Lublin R.XIII ter/hydro - Mirage 1/48
Escrito por Ricardo P-40   
Seg, 18 de Março de 2013 09:17

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Lublin R-XIII Ter/Hydro

Mirage 1/48 - Kit Nº . 485003

 

 HISTÓRICO

O Lublin R-XIII foi um avião desenhado no início dos anos 30 para servir como avião de cooperação com o Exército Polonês, nas funções de observação e ligação. Ele foi desenvolvido na fábrica Plage j Láskiewicz em Lublin e na época da invasão da Polônia era o principal avião de cooperação com o Exército. O seu projeto derivou diretamente do Lublin R-XIV que era um treinador militar.

Em 1927 as autoridades aeronáuticas polonesas, anunciaram uma concorrência para o fornecimento de um avião de cooperação com o exército. Dentro da doutrina polonesa, isso significava um avião para reconhecimento aproximado, observação e ligação, capaz de operar de campos de pouso improvisados, provendo as unidades do Exército Polonês com informações sobre o inimigo..A fábrica estatal PZL, propôs o PZL Ł-2, dos quais foram feitas 25 unidades, enquanto que a fábrica privada Plage j Láskiewicz, propôs o Lublin R-X, desenhado por Jerzy Rudlicki. Este voou em 1 de fevereiro de 1929, tendo sido construídos 5 aviões como R-Xa para a Força Aérea e um como avião esportivo de longa distância. O terceiro competidor foi o PWS-5t2.

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A concorrência foi ganha pelo R-Xa, por ser o que pousava e decolava em menor espaço e por ter uma boa performance, porém foi requerido a fábrica que aprimorasse mais o projeto. Nesse meio tempo, Rudlicki estava trabalhando nos projetos de um avião de treinamento desarmado (R-XIV) e no de um outro de observação (R-XV). Ambos eram projetos novos baseados nas características do R-X, tendo sido o número XIII no início deliberadamente omitido na seqüencia por ser considerado de má sorte. Em fevereiro de 1930 a Força Aérea Polonesa ordenou 15 aviões R-XIV. O primeiro avião de série ficou pronto em junho de 1930, sem que se tivesse sido feito algum protótipo anterior, e os demais foram entregues em julho de 1931. 

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O R-XIV era um parasol de dois lugares descobertos em tandem, com um motor radial de 220 hp e trem de pouso fixo. O R-XV não chegou a ser encomendado, porém a Força Aérea Polonesa ordenou que dois dos R-XIV fossem armados com metralhadoras para o observador a título de teste. Esses dois R-XIV armados sofreram outras modificações menores, principalmente no formato do leme e se tornaram nos primeiros protótipos do avião de cooperação com o Exército que receberia a designação de Lublin R-XIII. 

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Em 21 de julho de 1931, 50 aviões R-XIII foram encomendados, a primeira série de 30 aeronaves foi designada R-XIIIA e a seguinte de 20, R-XIIIB. As duas variantes diferiam principalmente quanto ao tipo do anel de suporte da metralhadora usado. O primeiro R-XIII de série foi feito em 7 de junho de 1932 e em 11 de março de 1933 todos foram entregues a Força Aérea. Em 1932, mais 170 aviões foram encomendados, 48 foram construídos como R-XIIIC com poucas modificações e 95 como R-XIIID com várias modificações visíveis. Entre as mais importantes estavam a adoção de um anel Townend para refrigeração dos cilindros do motor, um novo cowling para o motor e um novo tipo de anel de suporte da metralhadora. O primeiro R-XIIID foi testado em fevereiro de 1933 e todos os aviões haviam sido entregues até 2 de março de 1935, durante os reparos os aviões dos modelos A, B e C iam sendo modificados para o padrão R-XIIID. 

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Em 1933, Jerzi Rudlicki propos um novo design chamado R-XXI para uma nova concorrência pelo sucessor dos R-XIII, porém esse não foi aceito, ficando em seu lugar o RWD-14 Czapla

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No entanto algumas das características do R-XXI foram incorporadas as versões posteriores dos R-XIII. Um único protótipo da versão R-XIIIE chegou a ser feito em 1934 equipado com um motor Gnome-Rhone 7K Titan de 360 hp. Uma outra versão chamada R-XIIIF incorporou o motor Skoda G-1620A Mors-I de 340 hp, sem o anel Townend nos cilindros. Após a construção do protótipo, uma série de 50 aviões foi encomendada em 1934. Porém após o sétimo avião ter sido entregue as autoridades aeronáutica polonesas se recusaram a comprar outros 18 aviões já quase prontos, planejando nacionalizar toda a indústria aeronáutica polonesa. Como conseqüência a Plage i Laskiewicz entrou em processo de falência em 1935, sendo nacionalizada sob o nome LWS (Lubelska Wytwórnia Samolotów – Indústria Aeronáutica de Lublin). Então os 18 R-XIIIF acabaram sendo adquiridos a preço de sucata e uma nova série de 32 aeronaves foi encomendada, sendo todos os R-XIIIF entregues a Força Aerea em 1938. No entanto somente 26 aviões foram equipados com o motor Mors, sendo principalmente usados para treinamento ou ligação, enquanto os 32 restantes foram equipados com motores Wright de 220 hp mantendo o mesmo nível de performance dos R-XIIID.

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Em 1931 um R-XIV foi equipado com flutuadores para ser testado como hidroavião. Tendo sido o teste bem sucedido, a Marinha Polonesa designou ele R-XIII bis/hydro e ordenou mais três aeronaves. Em 1933 a Marinha ordenou mais 10 R-XIII ter/hydro, os quais eram diretamente derivados da versão R-XIIID. Finalmente em 1934 a Marinha comprou ma 6 R-XIIIG, os quais diferiam em detalhes das versões anteriores, como por exemplo usava uma hélice de metal, sendo todos entregues em 1935. Todas versões com flutuadores podiam ser facilmente convertidas para trens de pouso convencionais. 

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Em 1933, um R-XIIIB foi convertido em R-XIIIDr  para ser um avião esportivo de longa distância, chamado de Błękitny Ptak (O Pássaro Azul). Seu objetivo era voar até a Austrália, porém ele caiu em 1935 no Sião com Stanisław Karpiński nos comandos. 

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Muitos aviões foram convertidos em aviões civis esportivos para uso nos Aeroclubes da Polônia e 12 R-XIII foram convertidos em R-XIIIt , com uma cabine totalmente fechada, para treinamento de vôo por instrumentos em 1934. 

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Outros tantos foram convertidos para serem simples aviões de ligação com a remoção do suporte do armamento e a inclusão de um parabrisa na cabine de trás.  Vários ainda foram usados como rebocadores de planadores com a adaptação de um gancho na fuselage. Em 1932 o protótipo do R-XIII foi convertido numa versão experimental chamada R-XIX com uma cauda em “V” projetada por Rudlicki. Porém apesar da melhora substancial no campo de visão do artilheiro, a versão não foi aceita pelas autoridades. 

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No total 15 R-XIV e 273 R-XIII foram construídos, incluindo os 20 hidroaviões.

DESCRIÇÂO

Monoplano de construção mista de aço e madeira, com layout convencional e asa alta, revestido de tela e compensado, tendo parte da fuselagem frontal coberta em metal. Trem de pouso fixo convencional com um esqui de cauda. A tripulação de 2 sentava em tandem em cockpits abertos e controles duais. O observador operava uma metralhadora Vickers K ou Lewis de 7.7mm montada em um anel, raramente metralhadoras duplas eram montadas. O avião podia ainda ser equipado com racks para bombas de 12 a 25 kg. Conforme a versão, era equipado com motor Wright Whirlwind J-5 de 220 hp produzido na Polônia e em 22 dos R-XIIIF com motores Skoda G-1620A Mors-I de 340 hp que moviam uma hélice bipá de madeira ou metal. Um tanque de 200 litros de combustível na fuselagem, podia ser ejetado em caso de incêndio, nos R-XIV o tanque era de 135 litros.

USO EM COMBATE

No início dos anos 30 o R-XIII era considerado um avião bem sucedido para o seu propósito. Ele tinha uma decolagem de 68m na versão R-XIIIA, considerada curta, assim como era o seu pouso, habilitando-o para uso em campos improvisados. Porém muito poucos R-XIII’s foram equipados com rádios e câmeras, o que reduzia a sua utilidade. Entre 1932 e 1936, eles foram usados em três pelotões de aviões de ligação, tornando-se o avião básico de cooperação com o Exército Polonês. Em 1937 eles foram reorganizados em esquadrilhas de cooperação com o exército (eskadra towarzysząca) que em 1939 foram convertidas em esquadrilhas  de observação  (eskadra obserwacyjna). Apenas em 1939 uma parte dos R-XIII foram substituídos pelos novos RWD-14b Czapla, os quais não eram muito mais modernos do que eles. Haviam um projeto de substituí-los pelos modernos LWS-3 Mewa, mas que não chegou a ser levado adiante devido a eclosão da guerra.
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Quando da invasão da Polônia em 1939, a Força Aérea Polonesa tinha cerca de 150 R-XIII, sendo 49 em unidades de combate, 30 em reserva, outros 30 em unidades de treinamento e uns 40 em reparo. Nas unidades de combate, os R-XIII foram usados em 7 das 12 esquadrilhas de observação, as de número 16, 26, 36, 43, 46, 56 e 66, tendo cada esquadrilha 7 aviões. A 16ª Esquadrilha ficava em reserva, enquanto as demais eram distribuídas entre os exércitos em campo. Os R-XIII não eram páreo para qualquer caça, bombardeiro ou avião de reconhecimento da Luftwaffe, sendo muito lento e armado apenas com uma metralhadora, porém foi intensamente usado em tarefas de reconhecimento aproximado e ligação. Cerca de 40 R-XIII foram destruídos durante a campanha, porém apenas parte desses o foi por aviões ou fogo antiaéreo alemão. Cerca de 9 aviões foram cedidos as Esquadrilhas de observação como reposição, outros foram utilizados em unidades improvisadas em tempos de guerra nas bases aéreas.  Cerca de 10 aviões de combate e 7 de outras unidades escaparam para a Romênia. Alguns aviões foram bombardeados pelos alemães em suas bases aéreas e outros queimados pelos poloneses durante retiradas, não tendo sobrevivido nenhum até os dias atuais
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No Esquadrão naval, 11 R-XIIIter e R-XIIIG hidroaviões estavam em uso em 1939, tendo um deles realizado um raid noturno de bombardeio sobre Danzig em 7 de setembro, procurando em vão pelo couraçado Schleswig-Holstein. Em 8 de setembro todos os aviões foram bombardeados quando estavam estacionados na Peninsula de Hel.

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 VERSÕES

 R-XIII - Protótipo (convertido do R-XIV, nº 56.1)

 R-XIIIA – Avião de cooperação com o exercito, 30 produzidos a partir de 1931 (nº 56.2 a  56.31)

 R-XIIIB - Avião de cooperação com o exercito, 20 produzidos a partir de 1932 (nº 56.32 a 56.51)

 R-XIIIC - Avião de cooperação com o exercito, 48 produzidos a partir de 1933 (nº 56.52 a  56.99)

 R-XIIID - Avião de cooperação com o exercito, 95 produzidos a partir de 1933 (nº 56.102 a 56.196)

 R-XIIIE – Um protótipo de 1934 com motor Gnome-Rhone 7K Titan de 360 hp (nº. 56.100)

 R-XIIIF - Avião de cooperação com o exercito  com a fuselagem modificada, alguns com motor Skoda G-1620A Mors-I de 340 hp, 58 produzidos a partir de 1934 (nº. 56.101, 58.01 a 58.57)

 R-XIII bis/hydro - Hidroavião, 4 produzidos a partir de 1931 (nº 700 a 703)

 R-XIII ter/hydro - Hidroavião, 10 produzidos a partir de 1934 (nº 704 a 713)

 R-XIIIG - Hidroavião, 6 produzidos a partir de 1934 (nº 714 a 720)

 R-XIIIDr – Conversão para avião esportivo de longa distancia , 1 único (nº 56.51)

 R-XIIIt – Conversão para treinamento, 12 ao todo

 R-XIV - Treinador, 15 produzidos a partir de 1930 (nº 54.1 a 54.15)

 R-XV - Avião de cooperação com o exercito derivado do R-XIV, não construído

 R-XIX – Protótipo com cauda em “V” testado em 1932 (nº. 56.1)

 O KIT

O kit é composto por 56 peças em plástico cinza, dispostas em 4 galhos, 2 peças transparentes soltas em um saco plástico zipado e uma folha de decalques. A injeção, embora não seja exatamente do tipo short injection, tem uma certa granulação e um pouco de rebarbas. Porém nada que afete seriamente a execução do kit, o plástico aparenta ser de boa qualidade.

- O primeiro galho é dedicado a asa, encontrando-se essa dividida em 4 peças. A maneira como o entelamento foi representado é bem razoável para a escala e as partes móveis encontram-se demarcadas por linhas em baixo relevo de profundidade adequada. A primeira vista o bordo de ataque pode parecer um pouco grosso, porém ao compararmos com as fotos do avião, chegamos a conclusão de que provavelmente ele esteja de acordo com a realidade.

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- O segundo galho contém a fuselagem, peças do interior, leme de direção, estabilizador, hélice, motor, cowling e montantes. O entelamento da fuselagem é representado de uma maneira bastante suave e adequado a realidade. As linhas em baixo relevo são ligeiramente espessas, porém como a fuselagem deverá ser lixada para eliminar a granulação, o problema provavelmente será atenuado no processo. A estrutura tubular da cabine encontra-se estampada nas superfícies internas da fuselagem. Podendo eventualmente ser substituída por photoetche ou scratch ou simplesmente realçada por um wash. O motor é relativamente simples, porém me parece ser suficientemente detalhado em relação ao que fica a amostra. Os elementos do interior e a metralhadora do observador são um tanto o quanto sumários, porém poderão ser complementados com grande vantagem pelo conteúdo do photoetche da Part. O leme e o estabilizador possuem o entelamento representado de forma adequada, porém em ambos o bordo de ataque encontra-se muito espesso, o que pode dar um certo trabalho para corrigir.  Já os montantes e a hélice encontram-se bem de acordo com a escala. 

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- Nos dois últimos galhos estão os flutuadores e os seus respectivos montantes. Ambos são bem executados, porém houve um pouco de exagero na forma com que as linhas foram representadas. Talvez aqui também o lixamento para eliminar a porosidade possa dar a eles uma aparência melhor. Os montantes são adequadamente finos e não deverão causar problemas a aparência do kit. 

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- As transparências são finas e cristalinas, não sendo necessário, na minha opinião, serem substituídas por acetato
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- O decalque é fino e bem impresso, embora no meu exemplar vieram alguns riscos finos em preto sobre o filme dos números da fuselagem. 

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São representadas duas versões:

- Lublin R-XIII ter/hydro Nr. 710 do Esquadrão Aeronaval de Puck, 1939

- Lublin R-XIIIG Nr. 714 do Esquadrão Aeronaval de Puck, 1939
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- O folheto de instruções é bem impresso, contendo um breve histórico em polonês e inglês na primeira folha. Na página central encontram-se as instruções de montagem na forma de diagramas divididos em 9 etapas. Os desenhos são claros e aparentemente não deverão causar dificuldades apesar de não haver nenhum texto de apoio. Na última página encontram-se os diagramas de pintura das duas versões e uma tabela de referências de cores com as equivalências com as tintas da Revell, Humbrol e Tamiya. As descrições das cores em polonês/inglês são sumárias e não fazem nenhuma referência ao código Federal Standard ou qualquer outro. 
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CONCLUSÕES

Atualmente muito poucos fabricantes tem lançado alguma coisa referente a aviação do início dos anos 30. Por outro lado, apenas a Mirage tem se dedicado a colocar no mercado modelos de aviões poloneses que tomaram parte nos acontecimentos dos primeiros dias da Segunda Guerra Mundial na escala 1/48.

Trata-se de mais uma reedição pela Mirage de um dos modelos da extinta Spójnia. As dimensões gerais são corretas e os detalhes essenciais apropriados. Embora hajam alguns pequenos problemas a serem solucionados, eu o colocaria no mesmo patamar de alguns dos kits short run atuais da Special Hobby, Azur ou Classic Airframes.  Sendo que algumas das deficiências do kit podem ser supridas com bastante vantagem pelo photoetche da Part, principalmente no que se refere ao interior da cabine e ao suporte da metralhadora. As demais embora demandem um pouco de trabalho, não chegam a ser de todo difíceis de realizar. Lembrando ainda que muito dificilmente outro fabricante virá algum dia a representar esse avião nessa escala.

Considero esse kit bastante recomendável para aqueles que desejam adicionar a coleção algo diferente do lugar comum, porém sem se afastar da temática da Segunda Guerra. Principalmente considerando-se o baixo custo de aquisição do mesmo, um pouco mais de dez Dólares atualmente na Jadar. A Mirage possui ainda a versão R-XIIID, que é essencialmente o mesmo kit com um trem de pouso fixo. Com a vantagem adicional da possibilidade de se fazê-lo com uma camuflagem de três cores.

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REFERÊNCIAS

- Profile 231 - Lublin R XIII Variants

- Wydawnictwo Militaria 001 - Lublin R.XIII

- http://en.wikipedia.org/wiki/Lublin_R-XIII

 
 
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