
O Avião
O Lysander foi originalmente projetado para tarefas de Cooperação do Exército, incluindo observação e reconhecimento de artilharia. Apesar de alguns sucessos notáveis, as unidades de Cooperação do Exército sofreram um número extremamente alto de baixas – mais de 170 Lysanders foram enviados à França em 1939 e apenas 50 retornaram. Após sua retirada da França, os Lysanders patrulharam as áreas costeiras do sul e leste da Inglaterra como medida de reconhecimento anti-invasão e, posteriormente, iniciaram missões de resgate aéreo e marítimo no Canal da Mancha e no Mar do Norte. No entanto, sua fama duradoura não se deve a essa função, mas sim como aeronave de Serviços Especiais, transportando agentes aliados para dentro e para fora da Europa ocupada pelo inimigo.




O Kit
O Lysander da Dora Wings tem uma injeção típica da Marca, um short run melhorado. O acabamento do plástico é ligeiramente rugoso e os pontos de contato com as arvores bastante grossos e pouco definidos. A linhas de painel tem uma nitidez apenas razoável, o mesmo valendo para os detalhes menores.
O interior tem os assentos, painel, pedais e estruturas internas e metralhadoras.











A fuselagem tem uma boa representação do entelamento, mas a pequena janela que existe imediatamente a frente da deriva é fechada, o que é uma modificação nos modelos fabricados no pós guerra. O certo seria ter ali uma transparência mostrando parte do mecanismo interno.







As asas têm uma boa representação da superfície entelada, com flaps e ailerons em peças separadas. O leme vertical também e uma peça separada, mas os profundores são fixos, todos bem representados.









O motor tem uma representação simplificada e o coletor de descarga é uma peça separada feita em resina. São fornecidas as peças para se fazer o suporte interno da capota do motor, que é dividida em três partes. As aletas de abertura do ar , em fotogravados, vem em duas peças separadas, uma com a posição fechada e outra aberta.





O trem de pouso conta com rodas e pneus divididos ao meio. As tampas laterais são peças separadas permitindo montar as versões com as rodas expostas, completa o conjunto transparências para os faróis e um cabide com as bombas.







As transparências são de boa qualidade, finas, bem translucidas e sem distorções. Vale notar que a parte dianteira, onde deve ser fixada a asa, é dividida em quatro partes, e isso pode causar alguma dificuldade na montagem devido a falta de rigidez do conjunto. Também incluídas estão as lentes dos faróis. Para auxílio na pintura destas partes o kit traz uma folha de máscaras já cortadas.









A folha de fotogravados traz cintos, detalhes para o cabide de bombas, aletas de refrigeração do motor e outros pequenos detalhes.

A folha de decais da própria marca, tem cores sólidas, filme fino e sem problemas de registro. Além das marcações, tem os instrumentos para o painel e os estênceis. Com ela é possível fazer 4 versões conforme mostrado no manual.








O manual, colorido e em papel de ótima qualidade, tem o mapa das arvores, o passo a passo bem ilustrado e com as ilustrações bem distribuídas, além das indicações de pintura e marcações em três vistas completas e uma parcial.




Conclusão
O único Lysander disponível até agora, na 1/72, era o antigo Matchbox, também embalado pela Revell. O Kit da Dora Wings , ainda que tenha uma certa limitação na qualidade final da injeção, é certamente uma novidade muito interessante para que quer ter este icônico avião na escala 1/72.