Deutsches Schnellboot S-100 & Flak 38 - Revell 1/72
Escrito por Ricardo P-40   
Ter, 23 de Julho de 2013 00:00

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 Schnellboot S-100 & Flak 38 – Revell 1/72

Kit Nº 05002

Histórico

A Evolução dos Barcos Torpedeiros como Lanchas Torpedeiras

O conceito básico de um barco torpedeiro é de que esta seja uma embarcação pequena e rápida, capaz de lançar torpedos contra navios de maior porte.

Os primeiros barcos torpedeiros concebidos, atacavam seus alvos abalroando-os com cargas de explosivo presas no extremo de uma haste, os quais se constituíram nos primeiros torpedos utilizados.

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Os barcos torpedeiros, armados com torpedos de haste, foram empregues pela primeira vez pelos Confederados durante a Guerra Civil Americana. Na prática esses eram barcos pequenos movidos a vapor, com uma haste com um arpão na ponta onde era fixada a carga explosiva. A tática empregada era abalroar a embarcação inimiga de forma fixar a carga explosiva ao casco dela com o arpão. Logo após o torpedeiro se afastava para uma distancia segura e detonava a carga através de uma corda presa a um gatilho detonador. Posteriormente a União também desenvolveu seus próprios torpedeiros com torpedos de haste. Embora essas embarcações não tenham obtido muito sucesso no conflito, elas lançaram as bases do conceito dos barcos torpedeiros.

O torpedo autopropulsado, tal como hoje é conhecido, foi inventado em 1860 pelo croata Ivan Braz Lupiz, oficial da Marinha do Império Autro-Hungaro e posteriormente aperfeiçoado em conjunto com o engenheiro inglês Robert Whitehead, sendo apresentado oficialmente em 1866.

 A partir de 1880 os navios a vela e de madeira foram definitivamente substituídos pelos couraçados. Estes na época eram grandes navios a vapor, pesadamente armados e protegidos por uma forte blindagem. O elevado peso destes navios os tornava demasiado lentos, porém sua blindagem só podia ser penetrada por projeteis disparados de peças de grande calibre, que por sua vez tinham uma cadência de tiro muito baixa.

A introdução do torpedo autopropulsado provocou o aparecimento de uma arma que poderia danificar seriamente ou, mesmo, afundar, qualquer couraçado. O torpedo permitiu, assim, o desenvolvimento de um tipo de embarcação, pequena e rápida, que poderia atacar um couraçado, a um custo reduzido.

A primeira embarcação projetada, para disparar um torpedo autopropulsado foi o HMS Lightning, lançado em 1877, pela Royal Navy.

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No final do século XIX, muitas marinhas começaram a incorporar barcos torpedeiros, normalmente, com entre 30 m a 50 m de comprimento, armadas com até três lançadores de torpedos e com armas ligeiras. Estes eram movidos por uma máquina a vapor, atingindo uma velocidade de 20 a 30 nós. Eram embarcações, relativamente, baratas, que poderiam ser produzidas em grande quantidade, permitindo um ataque em massa a esquadras de grandes navios. A perda, hipotética, de uma flotilha inteira de torpedeiros, seria mais do que compensada pelo afundamento de um único couraçado principal inimigo.

O primeiro lançamento, registrado, do uso de torpedos autopropulsados numa ação real de combate, ocorreu a 16 de janeiro de 1877, quando torpedeiros russos, lançados de um porta-torpedeiros, às ordens do almirante Stepan Makarov, atacaram o navio turco Intibah no decurso da Guerra Russo-Turca de 1877-1878.

Já o primeiro afundamento de um navio importante, por um torpedeiro, ocorreu na noite de 23 de abril em 1891, durante a Guerra Civil Chilena, quando o couraçado constitucionalista Blanco Encalada, estando ancorado, foi atingido por um torpedo lançado pelo torpedeiro presidencialista Almirante Lynch, afundando com a sua tripulação de 300 homens, em poucos minutos.

Durante a Primeira Guerra Mundial, os torpedeiros seriam responsáveis pelo afundamento do couraçado britânico HMS Goliath e dos couraçados austro-húngaros SMS Wien e SMS Szent Istvan.

Antes da Primeira Guerra Mundial, eram usados torpedeiros a vapor, que aos poucos tornaran-se maiores e mais bem armados. O motor de combustão interna gerava muito mais potência, para o mesmo peso e tamanho, que as máquinas a vapor, permitindo o desenvolvimento de um novo tipo de embarcações pequenas e rápidas. Estes motores potentes permitiam o aproveitamento de projetos de cascos hidroplanadores, capazes de permitir uma velocidade muito superior, sob as adequadas condições do mar, do que os cascos tradicionais.

O resultado foi o desenvolvimento de pequenos torpedeiros com 15 m a 30 m de comprimento, atingindo uma velocidade de 30 a 50 nós, armados com dois a quatro torpedos em lançadores fixos e com várias metralhadoras. Este tipo de torpedeiros manteve a sua eficácia durante a Segunda Guerra Mundial. Eram deste tipo os torpedeiros britânicos MTB (motor torpedo boats), os alemães S-Boote(Schnellboote, designados E-boats pelos Britânicos), os italianos MAS (motoscafo armato silurante) e os norte-americanos PT (patrol torpedo boats).

 

Os S-boote e a Classe S-100

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Durante a Segunda Guerra Mundial o estaleiro Lurrsen/Vegesack desenvolveu com sucesso uma versão de S-Boote (de Schnellboote – barco veloz)  bastante rápido, mesmo em mares agitados e com uma excelente manobrabilidade. Devido ao seu desenho muito bem balanceado, a embarcação não necessitou de mudanças muito profundas em seu desenho durante toda a guerra. Este desenho provou o seu valor em missões de escolta, reconhecimento marítimo, operações de lançamento de minas e acima de tudo no combate a embarcações de superfície e submarinos inimigos.

Apesar de não ter obtido o mesmo sucesso que os U-Boots nas operações oceânicas, graças a sua manobrabilidade e capacidade de combate, os S-boats provaram ser uma séria ameaça aos navios inimigos em águas costeiras e no Canal da Mancha, onde havia um considerável poderio naval inimigo. Apesar do constante aperfeiçoamento de medidas defensivas por parte das forças aliadas, os S-boats obtiveram um impressionante sucesso em seus ataques-relâmpago. A forma destemida com que esses ataques foram desferidos, fizeram com que os S-boats fossem chamados de “Greyhounds do Mar” (“Windhunde des Meeres”).  

O desenvolvimento final e também a última versão dos S-boats, usada em números significativos, foi a Classe S-100, produzida a partir de 1943. A versão S-100, foi uma bem sucedida combinação de tamanho, performance, poderio de combate e grande raio de ação. As S-100 foram especialmente equipadas com uma ponte de comando em forma de cúpula, conhecida como “Kallote”, a qual era feita com segmentos de chapas de aço de 10mm a 12mm, soldadas entre si, assim como dispunham de proteções adicionais em outras áreas.  

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 A proteção da ponte dos S-boot, conhecida como “Kallote” 

A sua blindagem aperfeiçoada, assim como a ampliação do armamento, tornaram-se uma necessidade na medida em que as ameaças inimigas foram aumentando. Canhoneiras, corvetas e destróieres inimigos foram se multiplicando com o passar do tempo, assim como o número de ataques por aviões inimigos.  Apesar da escassez de recursos que veio com a continuidade da guerra, esse novo modelo de S-boat possuía um sistema de armas bastante melhorado, associado com uma maior proteção contra o fogo de metralhadoras. Essa combinação não só aumentou a sua capacidade para operações de combate, como também as suas chances de sucesso.  

As S-100 tinham 34,94m de comprimento, 5,28m de largura, 2,9m de altura e 1,67m de calado. Deslocavam cerca de 98,91 toneladas e 110,74 toneladas quando totalmente carregadas. Dependendo da velocidade empregada, seu alcance poderia ser de 700 a 750 milhas marítimas. Vários estaleiros como Lurrsen/Vegesack, Gusto N.V./Schiedam e Schlichting/Travemunde participaram do esforço combinado para a sua produção de forma suprir a constante demanda por novos S-boats.

Inicialmente foram equipados por três potentes motores a diesel Daimler-Benz MB 511-V de 2000hp cada, porém as séries de produção subseqüentes receberam motores MB 501A ou MB 511 de 2500hp cada, que moviam hélices de alta velocidade de 1,10m ou 1,23m. As S-100 tinham um excelente poder de aceleração e podiam atingir a impressionante velocidade de 43,5 nós, podendo ainda por um breve período de tempo acelerar até 48 nós quando sob condições de combate. O arranjo dos seus lemes, o qual se constituía de um leme principal central e dois lemes laterais em forma de aerofólio, que ficavam localizados na corrente de água gerada pelas hélices propulsoras, dava a embarcação uma manobrabilidade excepcionalmente vantajosa.

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 O arranjo dos lemes das S-100 que ficavam no fluxo de água gerado pelas hélices propulsoras

 Normalmente os S-boats carregavam dois torpedos TR G7A de 533mm em seus tubos lançadores e quatro outros no convés avante. Alternativamente os S-boats podiam ser usados como lança-minas, carregando seis minas no lugar dos torpedos adicionais, ou ainda podiam levar seis cargas de profundidade para serem usadas em combate contra submarinos.

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O torpedo G7A de 533mm

O armamento geral dos S-Boats variou bastante nos últimos anos da guerra, mas geralmente era constituído de dois canhões anti-aéreos Flak 38 de 20mm, com cerca de 6000 cartuchos de munição. Um deles montados em um poço na proa, o qual podia ser elevado ou abaixado (¨Drehkranzelafette 41¨) e o segundo montado próximo a popa.

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O arranjo ¨Drehkranzelafette 41¨ do canhão de 20mm da proa

A partir de 1943, um terceiro canhão de 20mm, foi montado num suporte a meia nau na Classe S-100. Porém o aumento das ameaças, exigiram rapidamente a substituição desses calibres menores por um canhão Flak 36 de 37mm montado próximo a popa ou por versões diversas do canhão automático Bofors Flak 28 de 40mm, sendo esses usados alternativamente nas S-100.

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O canhão de 37mm era o mesmo usado em alguns U-boots

Adicionalmente eram carregadas na ponte duas metralhadoras MG 34 que mais tarde foram substituídas pelas MG 42. Por volta de 1944/45, um canhão quádruplo anti-aéreo de 20mm passou a ser montado próximo a popa, outro duplo de 20mm a meia nau e um SK 35 de 30mm a proa. Com esse aumento no armamento, a tripulação que era inicialmente de 24 homens, foi aumentada para 30 homens exclusivamente para poder operarem todo esse armamento.

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Flakvierlig Flak 38 numa montagem semelhante a que era instalada nas S-100 

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O anti-aéreo duplo de 20mm da meia-nau

No entanto a principal ameaça a força de S-boats (¨Schnellbootwaffe¨), a qual operava apenas equipamentos óticos, foi a  tecnologia de localização e direcionamento de tiro por radar usada pelos navios de escolta aliados, assim como também os ataques aéreos diurnos e noturnos guiados por radar. Não haviam contra medidas defensivas adequadas a bordo dos S-boats e essas só foram disponibilizadas muito próximo ao final da guerra. O equipamento de interceptação de radar Naxos, apenas cegava temporáriamente o radar inimigo, o que permitia apenas a adoção de algumas poucas medidas defensivas.

Próximo ao final da Guerra, a superioridade aliada em termos de números e de material reduziu as chances dos S-Boats afundarem navios inimigos em números decisivos e os forçaram a operarem em conjunto em pequenos números, ficando cada vez mais na defensiva até a capitulação final.

Os S-boats da Classe S-100 compreenderam de 1943 a 1945 os barcos S-100, S-136, S-138 a S-150, S-167 a S-186, S-195 a S-200, S-203 a S-228 e S-301 a S-307.

Ao final da guerra restaram 107 S-boats sobreviventes de diversas classes, os quais foram divididos entre os aliados como espólio de guerra. Alguns destes permaneceram em operação até os anos 60 ou 70. Atualmente só restaram dois desses sobreviventes que estão sendo restaurados para fins de preservação, infelizmente nenhum dos dois é da Classe S-100 

 

O Kit

O kit é composto por cerca de 256 peças injetadas em plástico cinza médio, dispostas em 4 galhos e as duas metades do casco, uma peça em acetato, um cordão de fios de algodão e uma folha de decalques. A injeção é de excelente qualidade, praticamente sem marcas de injeção em locais incômodos. Porém com uma quantidade considerável de rebarbas nos galhos, nada difícil de resolver, mas um pouco inconveniente.

O casco é divido ao meio e vem com a montagem das portas dos tubos lança torpedos em separado. Não foi prevista nenhuma marcação interna para o corte waterline do casco, havendo apenas uma fina linha em alto relevo na parte externa para servir como guia. De um modo geral as formas e os detalhes do casco são corretos e adequados a escala, faltando apenas furar os dutos de saída a meia nau. 

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O primeiro galho traz as duas metades do convés, o ¨Kallote¨, eixos, suportes e hélices, leme, portas dos tubos lança torpedos e parte da base expositora. Os detalhes são razoávelmente  bem feitos pára a escala, principalmente as ripas de madeira de parte do convés. O “Kallote é razoavelmente bem detalhado e vem convenientemente protegido por calços de espuma para evitar a quebra de partes mais delicadas. Outros detalhes são igualmente bem moldados, pecando apenas pelo excesso de rebarbas.

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O segundo galho é dedicado a alguns dos elementos sobre o convés, como o poço do canhão da proa, o suporte e o canhão de 20mm, as culatras dos tubos lança torpedos, paredes internas da cabine, balaustrada, âncora, bitácula e outros detalhes. Aqui também os detalhes são convenientemente finos e bem moldados, se bem que a balaustrada me parece um pouco grossa para a escala. Infelizmente a Revell não previu uma opção com a lona característica cobrindo a balaustrada. Devido aos ventos gelados do Mar do Norte as S-100 e a maioria dos S-Boots em geral usavam uma lona sobre os balaústres para proteger a tripulação no convés. De resto as culatras dos tubos são bem detalhadas a armação e o canhão de 20mm bastante adequados e os outros detalhes menores se aproximam razoavelmente bem da realidade.

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Os terceiros e quarto galhos são idênticos entre si e trazem os botes salva-vidas, 2 torpedos G7A, o canhão de 37mm, os canhões duplos e quádruplos de 20mm, escudos dos canhões, cargas de profundidade e os elementos finais do convés. A parte as inevitáveis rebarbas, os elementos em geral são muito bem representados. Os torpedos são muito bem feitos, embora as hélices tenham ficado um pouco grossas. Todos os canhões  são igualmente bem feitos necessitando apenas ter a boca do cano furada para maior realismo. Os escudos apesar de corretos, talvez precisem ser afinados ou substituídos por fotoetche. As cargas de profundidade são simples tal como eram as originais, e o conjunto de botes também é bem convincente para a escala.

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O filme de acetato reproduz por método fotográfico os frames do parabrisa da ponte. Porém aqui há um problema, pois a impressão do filme é preta e esses frames eram branco tal como o resto da cabine. O cordão que acompanha o kit é para reproduzir a corda da âncora e o fechamento da amurada da popa. Embora me pareça que a cor do cordão não é muito convincente, eventualmente necessitando ser matizada com algum tingimento ou substituída.

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O decalque é impresso em filme fosco de boa qualidade. A impressão é muito bem centrada e as cores bem nítidas. Além dos motivos das versões, acompanha dois pares de decalques para o suporte, em alemão e inglês, para a S-100 e S-100 com o Flakvierling. As versões serão comentadas junto com a folha de instruções, e aqui a única observação é a ausência da suástica na bandeira da Kriegsmarine.

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O folheto de instruções tem cerca de 20 páginas impressas em papel de boa qualidade, com o histórico e dados técnicos da S-100 em alemão e inglês na capa. As instruções são na forma de diagramas bastante compreensíveis com algumas poucas indicações escritas em várias línguas, incluindo Português. Há indicações de cores ao longo das 64 etapas de montagem, na forma de bandeirolas com letras que se reportam a uma tabela de cores que está na página 4. A tabela traz os nomes das cores em várias línguas e uma indicação numérica, que embora não seja informado, acredito que se reporte as cores das tintas da própria Revell.  As páginas 17 a 20 trazem as informações de aplicação de decalque e particularidades das pinturas de dez embarcações diferentes que serão comentadas a frente. É importante se estar atento que há variações na configuração do armamento e de outros detalhes entre alguns desses barcos e que durante as etapas de montagem existem indicações sobre a quais das versões se aplica determinada peça ou conjunto. Porém a despeito do número de peças e da complexidade do conjunto, acredito que a montagem não vá causar maiores dificuldades, mesmo aos que não possuam muita experiência com embarcações.

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Com relação as versões propostas, é preciso ter um certo cuidado e se fazer uma pesquisa prévia antes da escolha da versão a ser feita. A Classe S-100 foi uma evolução da Classe S-38, que por sua vez teve uma variação final do seu desenho chamada S-38b que já incorporava algumas das modificações que fariam parte da Classe S-100. A mais notória delas foi a substituição da ponte original pelo ¨Kallote¨ que viria caracterizar a aparência das lanchas da Classe S-100. Apesar das aparentes semelhanças com as S-100, as lanchas da série S-38b tinham algumas diferenças na sua configuração que as distinguiam das S-100. A mais fácil de todas de se observar nas fotos é a ausência de armamento a meia-nau.  Porém dependendo da foto analisada, essas diferenças podem ser difíceis de se ver e é muito comum confundi-las, tomando-se uma S-38b como sendo uma S-100, tal como aparentemente ocorreu em algumas das versões propostas pelo kit. Embora a conversão da S-100 em uma S-38b, não seja uma tarefa impossível de se realizar, isso certamente vai demandar uma certa dose de pesquisa e trabalho. Para maiores referencias sobre a diferença entre as duas versões recomendo a leitura da Squadron Signal Schnellboot in Action Nº 18. Porém a princípio, vou fazer aqui apenas alguns comentários baseado no material que eu encontrei sobre algumas das versões propostas:

S 302, 8th flotilla – Egersund/Noruega – Maio de 1945

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S 188, 8th flotilla – Boulogne/França – 1944

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S-100 comandada pelo Kapitänleutnant Karl-Erhard Karcher que também pode ser vista na Pag. 25 da Schnellboot In Action Nº 18.

S 304, 4th flotilla – Rotherdam/Noruega – Maio de 1945

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S 306, 11th flotilla – Gelting/Alemanha – Maio de 1945

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S 100 type boat – Den Helder/Holanda – 1944

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Essa e uma outra foto dela publicada a página 171 da Warship Profile 31 transparecem a idéia de que possa ser na verdade uma S-38b

S 93, 8th flotilla – Ijmuiden/Holanda – 1944

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A numeração dela é anterior as da Classe S-100, o que leva a crer que fosse uma S-38b. As fotos conhecidas também deixam essa impressão.

S 204, 4th flotilla – Den Helder/Holanda – 1945

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A Lang foi a primeira S-100 capturada ao final da guerra, pode ser vista na Pag. 25 da Schnellboot In Action Nº 18 e em diversas outras referências.

 

S 168, 8th flotilla – Röhnne/Dinamarca – 1943

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S 193, 8th flotilla – Ijmuiden/Holanda – 1944

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212, 9th flotilla – Ijmuiden/Holanda - 1944

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A numeração corresponde a seqüencia da Classe S-100, porém nas fotos não fica claro se havia o outline vermelho ao redor do “S” que vem no decalque.

Conclusões

A S-100 da Revell não é um kit de todo novo, porém essa versão mais recente traz como bônus extra a possibilidade de montá-lo com o Flakvierling 38 que foi instalado como uma improvisação emergencial em alguns barcos no final da guerra. Além do mais, traz um número maior de opções no decalque, mesmo apesar de que algumas delas devam ser vistas com alguma cautela. O kit é excelente e pode-se considerá-lo, proporcionalmente a sua escala, como tão bom quanto o da Italeri é na 1/35. Ficando com cerca de 49cm depois de pronto, sem dúvida alguma ele é uma excelente opção pára os que desejam ter uma boa representação de uma S-100, mas que não dispõem de um metro ou mais de espaço necessário para alojar a S-100 da Italeri.  Existem atualmente no mercado diversos sets de melhoramento e acessórios para esse kit, sendo um dos melhores entre eles o da Griffon Models. Só é realmente de se lamentar que a própria Revell ou outros fabricantes não tenham acordado até o momento para a necessidade de se suprir a lacuna que existe no mercado de modelos atualizados das outras lanchas torpedeiras da WWII nessa escala.

 

 
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