Seafire Mk.Ib - Hasegawa - 1/48 (07309)
Escrito por Amilcar "Mobi" Mesquita Junior   
Dom, 11 de Novembro de 2012 22:52

Seafire Mk.I Item 07309

Breve Histórico:

O Seafire resultou do desejo do Almirantado inglês de ter uma versão embarcada do caça monoplano Spitfire, isto em 1938, quando a Fleet Air Arm (FAA) ainda fazia parte da Royal Air Force. Àquela época, a vontade do Almirantado não se concretizou e a FAA foi forçada a adquirir aviões Blackburn Rocs e Gloster Sea Gladiators, que provaram ser totalmente inadequados para a função.


Quando a Fleet Air Arm passou a fazer parte da Marinha Real, um pouco antes do início da Segunda Guerra Mundial, ela não possuía nenhum caça monoplano moderno e muitos duvidavam que uma aeronave deste tipo poderia ser operada a partir de um porta-aviões. O sucesso do pouso de alguns Hurricanes no porta-aviões Glorious, durante a evacuação da Noruega, pouco antes do afundamento cruzador Scharnhorst, mostrou o caminho a ser seguido. Não demorou muito para a Marinha inglesa demonstra novamente seu interesse em um caça de alta performance para proteger sua frota.

Os primeiros Seafires eram apenas Spitfires adaptados com ganchos de em porta-aviões. No entanto, os trens de pouso logo tiveram que ser reforçados, para resistir aos impactos dos pousos. A pequena distância entre os trens de pouso também era um grande problema nos primeiros Seafire, caso pouso não fosse perfeito, o Seafire tinha a tendência a inclinar para um dos lados e tocar sua asa no deck. No entanto a grande deficiência dos primeiros Seafire era sua pequena autonomia, de apenas 90 minutos de vôo. Para manter 12 horas de cobertura de caça sobre uma frota naval eram necessárias pelo menos oito decolagens e pousos por aeronave. Para o mesmo tempo de cobertura aérea os Fulmar e os Wildcat  precisavam de apenas três decolagens e aterragens, já o Zero japonês, apenas duas.

Depois de mais debates, Supermarine apresentou o desenho de um Spitfire com asas dobráveis ​​e um gancho de aterragem. As asas desse novo caça dobravam a partir dos compartimentos de trem de pousos, em paralelo com a fuselagem. Em 29 de Fevereiro de 1940, o Almirantado pediu ao Ministério da Aeronáutica, para sancionar a produção de 50 Spitfires asas dobráveis, com as primeiras entregas para começar em julho. Por várias razões, Winston Churchill cancelou a ordem.

Em um momento de grande necessidade de Spitfires, o desvio de recursos para a construção de uma variante naval reduziria a produção Spitfire.

No final de 1941, 48 unidades Spitfire Mk.Vb foram convertidas na primeira variante do Seafire a ser utilizada pela Royal Navy Air Fleet, a MkIb. Esta versão do Seafire permitiu que a Marinha Real adquirisse experiência na operação do Spitfire em porta-aviões. A principal mudança estrutural foi feita para a parte inferior da fuselagem traseira, que incorporou um gancho de aterragem e recebeu reforço nas longarinas inferiores. Logo se descobriu que a fuselagem, especialmente em torno de escotilhas, era muito fraca para operações embarcadas. Em uma tentativa de aliviar esta condição, tiras de reforço foram fixadas em torno das escotilhas e ao longo das longarinas da fuselagem. Outros 118 Seafire Mk Ib, incorporando os reforços da fuselagem foram produzidas a partir Spitfire Vbs. Os Seafires produzidos em seguida já seriam da versão Seafire Mk.IIc, que se baseou no Spitfire Mk.Vc, que possuía várias melhorias em relação ao Spitfire Mk.Vb.

A última geração do Seafire, do tipo F Mk.47, com um motor Griffon 2375, voou para a Marinha Real até  o início da década de 50.

 

O kit:

O kit, lançando em edição limitada em agosto deste ano, é na verdade um de Spitfire Mk.V com uma árvore adicional em resina, com as peças necessárias para a instalação de um gancho de aterragem em porta aviões.

Embalado em uma caixa de papelão branco, com o conhecido padrão de qualidade da marca, e uma bela arte de um Seafire pousando em um porta aviões. O kit é composto de quatro árvores em plástico cinza, uma árvore transparente de ótima qualidade e outra de resina, com as peças que compõem o gancho de aterragem.

O kit também vem com peças extras para a montagem de duas opções de hélice, a versão normal e a versão tropicalizada do avião, assim como duas versões de asa. O canopy pode ser montado aberto ou fechado, assim com o gancho de aterragem, que pode ser montado recolhido ou estendido. Para a montagem do gancho de aterragem é necessária a retirar de parte da fuselagem traseira inferior e a substituição pelas partes de resina.



O kit possui um set de decalques com marcações para montagem de três versões do avião:

  • No. 885Sqn. HMS Formidable Royal Navy May 1943;
  • Formidable Royal Navy Late 1944;
  • No. 761 Sqn. Royal Navy March 1943.

 

O manual de instruções impresso em preto & branco, em oito páginas em papel sulfite. Na primeira encontramos uma breve história do avião, logo após as instruções de montagem e em seguida a lista das cores com referências para a linha de tintas da Gunze Sangyo Hobby Color / Mr.Color e os diagramas das árvores. Os diagramas da montagem são bem desenhados e de fácil compreensão, com as indicações das opções de montagem e das cores das partes. As últimas duas páginas contêm os esquemas de pintura e o posicionamento dos decalques para as três versões disponíveis.

 

Conclusão:

O lançamento da Hasegawa oferece aos modelistas a oportunidade de montar a versão embarcada deste avião, que é um dos ícones da aviação de caça de todos os tempos.

A montagem das partes de resina não oferece grande dificuldade para modelistas iniciantes, e permite a quem nunca utilizou peças de resina em suas montagens, tomar gosto pelo uso do material no melhoramento do detalhamento de seus kits. Boas montagens!


Agradecemos a Hobbyeasy pelo exemplar deste review.

Imagem

 
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Clique nos links para ir a pagina.

Notícias e Reviews Anteriores

Ultimas do Forum