Spitfire Mk.IX Royal Class 1/48 – Eduard R008
Escrito por Eduardo Mendes   
Sex, 06 de Setembro de 2013 00:31


BoxCover

Introdução

Modelar o Spitfire IX não é um desafio menor, em função da imensa variabilidade de detalhes que essa versão apresentou durante a sua produção. Desenvolvidos no final de 1942 como uma espécie de “tapa-buracos” desenvolvida às pressas para enfrentar a ameaça dos FW-190 na Europa, Spitfires IX continuaram a ser produzidos até praticamente o final da Guerra, incorporando aos poucos os aperfeiçoamentos que iam surgindo em função da necessidade e das lições aprendidas em combate. Nas condições de guerra em que os Spitfires IX foram produzidos nem sempre era possível seguir uma estrita padronização da produção como seria desejável para baratear a produção e simplificar a operação, a manutenção e a logística. Assim, à medida que iam sendo produzidos, os Spitfires saiam das fábricas com pequenos aperfeiçoamentos que, evidentemente, representavam uma dor de cabeça para os almoxarifados e as unidades de manutenção da época e hoje em dia para os modelistas.

Com isso, um modelista exigente pode ter pela frente dezenas e dezenas de possibilidades para modelar um Spitfire IX específico. Assim, são fundamentais uma pesquisa sobre o avião em particular e um kit abrangente que ofereça as peças básicas para realizar essas possibilidades. Esta apresentação “Royal Class” tenta oferecer essa abrangência.

O kit

Depois de lançar o kit Profipack do Spitfire IX há poucos meses (veja o review da APRJ aqui), a Eduard agora lança uma versão ainda mais incrementada, sob o selo “Royal Class”, que indica o topo da linha deste fabricante. 

São nada menos que 416 peças em plástico (diz a Eduard, eu não contei...) e mais dezenas de detalhes em PE e resina, além de máscaras para a pintura dos canopies e das rodas, decais para 14 opções de decoração e duas folhas completas de estênceis e um livrinho de instruções. Esse material permite montar nada menos que dois modelos completos e superdetalhados de praticamente qualquer Spitfire IX "razorback" fabricado, e as opções de decoração são consideravelmente abrangentes para satisfazer qualquer aficcionado.

O livrinho de instruções tem 28 páginas coloridas em papel couché, das quais a metade delas é dedicada a ilustrações dos esquemas de pintura. Os textos são em checo e inglês, complementados por um histórico simplificado do Mk.IX, mapa de peças, símbolos convencionais e instruções de segurança, lista de cores (referenciando as tintas para a linha da Gunze Sangyo), tudo muito claro e bem impresso.

A caixa por sinal belíssima, é toda em preto com uma silhueta estilizada de um Spitfire em voo em dourado. Bastante espaçosa, acomoda sem apertos o volumoso conteúdo. De fato, medindo 35x28x15, a única desvantagem imaginável é que ela ocupa um bom espaço em qualquer prateleira...

Conteúdo da caixa

 

Conteúdo da caixa:

  • Duas árvores transparentes T, com os canopies, colimadores, etc;
  • Duas árvores X da fuselagem;
  • Duas árvores Y com detalhes do cockpit, etc;
  • Duas árvores Z com detalhes das asas, etc;
  • Uma árvore com uma asa “C early”;
  • Uma árvore com uma asa “C late”;
  • Uma árvore com uma asa “E”;
  • Uma folha gigante de decais com nada menos de 14 opções;
  • Duas folhas de decais com jogos completos de estênceis;
  • Dois jogos de máscaras para as transparências e rodas;
  • Uma folha gigante de PE com peças para detalhar o interior;
  • Duas folhas de PE para fazer os flaps arriados;
  • Um set com dois tanques “slipper” de 40 galões em resina;
  • Quatro jogos de rodas em resina, dois lisos e dois “lameiros”, com cubos de 5 raios “early” e 4 raios “late”;
  • Dois pares de barris de cerveja subalares em resina;
  • Uma bolacha para copo de cerveja decorada – a minha veio o JE-J “cervejeiro” do Sq.Ldr. Johnnie Johnson;
  • E a cereja do bolo, uma magnífica taça de Cristal da Boêmia decorada... com um Spitfire, é óbvio!

Eu devo ter esquecido de algo... é simplesmente muita coisa!

Pensando se há espaço disponível na sua prateleira? Cada modelo pronto medirá 202 x 235 mm, e, lembre-se, são dois.

Opções

Indecisão... provavelmente a coisa mais difícil desse kit é escolher entre as inúmeras possibilidades e adequá-las ao modelo que se quer construir.

A Eduard procurou, dentro do possível, cobrir essa grande variabilidade e oferecer peças para que um modelista atento fosse capaz de montar praticamente qualquer Spitfire IX a partir do seu kit. E, tão importante quanto isso, sem complicar a montagem como normalmente acontece nesses casos. Este kit é uma excelente amostra dessa filosofia. Vamos ver o que podemos tirar desse kit:

  • Árvore A - transparências:

São oferecidas duas opções para o canopi: aberto e fechado. O para-brisas (com blindagem interna, típica dos Mk.IX) é separado, o que permite a colocação do mecanismo de abertura e trava da capota em PE sem complicações. A peça A1 combina as outras duas seções na posição fechada, enquanto que as peças A8 e A12 servem para a montagem do canopi aberto. A engenharia dessas peças é excelente, permitindo um assentamento perfeito. Deve-se prestar atenção no caso de se desejar montar o modelo com o canopi fechado, pois é necessário aparar previamente dois pequenos pedaços da fuselagem – antes de fechá-la, se possível.

Duas opções de mira são oferecidas: a Barr & Stroud GM2 (aka Reflector Sight Mk.II*) e a mais moderna Mark II Gyro Gunsight (aka “Acemaker”). Completam a árvore um par de ponteiras para as asas “clipped”, permitindo que as luzes de navegação sejam corretamente transparentes e um espelho retrovisor “redondo” (o “retangular”, mais antigo, é oferecido na folha de PE. Por fim, pode-se optar por instalar ou não a luz de identificação que ficava sobre a fuselagem, logo atrás do mastro da antena de VHF – lá pelo meio da produção dos MK.IX essas luzes foram deletadas das novas unidades produzidas.

A  S&B  Gyro 
Glasses  WS  Can 

 

  • Árvores B, C e D - Asas:

A Eduard fugiu da tentação de oferecer, como outros fabricantes, asas com uma estrutura básica a ser complementada por uma série de peças adicionais para permitir montar as diversas configurações possíveis. Ao contrário, preferiu-se injetar árvores diferenciadas que permitem uma montagem simples, limpa e principalmente acurada. Excelente.

Os primeiros Spitfires IXc mantiveram a previsão inicial de uso concomitante dos 4 canhões Hispano, eventualmente vistos em alguns Mk.Vc. Para acomodar o mecanismo desses canhões aos pares duas “bolhas” largas tiveram que ser acrescentadas. A árvore “B” do kit oferece essa opção, com a bolha larga na face superior da asa e com as quatro metralhadoras .303 nas baias externas da asa.

Rapidamente foi percebido que os quatro canhões não seriam usados concomitantemente, em função do elevado peso e da cadência de fogo. Uma nova bolha, mais delgada e que cobria apenas a baia dos canhões internos, passou a ser adotada. Esta configuração é chamada de “wing c – late”, e é disponibilizada na árvore “C” do kit.

A asa “e” foi a configuração final da asa elíptica do Spitfire, desenvolvida no final da Guerra a partir das lições aprendidas nos anos anteriores. As metralhadoras .303 foram abolidas e suas saídas de cartuchos eliminadas. Um par de metralhadoras .50 foi instalado nas baias internas, antes ocupadas pelos canhões de 20mm, que passaram a ocupar as baias centrais externas. Uma bolha delgada e posicionada um pouco mais a ré do que a existente na asa “c-late”, na direção da baia central externa, é outra característica da asa “e”. As peças básicas para esta asa são oferecidas na árvore “D”.

 

B1  C1  D1 
B2  C2  D2 
B3  B8  D3 

 

  • Árvore E – Fuselagem:

Trata-se da mesma árvore oferecida originalmente, possibilitando a montagem de células equipadas com motores Merlin das séries 61, 63 e 66, diferenciadas basicamente pela forma da porção superior do capô. Simplificando, o capô revisado fazia o nariz dos Mk.IX equipados com Merlins 66 mais “arredondado” que o das primeiras séries. Há dois pares de peças para fazer ambas as principais opções de capô de Spitfires IX. Vale lembrar que alguns dos primeiros Spitfires convertidos de Mk.V apresentavam variações na forma do capô não cobertas por essas peças, o que pode ser relevante para alguns contadores de rebites mais radicais – e para fabricantes de sets de “correção” também. Confira as suas referências.

Duas opções de “queixo” e tomada de ar do carburador, “curta” e “longa” são oferecidas. A primeira é semelhante às usadas nos modelos anteriores do Spitfire, enquanto que as mais longas, usadas nas séries finais, incorporavam espaço para o filtro tropical Aero Vee dispensando o grande queixo que era característico dos Spitfires tropicalizados. Esses filtros mostraram-se também muito úteis nas operações realizadas a partir das bases ocupadas no continente nas fases finais da Guerra.

Para os detalhistas mais empedernidos, alguns Spitfires IX de séries mais baixas apresentavam rebites aparentes na seção de ré da fuselagem, ao passo que as células construídas a partir do fim de 1944 tinham um acabamento aerodinamicamente mais limpo por meio de flush riveting. O kit só oferece fuselagens “lisas”. Uma oportunidade para os rebitadores entrarem em ação!

E1  E2  E3 
E4   E6 E6 

 

  • Árvore F – interior, lemes e ailerons:

Também oferecida no kit original, encontramos nela a possibilidade de montar modelos com os profundores “antigos” (com balanços aerodinâmicos em ângulo de 45°) e “modernos” com os balanços em ângulo de 90° com o bordo de ataque. Os dois modelos de leme de direção (“normal” e “pontudo”, de maior área) estão nesta árvore, bem como ponteiras das asas “normais” e “cortadas” – estas últimas também oferecidas em plástico transparente.

Pode-se optar pelo uso de um painel de instrumentos em relevo ou de uma peça lisa, ideal para receber o excelente painel em PE.  Duas peças diferentes permitem montar a porta de acesso nas posições aberta ou fechada, a critério do modelista. E um rack para os cartuchos de sinalização, às vezes fixados no assento do piloto em Mk.IXs, pode ser ou não usado. Peças para os suportes das bombas (ou dos barris de cerveja), bem como um par de bombas de 50 kg são também oferecidos nesta árvore.

Em tempo, praticamente todas as peças para a montagem do interior podem ser substituídas pelo espetacular set de resina/PE Brassin (#648100) para o cockpit, que pretendo usar em um dos kits.

F1  F2  F3  F4 
F5  F6  F7  F8 
F9  F10  F11  F12 

 

  • Árvore G – Detalhes das asas, hélice e escapamentos:

Esta árvore é a mesma oferecida no kit original, embora com algumas peças a mais que tinham sido omitidas na primeira versão. Entre os destaques, os escapamentos, dos melhores que já vi em plástico injetado em qualquer escala. Dois pares estão disponíveis: “fishtail”, para os aviões de séries mais antigas, e “round”, para os aviões das últimas séries.

Há duas opções de trem de pouso, com ou sem as pinças de reforço da suspensão (as pinças foram adotadas somente nas últimas séries de Mk.IX). Para tanto, são disponibilizados conjuntos completos de pernas, portas do trem de pouso, etc. Só um pequeno pecadilho, o kit poderia oferecer os conduites de fluido de freio, coisa que se vê até em kits mais modestos na 1/72. Mas nada que um pedacinho muito pequeno de arame colado no lugar certo não represente.

Dois ótimos pares de cubos de rodas (4 e 5 raios) são oferecidos e dois pares de pneus (liso e estriado) também, embora esta edição contenha espetaculares conjuntos de rodas e pneus em resina. Mas, acredite, as rodas em plástico injetado já são excelentes.

Por fim, nada menos que 3 opções de canhões estão disponíveis: um par para asas “c” e dois pares (“curto” e “longo”) para as asas “e”. Dois pequenos plugs cegos complementam as asas “c”, enquanto que um par de saídas para as metralhadoras .50 são oferecidos para a asa “e”. Todas as peças são muito bem moldadas e somente os muito exigentes preferirão instalar canhões em metal torneado, um item até agora praticamente indispensável para os
Spitfires Mk.IX na 1/48.

Um pequeno detalhe é a peça G48, uma pequena bolha na lateral de boreste do nariz, perto da hélice, comumente associada ao espaço extra requerido pelo sistema Coffmann de partida do motor que equipava os Spitfires Mk.II. Os Merlin da série 60 eram equipados com partida elétrica, porém. Algumas das primeiras séries de Spitfires Mk.IX eram equipadas com o motor Merlin 61, que fora concebido inicialmente para operação em elevadas altitudes e tinha previsão para receber o compressor da cabine pressurizada, como aconteceu nos Mk.VII. A “bolha” acomodava esse plug nos Merlin 61 e alguns 63 que usavam o cárter do 64 (chamados de 63A em algumas fontes). Assim sendo, confira suas referências. De um modo geral, Spitfires IX das séries AB, BR, BS, EN e alguns da série MH tinham a bolha.

G1  G2  G3  G4 
G5  G6  G7  G8 
G9  G10  G11  G12 
G13  G14 
  • Photo-Etches:

O invés de simplesmente dobrar a quantidade de folhas de PE oferecidas originalmente, a Eduard rearranjou-as, fornecendo uma folha maior colorida com material suficiente para 2 modelos (2 painéis, 2 jogos de cintos, 2 jogos de manetes, etc); uma folha com detalhes diversos também suficiente para 2 modelos e um par de folhas com peças específicas para dotar os dois modelos com flaps arriados. O acabamento e o ajuste das peças em PE é o tradicional da Eduard, dentre os melhores do mercado.

P1  P2 
  • Resinas:

O kit traz

  • Rodas (4 e 5 raios), pneus (2x lisos e 1x lameiros)
  • 2 Tanques slipper
  • Um par de barris de cerveja
R1  R2  R3 
R4  R5  R6 

 

  • Decais e máscaras:

Impressos pela Cartograf, permitem a montagem de nada menos que 14 versões diferentes. A impressão é impecável e novamente o maior problema parece ser escolher quais versões montar. Acompanham também duas folhas – uma para cada kit – de estênceis, completíssimas. É importante verificar com cuidado as referências pois há alguns estênceis específicos para algumas das versões propostas. 

É importante lembrar que nenhuma delas é repetição das oferecidas pelo kit "original" Profipack do Mk.IXc, ou seja, este kit expande consideravelmente o número de possibilidades para se montar um bom spitfire IX, isso obviamente sem contar a infinidade de conjuntos avulsos existentes no mercado.

Uma pequena folha de fita kabuki contém dois jogos completos de máscaras pré-cortadas para as janelas e as rodas. O corte é impecável e o ajuste às peças fica perfeito. Não que as transparências ou as rodas dos Spitfires sejam extremamente complexas, mas sem dúvida é uma mão na roda ter esses itens disponíveis, pois com eles ganha-se bastante em termos de tempo e precisão na realização do modelo.

Uma adição valiosa ao kit - já que trata-se de uma edição "Royal Class"  - teria sido a adição de um jogo de máscaras para o padrão da camuflagem e das faixas de invasão. No caso dos Spitfires, o padrão de camuflagem era bastante padronizado e adequado ao mascaramento com fita. Isso adicionaria bastante em termos de precisão na pintura e o custo de produção desses itens é relativamente baixo. Fica a sugestão para a Eduard.

DEC  d2 

 

 

Opções de decoração:

A) F Mk.IXc, MH358, YT●Jas, S/L James E. Storrar, CO do No. 65 Squadron, Kingsnorth AB, setembro de 1943

B) F Mk.IXc, EN398, AE●B, F/O Ian Keltie, No. 402 Squadron, Kenley AB, março de 1943

C) F Mk.IXc, EN526, SZ●G, W/Cdr A. Gabszewicz, CO da Wing de Northolt, Northolt AB, verão de 1943

D) LF Mk.IXc, MH779, FU●N, No. 453 Squadron, Ford airfield, Junho de 1944

E) LF Mk.IXc, WZ●GJ, Maj. Garth Jared, CO of 309th FS / 31st FG, USAAF, Pomigliano / Castel Volturno AB, Itália, final de 1943/início de 1944

F) LF Mk.IXc, MH763, RN●S, Prince Emanuel Galitzine, No. 72 Squadron RAF, Ramatuelle Airfield, França, outono de 1944

G) LF Mk.IXc, MJ628, R●duV, W/Cdr Daniel le Roy du Vivier, CO of No. 324 Fighter Wing, Itália, maio de 1944

H) LF Mk.IXe, NH432, OU●D, F/O Max A. Collet, No. 485 Squadron, Maldegem airfield, Bélgica, outono de 1944

J) Mk.IXe, PV181, ●RAB, W/Cdr Rolf Arne Berg, CO of No. 132 Wing, Twente AB, Holanda, inverno 1944 – 1945

K) HF Mk.IXe, PT766, 2Y●A, Jean-Marie Accart, CO of No. 345 Squadron, Deanland AB, setembro de 1944

L) LF Mk.IXe, Maj. Vasiliy A. Matsyevich, CO of 26th GIAP, arredores de Leningrado, URSS, maio de 1945

M) LF Mk.IXe, SL632, ●26, 101st Tayeset, Força Aérea de Israel, final de 1949

N) LF Mk.IXe, MH978, FF●M, No. 132 Squadron, 1944 (porta-cerveja)

O) Mk.IXe, MK329, JE●Jjr, W/Cdr Johnny E. Johnson, CO of No. 144 Wing, junho de 1944 (porta-cerveja)

1-14  2  3  4 
5  6  7   8
9   10 11  12 
13  14 

 

Taça de cerveja e bolacha

Enfim, destaca-se na caixa do kit uma caixa de papelão alongada, que contém uma belíssima taça de cristal da Bohemia decorada com a marca da cerveja Mark IX.

Não me considero um connaisseur em cervejas, muito menos em copos de cerveja. Limito-me a apreciá-las (e muito). O que posso dizer é que uma boa cerveja fica muito boa neste copo, que agora transformou-se em um equipamento habitual na minha bancada de trabalho.

Um enigmático envelopezinho cinza no fundo da caixa contém uma bolacha decorada com o perfil de um dos Spitfires oferecidos no kit. Dei sorte, bolacha que veio no kit é justamente o do JE●Jjr “porta-cerveja” do Johnnie Johnson. Vai pra coleção, é tão bacana que seria um pecado “batizá-la” com cerveja.

A Eduard propõe um “jogo” de coleção dessas bolachas. Tipo álbum de figurinhas para adultos, comprando uma certa quantia em produtos na loja da Eduard você recebe mais bolachas até completar a coleção. Mais detalhes sobre essa promoção aqui.

COA

Conclusão

Realmente esta é uma edição para colecionadores apreciadores do Spitfire. Risquei a palavra colecionadores porque é um pecado grave não montar os dois kits com tudo o que eles têm de direito. Diz-se de moças que há as para paquerar e as para casar. Pode-se dizer que há kits para colecionar e kits para montar. Este aqui é com certeza um caso de kit para montar! 

A partir dessa base, seria espetacular que a Eduard mantivesse o padrão de execução deste kit e estendesse a sua linha para o resto da família Spitfire: Mk.IX/XVI "bubbletop", Mk. VII/VIII, Mk.X/XI, e por que não Mk.I/II, Mk.V, Mk.XIV... Por fim, devo confessar que a minha escala preferencial - assim como a de muitos milhares de modelistas mundo afora -  é a 1/72. Mal posso esperar o lançamento já prometido pela Eduard de Spitfires nesta escala para os próximos anos. Se eles foram capazer de "resolver" o problema na 1/48 (e na 1/44, por que não?), pode-se imaginar o que vem por aí! 

Minha opinião? Não vou me estender muito elogiando a qualidade e/ou o acabamento dos itens oferecidos neste kit. Basta dizer que comprei um kit Profipack poucos dias após o lançamento e montei-o logo em seguida. Gostei tanto do kit que logo depois encomendei mais um. Depois analisei detalhadamente um exemplar da Associação para (o primeiro) review, enquanto montava o meu primeiro. E agora me chega essa tentação para avaliar... não tem jeito, vou ter que ficar com mais dois Spitfires 1/48 para montar. Haja estante!

Vale e muito o investimento de US$125 (US$106 para os membros do BFC) na loja da Eduard: poucos kits em qualquer escala oferecem tanto por esse preço, seja em facilidade de montagem, precisão de detalhes, liberdade de escolha e alguns mimos especiais como a taça de cerveja. E é bom não se demorar, pois a edição é limitada e apenas 3000 exemplares foram preparados.

Definitivamente recomendado!

 

Agora, com licença, porque vou por as mãos à obra!!

Saúde!!

 

CHEERS!

 

 

 

Agradecemos (muito!) à Eduard pelo exemplar!!

alt

 

 
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