McLAREN F1 GTR - LONG TAIL 1997 - Fujimi - Esc.:1/24
Escrito por Ricardo J. P. Costa   
Seg, 10 de Fevereiro de 2014 00:00

 

 McLaren F1 GTR Long Tail 1977

 

A McLaren Cars (apelidada em 1989 por Ron Dennis de McLaren Automotive) foi fundada em setembro 1963 pelo piloto Neozelandês Bruce McLaren, quando este começou sua própria equipa de competição criada inicialmente para o Campeonato Mundial de F-1 (monopostos), obtendo sua primeira vitória em junho de 1968, no GP da Bélgica. A partir daí passou a quebrar recordes nas pistas, sendo a única equipa a ter vencido na Fórmula 1 a lendária prova das “500 milhas de Indianápolis” e etapas dos campeonatos de Can-Am e Le Mans.

Fora das pistas, poucos modelos “de rua” foram lançados, mas suficientes para entrarem para a história do automobilismo mundial. FOTO 1 País de origem: Grã-Bretanha Produzido em 1997: 10 unidades. Desenhado por: Gordon Murray / Peter Stevens Predecessor: McLaren F1 GTR Produção: 1993–1998 (100 unidades - carros de rua) Fabricante: McLaren BMW, Classe: Super Esportivo Projetista: Gordon Murray. O criador da McLaren F1, originalmente viu sua criação como carro de rua ser levada para as pistas sem, no entanto, ter sido projetada para tal fim. Embora o carro apresentasse muita tecnologia embarcada vinda das pistas, sentiu-se que o carro deveria ser um carro de rua em primeiro lugar, sem qualquer intenção em sua construção de transformá-lo em um carro para corridas.

No entanto, logo após o lançamento do McLaren F1, o BPR Global Series GT foi criado, tendo Início na temporada de 1994, a categoria apresentava carros de série (esportivos de produção regular) modificados como o Venturi 600LM, a Ferrari F40 e o Porsche 911 Turbo. Visto como um possível substituto para o extinto “World Sport Car Championship”, os principais fabricantes foram manifestando interesse pela série. Ao mesmo tempo, as equipes também saíram à procura de carros mais rápidos e resistentes para esta categoria. Muitas equipes, como as dirigidas por Ray Bellm e Thomas Bscher, vendo o potencial dos carros de rua, como a McLaren F1, chegaram a Gordon Murray em uma tentativa de convencê-lo a oferecer apoio de fábrica nas versões de corrida para a série BPR.

Finalmente, Murray cedeu em transformar a F1 em um carro de corrida, concordando construir vários chassis para a competição na temporada de 1995. Um chassi de F1 não utilizado, destinado a se tornar o nº 019, foi feito pelo McLaren e exaustivamente modificado pela empresa como protótipo de desenvolvimento. Por causa de sua semelhança com um carro de corrida, modificações radicais não eram necessárias para a transformação da F1.

À carroceria foram adicionados vários dutos de arrefecimento, principalmente um grande, bem na frente e dois colocados na localização dos bagageiros, ao lado do carro. Uma grande força descendente (downforce) a partir de uma asa ajustável foi posta na parte de trás, acima do cofre do motor. O interior foi apenas “depenado” de todos os luxos e reforçado por uma gaiola de segurança completa.

Freios de carbono substituíram as unidades de aço. Por causa das regras da época, o motor BMW V12, série S70, foi obrigado a usar um limitador de ar para diminuir a potência para cerca de 600hp, fazendo na verdade, com que o carro de corrida fosse mais poderoso do que o carro de rua, andando mais rápido e apresentando-se mais ágil, devido a uma diminuição de peso. Fatores como a posição central do assento do piloto, portas asa de gaivota, e até mesmo a caixa de câmbio de série que foi mantida, contribuíram para a alta performance do projeto em seu resultado final.

Um total de nove chassis foram construídos para a temporada de 1995, com # 01R sendo retidos pela fábrica como um protótipo de testes, com exceção de outro usado one-off por Kokusai Kaihatsu na corrida das 24 Horas de Le Mans. Em Le Mans 1995, a McLaren obteve a primeira vitória batendo o recorde de velocidade máxima do ano, chegando a 381 km/h (236,742 mil/h) na reta Mulsanne (Ultimate Carpage Autos).

A McLaren F1 GTR foi uma variante de corrida do McLaren F1 carro esportivo produzido pela primeira vez em 1995 para o BPR Global Series GTFIA GT ChampionshipJGTC, e GT Championship britânico. Famoso por sua vitória nas 24 Horas de Le Mans de 1995, onde venceu protótipos muito mais rápidos construídos só para esta competição. O que fez a diferença não foi tanto o apoio da fábrica, mas o brilhante carro pilotado por J.J.Lehto durante a noite. Havia voltas onde ele era 20 segundos mais rápido do que qualquer outro na pista. No final das 24 horas, a máquina da Ueno Clinic ficou uma volta à frente do protótipo Courage segundo colocado. A única vez em que um fabricante havia vencido em Le Mans em sua estréia foi, durante a primeira corrida em 1948, quando uma Ferrari 166 MM levou a tão cobiçada vitória. Nesta etapa de 1995, quatro outros McLaren F1 BPR sobreviveram, ocupando as posições 3, 4, 5 e 13, respectivamente.

                                                      

 

 

 

 

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FICHA TÉCNICA:

Motor: BMW 6.1 V12 DOHC 48v de 627hp;

Posição: Central, (636cv, F1 básico e F1 GT); 680hp (689cv, F1, modelo de competição LM);

Transmissão: 6 Marchas

Tração: Traseira

Dimensões: Comprimento: 4,287 m Largura: 1,820 m Altura: 1,140 m Peso: 1.138 kg

 

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GTR 97 "LONG TAIL" 

Com a BPR Global Series GT transformada em FIA GT em 1997, as regras e os carros usados ​​na categoria rainha foram alterados. Homologações especiais, como as do Porsche 911 GT1 já haviam provado o seu valor nas últimas corridas de 1996, enquanto a recém-chegada Mercedes-Benz mostrava o potencial de seu novo CLK-GTR já em testes. A McLaren foi, portanto, forçada a realizar na F1 modificação significativas, a fim de ser capaz de competir contra carros que tinham sido projetados para corridas, e não carros de rua como originariamente eram as F1.

Primeiramente foi necessária uma ampla modificação em sua carroceria, a fim de ganhar o máximo de downforce possível. Embora tivesse mantido o mesmo monocoque em fibra de carbono como o do carro de rua, toda a parte externa foi construída. Modificações significativas na frente e traseira, ​​bem como um aerofólio mais largo, foram concebidos de modo a maximizar a pressão aerodinâmica, pára-lamas também foram alargados a fim de receber os novos pneus, permitidos pela nova regra. A altura livre do solo também foi alterada para 70 milímetros (2,76 in) na frente e atrás, ao invés dos 60 milímetros (2,36 in) na dianteira e 80 milímetros (3,15 in) na traseira do carro 1996.

O motor também passou por significativas modificações, com uma redução de capacidade de deslocamento, trazendo o BMW S70 V12 para 5990 centímetros cúbicos (366 cu in), na tentativa de prolongar sua vida útil, controlado pelo limitador em 600 cavalos de potência (447 kW). A “velha” caixa de câmbio foi substituída pela nova X-Trac, com sistema sequencial de 6 (seis) velocidades.

Mais de dez GTRs “Long Tail” foram construídas, sem nenhuma utilização ou adaptação sobre os carros do ano anterior. A fim de obter homologação para a fabricação destes carros, tão radicalmente diferentes das F1 da rua, a McLaren foi obrigada a construir carros de produção utilizando a carroceria dos GTR’s de 97. Estes tornaram-se conhecidos como F1 GT, porém, apenas três foram construídos. Os carros de 1997 são conhecidos normalmente como a versão "Long Tail" devido à sua carroceria alongada, mais notadamente na parte traseira.

Em Le Mans de 1997, o carro chegou a 317 k/h (196,97 mph) na Mulsanne, sendo um pouco mais lento do que alguns concorrentes (Porsche 911 GT1 – Evo, 326 k/h (202,57 mph), Nissan R390 GT1 – 319 k/h (198,22 mph) e TWR Porsche Joest LMP – 320 k/h (198,84 mph).

 

OUTRAS COMPETIÇÕES:

No final de 1996 as equipes, Giroix Racing Team, Bigazzi Equipe SRL e David Price Racing levaram seus F1 GTR ao Brasil para competir em corridas em Curitiba e Brasília. A Bigazzi ganhou ambas as etapas à frente das outras duas McLarens. A Bigazzi voltaria ao Brasil novamente em 1997 para ganhar mais uma vez, desta feita nas Mil Milhas em Interlagos.

Um total de 28 (vinte e oito) F1 GTRs foram construídos, nove em 1995, nove em 1996, e dez em 1997. Alguns carros foram transferidos de uma especificação para outra, mas esta contagem inclui apenas carros fabricados a partir do “zero” para as especificação das categorias em que competiram.

O McLaren F1 GTR competiu internacionalmente até 2005, quando o último chassis de corrida foi aposentado.

 

HISTÓRIA DOS CHASSIS DESTE REVIEW:

# 13R 

Construído para a Equipe Goh (Team Lark McLaren) do JGTC em 1996, conseguiu 3 vitórias e venceu o campeonato de equipes.

# 14R

Construído para a Equipe Goh (Team Lark McLaren) do JGTC em 1996, marcando uma vitória antes de ser destruído em um acidente em Sugo. Substituído pelo remodelado chassis # 04R e mais tarde convertido em um carro de rua (Revista Auto Esporte).

 

O MODELO EM 1/24 (Kit):

Aqui, um deslize do fabricante, no que parece ser uma tendência quanto às "novas formas e injeções" das grandes manufaturas, paralamas separados do chassis apresentam montagem em conjunto com os suportes de suspensão e amortecedores, necessitando muita atenção quanto ao seu alinhamento e altura, apesar de um manual com bom grafismo e indicações esclarecedoras. A ausência dos paralamas injetados no mesmo conjunto do chassis implica em que, em alguns casos, como este "perde-se a rigidez", a tendência é a facilidade com que se daria seu empeno e consequente dificuldade de alinhamento. Esta peça também conta com bons detalhes em baixo relevo. 

Presente, um bom sistema de montagem de freios, com pinças em duas partes, facilitando o detalhamento dos discos, a partir da plicação de "photo etched" cuja folha acompanha o kit, assim também um "pequeno folheto" com orientação sobre os procedimentos neste fase.  

 

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 A aplicação das transparências do pára-brisa e coberturas dos faróis são de fácil manuseio, proporcionando um melhor acabamento final, as exceções se dão por conta dos “vidros laterais” que necessitam de um maior cuidado na montagem, pois serão alinhados juntamente com a parte superiores das portas e o painel interno destas, através de sistema tipo "sanduiche".

 

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Como já apontado, a injeção é de boa qualidade, com apresentação de detalhes mecânicos (supensão, chassis, etc.), carroceria, (apêndices areodinâmicos, encaixes e etc.) e interior com boa resolução visual. Para um modelo sem motor (há somente a apresentação da parte superior deste e do sistema de escapamento), trás boa visualização dessa parte. O único senão refere-se a metade do escapamento até a sua saída, cujo molde levou os dutos a serem injetados em conjunto, o que ao nosso ver compromete o realismo do modelo, no que se refere ao acabamento final.  

 

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 Partes como, pedaleiras, bancos e alavancas são bem injetadas, mostrando bons detalhes de injeção. Outros itens que chamaram a atenção foram rodas (muito bem produzidas) e pneus, realismo e  acabamento em alto grau. A se lamentar, o fato de capu (dianteiro) e cofre do motor terem sido apresentados separadamente, ou seja, abrem e fecham, prontos para mostrarem detalhamento interno, pena não terem sido estes injetados.

 

 

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PRÓS:

1) Injeção de alta qualidade proporcionando não só uma melhor apresentação dos detalhes, como também melhores encaixes e ajustes das peças a serem montadas;

2)Transparências de boa qualidade e bem elaboradas quanto ao acabamento;

3) Proporções compatíveis com a escala do produto em 1/24;  

4) Manual de instruções detalhado e objetivo, com excelente grafia e desenhos que propiciam bom entendimento das orientações apresentadas;

5) Folha de "Photo Etched" que companha o modelo, com bons itens e detalhes, referências de montagem em manual com instruções claras e de fácil compreensão.

 

CONTRAS:

1) Chassis e paralamas injetados separadamente, exigindo um maior cuidado do modelista na sua montagem  ;  

2) Montagem dos vidros (laterais) das portas no sistema "sanduiche", exigindo atenção em seu alinhamento;

3) Pena ser um "curbside", o modelo marecia um motor tão detalhado quanto suas demais partes.

 

CONCLUSÃO:

Modelo de bom acabamento e proporções satisfatórias em relação à escala 1/24, apresentando manual detalhado e grafismo com muito boa resolução, exigindo, contudo, atenção na montagem de algumas partes como, portas e chassis, quando do alinhamento dos paralamas com relação a este último. Injeção de boa qualidade, com bom detalhamento e encaixes das peças. "Photo Etched" e manual para sua aplicação incluídos. Partes transparentes e translúcidas bem injetadas, contribuindo para um maior realismo ao final dos trabalhos. 

Ainda que necessitando de certa atenção em suas diversas fases de montagem, o kit dispõe de um passo a passo fácil de ser seguido, proporcionando um trabalho seguro. Cuidado e paciência são necessários nas fases mais complexas de montagem, alinhamento e ajustes, mesmo assim entendemos não ser um modelo difícil de trabalhar, uma vez que as qualidades da injeção e do acabamento contribuem para a realização de um boa apresentação final.

 

Obrigado HobbyEasy pelo envio deste kit para review

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