a tripulação de um Torpedoboot que estava afundando. A primeira ação do Z-17 se deu entre 28 e 30 de setembro de 1939, quando junto a outros Zerstörers participou da patrulha no Estreito de Skagerrak na Noruega, fazendo a inspeção de navios mercantes. Entre 17 e 18 de de outubro o Z-17 se juntou a outros Zerstöres numa operação ofensiva de colocação de minas no Estuário Humber, a qual resultou no afundamento de 7 embarcações, totalizando 25.825 toneladas. Durante a invasão da Noruega, Operação Weserübung, o Z-17 foi designado ao Grupo 1, responsável pelo ataque a Narvik. Durante a Primeira Batalha de Narvik, o Z-17 ficou de prontidão na entrada da baía, porém enquanto era reabastecido, cinco destroyers ingleses passaram pelas defesas e o Z-17 ficou seriamente avariado na batalha que se seguiu. Três dias depois, na Segunda Batalha de Narvik, o Z-17 conseguiu avariar o destroyer HMS Cossack, porém novamente avariado, teve que ser afundado pela própria tripulação ao final da batalha em 13 de abril de 1940.

 

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 O Z-17 já com a pintura da Segunda Guerra, sem o número no costado

 

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 O Z-17 Diether Von Roeder em Narvik com o Z-9 Wolfgang Zenker ao fundo

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As avarias do Z-17 após a Primeira Batalha de Narvik

O KIT

O kit é composto por 180 peças injetadas em plástico cinza de boa qualidade, dispostas em 6 galhos e 1 folha de decalques, acompanha ainda na caixa um vidro de cola líquida. A injeção é muito boa com pouca rebarba e praticamente isenta de marcas de injeção em locais indesejáveis. Foram observadas algumas ondulações superficiais na parte externa do casco decorrentes do processo de injeção, porém nada que não possa ser facilmente acertado como uma lixa fina. Os detalhes do kit em geral são de boa qualidade, chegando mesmo a surpreender em algumas peças. Porém em outras observa-se a necessidade de substituição por photoetch ou outro tipo de aftermarket, o que não é incomum na maioria dos kits de navios nessa escala.

O primeiro galho contém as duas metades do casco. Embora o mesmo venha configurado como full hull, há um rebaixo na parte interna do mesmo, na altura da linha d’água, que permite o corte para a montagem no modo waterline. Além do mais foram previstos reforços estruturais internos na parte de cima do casco, que evitarão que as metades fiquem mal ajustadas mesmo quando cortadas na altura da linha d’água.  Um detalhe interessante é que a Zvezda fez a parte inferior da popa aonde vão os eixos das hélices e o leme em separado, a princípio não encontro nenhuma razão específica para isso e desconheço se outros navios da Classe 1936 tinham alguma diferença nessa parte. A única nota desabonadora em relação ao casco, é no que se refere ao tamanho e disposição das escotilhas. Comparando-as com as fotos do Z-17, percebe-se que elas estão muito grandes, mais altas do que deveriam e dispostas de maneira incorreta. No caso o melhor a se fazer seria fechá-las e refazê-las com um a broca nos locais e tamanho corretos. Nada impossível de se realizar, porém um trabalho a mais que poderia ter sido evitado pelo fabricante. De resto considero que dos três fabricantes que fizeram kits de Zerstörers nessa escala até o momento, este é o casco que melhor representou as formas e proporções corretas, principalmente na parte de trás e na de baixo da popa, estando bastante de acordo com as plantas que têm sido publicadas nos livros russos sobre o assunto.

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No segundo galho encontramos a parte de baixo da popa, as três partes do convés principal, as chaminés e alguns elementos da superestrutura. Embora algumas partes pareçam um pouco lisas e sem detalhes quando comparados com os Zerstörers de outros fabricantes, a comparação com as fotos demonstram que elas não fogem muito a realidade, e  que o que falta pode ser facilmente compensado com um conjunto adequado de photoetche. Aqui mais uma vez a Zvezda surpreende ao representar o convés ligeiramente curvado em direção as laterais, um detalhe correto que é omitido nos demais kits de Zerstörers. Os trilhos dos carrinhos porta minas encontram-se corretamente representados, embora me pareçam ligeiramente exagerados quando comparados com as referências.  Os detalhes gravados nas laterais das superestrutura, como escadas e portas, são de um modo geral corretos, embora certamente serão substituídos por photoetch pelos mais exigentes. Um detalhe interessante é a águia alemã estampada a frente da ponte de comando, que representa com bastante fidelidade a que havia no navio real. Porém, na minha opinião, melhor seria se tivessem feito os vidros da ponte de comando vazados, de forma poder-se representá-los com plástico transparente ou acetato.

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No terceiro galho estão representados os reforços estruturais da porção superior do casco, o convés superior, parte dos botes salva-vidas, hélices propulsoras, correntes das ancoras e mais alguns elementos da superestrutura. Embora o piso de madeira do convés superior esteja corretamente representado, as taboas do piso me parecem um pouco largas para escala, devendo eventualmente ser substituídas por um convés de madeira genérico ou especificamente feito para o kit. Os botes são de um modo geral bem feitos, mas certamente ficarão bem melhores com a adição de partes em photoetche. As hélices são muito bem feitas e adequadamente finas, e as correntes das ancoras são bem feitas, porém ficariam melhores se substituídas por outras em metal. Cabe aqui a menção ao fato de que a Zvezda corretamente as representou em separado do convés da proa, evitando o desgastante trabalho de se ter que lixá-las sob o risco de se perder outros detalhes no processo. Os demais detalhes da superestrutura são de um modo geral bem feitos, porém aqui nos deparamos com as infames escadas astecas que assombram a maior parte dos kits de navios existentes, um detalhe que fatalmente os modelistas mais judiciosos irão querer substituir por photoetche. 

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Os quarto e quinto galhos são idênticos entre si e trazem as torres e os canhões principais, o armamento secundário, os tubos lança-torpedos e os carrinhos com as minas. As torres me parecem adequadamente representadas para a escala e com as paredes razoavelmente finas na parte de trás, lembrando que essas torres era de fato abertas atrás. O canhões trazem os respectivos blast bags representados junto com eles, os tubos dos mesmos eventualmente poderão ser substituídos por outros em metal torneado pelos mais exigentes e os blast bags me parecem um pouco lisos, talvez merecendo serem refeitos. O armamento secundário não chega a ser ruim para escala, embora existam hoje no mercado de aftermarket, substitutos bem mais adequados.  Os tubos lança torpedos estão entre os melhores que eu já vi nessa escala, me parecendo melhor até que os do Prinz Eugen da Trumpeter que costumam ser bastante elogiados. Uma das boas surpresas do kit são os carrinhos com as minas, um detalhe inédito em embarcações nessa escala. Os carrinhos em si são muito simples, bastando apenas destacá-los com cuidado do sprue e dar-lhes o acabamento adequado. As minas são injetadas junto com eles e são livres de imperfeições que necessitem de qualquer acabamento antes da pintura.

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O último galho é formado pela base expositora propriamente dita. Me parece que aqui a intenção da Zvezda foi representar algo que se parecesse com a superfície de um mar revolto. Porém, na minha opinião ela não foi muito feliz nessa tentativa e a base acabou ficando com uma aparência no mínimo duvidosa.  Pode ser que algum modelista se inspire e consiga dar um acabamento adequado a essa superfície que justifique a intenção da Zvezda, embora eu ainda preferisse que ela tivesse feito uma base mais convencional.

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A folha de decalques é bastante sumária e se limita a reproduzir o número “51” que havia pintado nas laterais do casco durante o período que antecedeu a Segunda Guerra Mundial, a bandeira nacional e a da Kriegsmarine, ambas sem a suástica em função das restrições a comercialização de produtos que a ostentem na Europa. O filme é ligeiramente amarelado e na bandeira da Kriegsmarine há uma ligeira descentralização do registro. O número “51” não está exatamente de acordo com o que se observa nas fotos, principalmente na parte de cima do cinco, e falta o sombreado abaixo da perna menor do hum. Porém nas fotos do navio da época da campanha de Narvik, observa-se que esses números já não se encontravam mais pintados nas laterais, o que torna o uso do decalque dispensável para quem for representá-lo nesse período. As bandeiras podem ser substituídas por sobras de outros kits ou pelas que são fornecidas pelos fabricantes de decalques de bandeiras para navios.

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O folheto de instruções é impresso em preto e branco em papel de boa qualidade e dobrado em forma de folder. Na página inicial a um breve histórico do navio com alguns dados técnicos em russo e inglês. Na parte interna há uma reprodução da disposição das peças nos galhos e os diagramas de montagem divididos em 11 etapas. Ao lado esquerdo dos diagramas principais há outros menores que demonstram o corte do casco para montagem waterline e detalham a montagem de alguns dos módulos que compõem as etapas principais. A parte algumas poucas anotações em russo e inglês, não há qualquer outro texto de apoio, porém os desenhos são bastante claros e a montagem relativamente simples, não devendo deixar dúvidas, mesmo para os iniciantes. No final da instrução há um diagrama de pintura, indicando o posicionamento dos decalques. Junto a este há uma tabela de correlação das cores indicadas com as tintas da Humbrol, embora eu considere mais indicado verificar a tonalidade certa das cores através de uma pesquisa prévia sobre os padrões de cores usados pela Kriegsmarine no período.   

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A cola líquida que é fornecida é de boa qualidade e bastante aderente. Pelo cheiro me parece ser feita com o mesmo produto usado na cola Contacta da Revell, sendo que essa necessita ser aplicada com o auxílio de um pincel fino, pois não á um bico aplicador. A minha única observação é que eu considero uma temeridade esse tipo de cola líquida dentro de um recipiente vedado apenas por rosca dentro da mesma caixa em que as peças plásticas estão sequer protegidas por sacos plásticos. Felizmente no meu exemplar não houve nenhum vazamento da cola, pois nesse caso teria havido um dano irreparável as peças plásticas, uma vez que a mesma age sobre o plástico dissolvendo-o.

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CONCLUSÕES

Esse lançamento da Zvezda veio a ampliar o leque opções de Zerstörers da WWII hoje existentes na 1/350, sendo o primeiro a representar uma embarcação de uma das classes de Zerstörers que participaram das batalhas por Narvik. Por coincidência, recentemente a Trumpeter lançou o destroyer inglês HMS Eskimo na mesma escala, que é também um outro veterano de Narvik, o que com certeza tentará a alguns a querer colocá-los lado a lado para efeito de comparação. Apenas lembrando que os Zerstörers da Trumpeter representam navios da Classe 1936A e os da Dragon representam os da Classe 1936A (Mob), todos eles comissionados na Kriegsmarine após os eventos em Narvik.

Portanto, mesmo sem esse ter a riqueza dos detalhes dos Zerstörers da Dragon ou mesmo dos da Trumpeter, e mesmo apesar do problema com as escotilhas do caso. Dos três, me parece ser o que representou com maior fidelidade as formas e proporções do casco e se devidamente complementado por um bom conjunto de photoetche, poderá perfeitamente figurar junto aos demais, sem nada ficar devendo a eles. Isso não será um grande problema, pois a exceção dos iniciantes, a grande maioria dos modelistas atualmente já opta quase que automáticamente por complementar seus navios com conjuntos de aftermarket. Acredito eu que muito em breve algum fabricante deverá disponibilizar no mercado algum conjunto de peças específicas para esse kit, e a julgar pelas práticas mais recentes no mercado, não está descartada a hipótese de algum desses conjuntos permitir a conversão do kit em algum dos outros navios da classe. Considero esse lançamento bastante recomendável, não só para os que já tenham alguma experiência, como também para os iniciantes, dada a simplicidade da sua montagem.

 

 

 
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