Soviet Navy Submarine S-51 (S-1, S-13) - AMP 1/350
Escrito por Ricardo P-40   
Qua, 17 de Abril de 2013 00:00

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Soviet  Navy Submarine S-51 (S-1, S-13) -  (S class, series IX / IX-bis)

AMP 1/350 – Kit. 302

 

HISTÓRICO

A classe S ou Srednyaya (média) era parte da frota de submarinos da Marinha Soviética durante a Segunda Guerra Mundial. Também conhecidos como Stalinets (seguidores de Stalin), as embarcações dessa classe obtiveram as vitórias mais significativas entre os submarinos soviéticos durante a guerra. No total eles afundaram 82.770 toneladas entre navios mercantes e sete navios de guerra, cerca de 1/3 da tonelagem afundada por submarinos soviéticos no período.

Curiosamente a classe S foi o resultado de uma colaboração entre engenheiros da União Soviética e alemães que resultou em duas diferentes classes de submarinos que se combateram mutuamente durante a guerra.

No início dos anos 30 o governo Soviético  iniciou um programa massivo de rearmamento que incluiu a expansão naval. Os submarinos eram um dos pontos-chaves do programa, porém os modelos então disponíveis não satisfaziam as necessidades do planejamento naval. Até mesmo a  classe Shchuka de submarinos recentemente desenvolvida não era suficiente para a estratégia Soviética, pois tinha sido projetada para operar apenas no Mar Báltico, sem a necessária capacidade para as operações oceânicas. O fato era que, os principais submarinos da Marinha Soviética estavam se tornando rapidamente obsoletos. Foram então comissionados diversos engenheiros para procurar um projeto de submarino de tamanho médio que pudesse operar em oceano aberto.

Como resultado do Tratado de Versalhes, após a derrota da Primeira Guerra, a República de Weimar foi proibida de manter ou construir submarinos na Alemanha.  Os alemães contornaram essas restrições, criando diversas subsidiárias de suas empresas de construção e projeto em outros países. Uma dessas, a NV Ingenieurskantoor voor Scheepsbouw (IvS), uma subsidiária da Deutsche Schiff-und Maschinenbau AG-AG Weser baseada na Holanda, estava desenvolvendo um projeto para a Espanha que atendia em grande parte as necessidades Soviéticas.

O governo do ditador espanhol Primo de Rivera estava interessado em obter submarinos para a Marinha Espanhola e após a visita de uma comissão de oficiais navais alemães a Espanha, construiu-se um único submarino para testes, os quais foram feitos no mar em 1931, e sendo este designado pelo fabricante como submarino E-1. Porém com a queda do governo de Primo de Rivera, o governo da Segunda República Espanhola deu preferência a submarinos de design britânico, restando aos construtores e projetistas oferecer o E-1 e seu projeto a outros possíveis compradores. Engenheiros soviéticos entre outros, visitaram o estaleiro em 1932 e ficaram impressionados com o projeto em geral, porém sugeriram diversas modificações e melhorias, já pensando numa futura produção em série na União Soviética. O E-1 própriamente dito foi vendido a Turquia em 1935, que o operou até 1947 com o nome Gür, porém os soviéticos compraram o projeto com a condição da Deschimag implementar as melhorias sugeridas e acompanhar a construção dos protótipos. As modificações acabaram resultando em uma série de retrabalhos no projeto original, o qual foi redesignado E-2, e em agosto de 1934, este foi aprovado para construção sob a designação de série IX. Os dois primeiros protótipos começaram a ser construídos, usando em parte equipamento alemão, em dezembro de 1934, no Baltiysky zavod (Estaleiro do Báltico) em Leningrado, e o terceiro em abril de 1935. 

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O submarino E-1

Quando da construção do terceiro protótipo, já estava claro que o uso de equipamento importado encarecia muito o projeto, algumas modificações foram então introduzidas de forma que se usasse apenas material produzido na União Soviética. O resultado dessas modificações deu origem a série IX-bis a qual entrou em produção em 1936. Originalmente os três primeiros protótipos que formavam série IX receberam a designação oficial N-1, N-2 e N-3 de Nemetskaya (Alemães), porém em outubro de 1937 eles foram redesignados como S-1, S-2 e S-3. Quanto ao E-1, esse também acabou se tornando o protótipo do Type I alemão, cujo desenvolvimento do projeto deu origem aos Type VII e Type IX da Kriegsmarine.

Ao todo cinco estaleiros foram empregues na produção da classe S, sendo três em Leningrado (Nº 189, Nº 194 e Nº 196), um em Nikolayev (Nº 198) e um em Gorky (Nº 112). Os barcos para a frota do Pacífico eram construídos em seções pré-fabricadas e despachados por trem para o estaleiro Nº 202 em Vladivostok onde eram montados. Os barcos iniciais começaram a ficar prontos a partir de dezembro de 1935 e embora não tenham atingido plenamente as especificações previstas, foram considerados bem sucedidos e comissionados na Marinha Soviética.

O S-3 da série IX foi o primeiro submarino da classe a receber motores feitos na União Soviética devido a demora na chegada dos originais alemães. A adaptação levou a significativas alterações no projeto que atrasou a entrega, porém essas modificações foram incorporadas ao projeto e se tornaram a base da série IX-bis. Essa nova série foi produzida para todas as quatro frotas, os estaleiros de Leningrado construiam barcos para as frotas do Báltico, Norte e Pacífico, o de Gorky  para a do Báltico e a do Norte também e o de Nikolayev os barcos para o Mar Negro.

Ainda durante a guerra, o estaleiro de barcos fluviais Nº 638 em Astrakhan foi usado para completar alguns submarinos construídos em Leningrado e Gorky. Muitos dos barcos da classe não chegaram a ser completados devido as condições da guerra. Os S-36, S-37 e S-38 foram afundados no estaleiro de Nikolayev antes da cidade ser capturada pelos alemães. Já os S-27 ao S-30, S-45 e S-47 tiveram a sua construção suspensa antes de completados, tendo sido sucateados após a guerra por já estarem obsoletos.

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Detalhe da vela e do canhão do S-25

 

Foram produzidas três séries da classe, cujas diferenças principais eram mais a nível do equipamento empregado:

Série IX - Composta pelos três barcos iniciais, usava motores e baterias alemãs, o casco de pressão era rebitado e o externo soldado. Levava uma torre oval aberta, parecida com as usadas nos submarinos alemães. Era equipada com um canhão anti-aéreo de 45mm e cortadores de cabos na proa, levava ainda 4 tubos lança torpedos de 21 polegadas a proa e mais 2 na popa. Podia levar até 12 torpedos e seus tubos também podiam ser usados para lançamento de minas. Como sensor subaquático, esses usavam o sistema de microfones Mars-12, porém nenhum dos barcos da classe chegou a ser equipado com radar.

Série IX-bis - Foi produzida com motores e baterias feitas na União Soviética e a pedido das tripulações era equipada com uma torre fechada na frente, conforme era mais comum nos submarinos soviéticos do período. Mais próximo do final da guerra alguns barcos receberam equipamento ASDIC que aumentou em muito a sua capacidade de patrulhamento e eficiência de tiro.

Série IX-bis-2 – Incorporou alguns melhoramentos, na sua maioria visando menor custo e tempo de produção. Nessa série passou-se a usar solda em algumas partes do casco de pressão.

Projeto 97 – No início dos anos 40 várias modificações no projeto foram propostas incluindo novos motores, maior capacidade de transporte de torpedos e casco de pressão totalmente soldado. Porém a guerra interrompeu os trabalhos e os seis barcos em construção foram afundados logo após serem lançados.

Em 1954 os submarinos S-52 e S-53 foram cedidos a Marinha do Exército de Liberação Popular da China que junto com quatro outros submarinos de outras classes formaram a base da Força de Submarinos da República Popular da China, posteriormente os S-24 e S-25 também foram vendidos a China, onde os Classe S receberam as designações de 11, 12, 13 e 14 respectivamente.

Atualmente um dos submarinos da Classe S encontra-se preservado no Memorial da Glória Militar da Frota do Pacífico em Vladivostok. Trata-se do S-56 ao qual é creditado o afundamento de quatro navios alemães durante a Segunda Guerra. O S-56 foi construído em Leningrado em 1936, posto em serviço em 1939 e juntou-se a Frota do Pacífico em 1941. Entre 1942 e 1943 juntamente com o  grupo de submarinos do Pacífico, atravessou o Canal do Panamá em direção ao Atlântico para se juntar a Frota do Mar do Norte. Durante a guerra o S-56 participou de 8 missões e 13 ataques, sendo considerado o submarino Soviético mais eficiente da Segunda Guerra.  Por suas ações no Mar do Norte, o S-56 foi elevado a condição de membro da Guarda, recebeu a Ordem da Bandeira Vermelha e seu comandante o Capitão-Tenente G.I. ShChedrin recebeu a estrela de Herói da União Soviética.  Em 1951 o S-56 retornou ao Pacífico onde permaneceu até ser desativado e transformado em uma estação de treinamento. No 30º aniversário da Vitória na Segunda Guerra Mundial o S-56 foi transformado em memorial e seu interior foi restaurado na sua configuração da Segunda Guerra. Embora os feitos do S-56 possam até parecer pífios quando comparados com os de outros submarinos aliados ou do eixo, suas ações assumem importância quando se leva em consideração as deficiências e dificuldades da Marinha Soviética como um todo na conjuntura da Segunda Guerra Mundial.

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O S-56 atualmente preservado no Memorial da Glória Militar em Vladivostok

O KIT

Na embalagem encontramos três galhos com aproximadamente 25 peças em plástico cinza claro de boa qualidade, um photoetch e uma folha de decalques. A injeção é boa, com relativamente poucas rebarbas e poucas marcas de injeção em locais inadequados. Em alguns aspectos o detalhamento das peças deixa um pouco a desejar quando comparado com os melhores kits de submarinos na 1/350, estando mais próxima a dos submarinos da Hobby-Boss e Mirage. Faltam pinos guia nas metades do casco e da vela e em alguns locais os detalhes em baixo relevo estão pouco demarcados, sendo conveniente aprofundar um pouco algumas linhas antes da montagem. O problema é particularmente inconveniente nas aberturas do casco externo, pois essas eram bem mais estreitas que as dos submarinos alemães e difíceis de aprofundar nessa escala. O problema é parcialmente compensado pelo uso de decalques para representá-las conforme veremos adiante.

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No primeiro galho encontramos as duas metades do casco e o convés principal. A primeira vista o casco parece um pouco pobre de detalhes, porém observando-se as fotos do S-56, se tem a sensação, de que com exceção de algumas linhas de chapas ausentes no kit, essa seria de fato a aparência geral de um Classe S. O leme moldado junto com uma das metades do casco é convenientemente fino e correto, aparentemente também foi representada corretamente uma depressão que existe de cada lado casco abaixo dos tanques de lastro. Essa é um pouco difícil de ver mesmo nas fotos atuais do S-56, mas aparece representada nos desenhos dos Classe S. O convés também é muito rico em detalhes e infelizmente as poucas fotos onde aparece o convés do S-56 não mostram muita coisa que nos permita dizer se isso seria assim mesmo ou se faltou representar outros detalhes. Há uma seção de sprue que passa por baixo do meio do convés que precisa ser desbastada para não prejudicar o encaixe dele com o casco. Acima dessa ainda ocorre uma depressão na superfície da parte de cima do convés, mas que provavelmente ficará embaixo da vela, não causando problemas. Alguns modelistas têm reportado que o encaixe do convés com o casco não é dos melhores, necessitando de algum rejunte para melhorar o acabamento

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No segundo galho estão as duas metades da vela, os prolongamentos da mesma para se fazer o S-1, os periscópios, os eixos das hélices e profundores de popa, os profundores de proa, o canhão principal e a anti-aérea do cesto da vela. As peças são convenientemente finas e bem moldadas, apenas necessitando de algum reforço em algumas das linhas em baixo relêvo. Parte dos detalhes ausentes serão complementados  pelas peças em photoetch, deixando o conjunto da vela razoavelmente bem detalhado para a escala. Observe-se ainda que os três submarinos representados pelo kit, tinham diferenças entre as respectivas velas, e que o conjunto de peças fornecido permitirá reproduzir cada uma delas com razoável fidelidade. 

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O terceiro galho forma o conjunto da base expositora, sendo composto por um disco que é a base própriamente dita e um pino que irá servir de suporte ao submarino sobre o disco base. Não é o tipo de base que eu pessoalmente goste para submarinos nessa escala, ficando a critério de cada um, aproveitá-la ou usar a imaginação para criar alguma outra.

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O photoetch fornecido é feito pela Eduard, portanto de muito boa qualidade. Nele encontramos a balaustrada ao redor do cesto da torre e do canhão da proa, as hélices, a âncora, os degraus da escada da vela, as serras corta cabos da proa, a placa frontal da torre do S-51 e outros elementos menores que complementarão o canhão, a anti-aérea e a vela. Com a exceção da serra do alto da proa, que me parece um pouco larga para a escala, os demais elementos são uma excelente e essencial adição ao kit, e irão compensar parcialmente a ausência de detalhes no geral. Quanto a serra, ela eventualmente poderá ser substituída pela que é fornecida nos photoetchs dos kits do type VII nessa escala, sendo que nas fotos conhecidas do S-51 ela não aparece sendo usada.

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A folha de decalques é impressa apenas em preto e branco, e trás além dos números das torres do S-1 e do S-51 (aparentemente o S-13 não tinha número na torre), um conjunto de decalques de linhas demarcatórias de painéis e tampas de compartimentos sobre o convés e outros para colocar sobre os furos e aberturas do casco. Devido a forma como as aberturas foram moldadas no casco, talvez seja melhor fechá-las com putty e usar apenas os decalques para representá-las, tal qual se faz em kits da aviação civil. O decalque é impresso em um filme fosco que aparenta ter tendência a amarelar com facilidade, sendo prudente remover ao máximo o excesso de filme antes de usá-lo. Os motivos estão razoavelmente bem impressos podendo ser usados sem maiores problemas.

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O folheto de instruções é impresso em três folhas de papel de boa qualidade e a impressão é bastante nítida. Na primeira página há uma foto do S-51 real e os dados técnicos dos Classe S série IX-bis. Traz ainda os diagramas de pintura e colocação de decalques dos submarinos S-1, S-13 e S-51, cujos detalhes e dados históricos vamos descrever mais a frente. As instruções para colocação dos decalques são bastante compreensíveis. Porém no que se refere as cores da pintura as instruções não são de muita ajuda pois se limitam a indicar, conforme a versão, apenas preto, cinza ou verde, sem fornecer qualquer referência mais específica sobre a tonalidade da cor usada.

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Na segunda folha temos os desenhos dos galhos , a montagem do casco e a montagem das três velas distintas dos S-1, S-13 e S-51. Os desenhos me parecem bastante compreensíveis e trazem como indicação escrita, apenas a referência a remoção de algumas partes, principalmente  no caso do S-1 que tem a vela bem diferente da dos outros dois. A terceira folha é dedicada a indicação dos locais onde as peças em photoetch serão montadas.

Conforme já foi mencionado o kit permite a montagem de três submarinos diferentes o S-1, o S-13 e o S-51, cujos diagramas de pintura e dados históricos transcreveremos a seguir:

S-1

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Foi o primeiro dos três protótipos da série IX, tendo a sua construção iniciada em dezembro de 1934, no Estaleiro Nº 189 (Baltiyskiy Zavod) em Leningrado, foi lançado em agosto de 1935 e comissionado em setembro de 1939. Pouco se sabe sobre sua carreira operacional, apenas que serviu a Frota do Báltico e foi afundado pelos russos em junho de 1941 em Libau para evitar que fosse capturado pelos alemães.

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Por ser um dos submarinos da série IX inicial, suas características são o canhão da proa coberto por um prolongamento da vela e a ausência dos prolongamentos laterais do convés ao redor do mesmo. O folheto de instruções indica uma pintura em cinza e preto, porém omite a faixa branca que aparece na primeira foto acima, logo abaixo das aberturas do casco, demarcando a linha d’água. Na segunda foto pode-se ver a presença da serra corta cabos sobre a proa que não é mostrada no desenho.

S-13

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Alexander Marinesko na torre do S-13

Sua construção foi iniciada em outubro de 1938 no estaleiro Krasnoye Sormovo em Gorky. Tendo sido lançado em abril de 1939, foi comissionado em julho de 1941 na Frota do Báltico, sob o comando do Capitão Pavel Malantyenko. Na primeira metade de setembro de 1942, ainda sob o comando de Malantyenko, afundou os navios finlandeses Hera e Jussi H e o navio alemão Anna W, totalizando 4.042 toneladas. Em outubro de 1942 foi sériamente avariado enquanto escapava da perseguição de duas embarcações finlandesas. Nos três anos que se seguiram, o S-13  foi reparado retornando ao mar sob o comando de Alexander Marinesko. Em janeiro de 1945 afundou na costa da Pomerânia o navio Wilhelm Gustloff de 25.484 toneladas, no qual morreram cerca de 9.000 pessoas entre militares e refugiados civis que escapavam do avanço soviético sobre a Prússia Oriental.  Em 10 de fevereiro o S-13 afundou ainda o navio de passageiros SS General Von Steuben, matando mais cerca de 3.300 pessoas entre militares e refugiados civis.  Apesar da dúbia honra de ter afundado dois navios repletos de refugiados civis e de ter sido afastado da Marinha Soviética no início de 1946 por estar constantemente embriagado em serviço, Marinesko recebeu postumamente o título de Herói da União Soviética em 1990. O S-13 foi descomissionado em setembro de 1954 e descarregado em 1956.

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O esquema proposto para o S-13, também é em cinza e preto. Nas fotos conhecidas do S-13, não dá para saber se ele tinha a faixa branca demarcando a linha d’água ou não. Porém pode-se ver a serra corta cabos da proa que não consta do diagrama de pintura. A ausência da numeração pintada na lateral da torre, tal como mostrada no desenho, também pode ser notada nas fotos.

S-51

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O S-51 teve sua construção iniciada em abril de 1937, no estaleiro Nº 189 (Bastiyskiy Zavod) de Leningrado. Porém por ser um dos submarinos destinados a Frota do Pacífico, foi transportado em pedaços por trem para ser montado no estaleiro Nº 202 (Dalzavod) em Vladivostok. Foi Lançado em agosto de 1940 e comissionado em novembro de 1941. Após ter participado de algumas patrulhas no Pacífico, da mesma forma que o S-56, atravessou o Canal do Panamá e o Atlântico em 1943 para se unir a Frota do Mar do Norte. Participou de diversas ações no Mar do Norte, sendo atribuído a ele o provável afundamento do cargueiro alemão Africana, e do barco patrulha  UJ 1202/Franz Dankworth. Foi descomissionado da Marinha Soviética em setembro de 1954, porém só foi descarregado em fevereiro de 1972.

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De acordo com o diagrama de pintura o S-51 teria a parte de baixo do casco pintada em verde, tal como está pintado hoje o S-56. Porém comparando-se com as fotos da época  e com o desenho publicado na Morskaya Kollektsiya 02 de 2000 - Submarines Type 'S', tem-se a sensação de que o S-56 está pintado hoje num tom de cinza mais claro do que o usado na época da Segunda Guerra, portanto esse talvez não seja uma referência de cores 100% confiável. Nessa instrução também foi omitida a faixa branca da linha d’água que aparece bem nítida na foto do S-51 acima. Observar ainda que conforme o diagrama, o S-51 tem diferenças na parte da frente da torre em relação ao S-13 e que ao contrário dos outros dois, não levava a serra corta cabos sobre a proa.

 

CONCLUSÃO

Embora haja no mercado hoje uma quantidade razoável de kits de submarinos russos modernos, muitos poucos da segunda guerra encontram-se representados. Entre esses, os Classe S sem dúvida são um dos mais atraentes, tanto a nível histórico, como também por conta da sua similaridade com o design dos submarinos alemães. Mesmo o kit da AMP não sendo tão refinado e rico em detalhes como os da AFV Club, Tamiya, Revell ou Aoshima, é muito mais correto e fiel ao original do que os Type VII da Hobby-Boss e muito melhor acabado do que os Type VII da Flagman. As partes em photoetch e o decalque compensam algumas das deficiências do kit e as dificuldades com o encaixe de algumas partes podem ser facilmente solucionadas, dada a simplicidade do kit.  Podemos dizer que essa é uma representação bastante honesta de um Classe S na escala, que dificilmente encontrará outro concorrente no mercado a curto ou médio prazo. O submarino depois de montado fica com cerca de 22cm, sendo um pouco maior que um Type VII alemão. Infelizmente os kits da AMP são um pouco difíceis de se encontrar atualmente, porém esse e outros modelos da marca estão reaparecendo no mercado sob o label da Mikromir. Considero o kit bastante recomendável para os que se interessem pelo tema dos submarinos da WWII em geral e que já tenham uma certa experiência com submarinos nessa escala. Existe ainda no mercado outro kit dos Classe S pela Maquette na escala 1/400, com características muito semelhantes a desse.

 

REFERÊNCIAS

- Morskaya Kollektsiya 02 de 2000 - Submarines Type 'S'

- http://en.wikipedia.org/wiki/Soviet_S-class_submarine

- http://englishrussia.com/2012/06/24/the-most-efficient-submarine-of-wwii/

- http://www.legendtour.ru/rus/russia/vladivostok/memorial-submarine-museum.shtml

. http://en.wikipedia.org/wiki/Soviet_submarine_S-13

- http://uboat.net/allies/warships/ship/5111.html

- http://uboat.net/allies/warships/ship/5116.html

 
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