Lince AL-1500
Escrito por Augusto Versiani   
Qua, 08 de Dezembro de 2010 12:47

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O novo lançamento da Lince veio na antiga embalagem de papelão do AL-3, a novidade é um manual impresso em papel de ótima qualidade que contém não só a vista explodida das peças como também instruções de limpeza, manutenção e algumas dicas de utilização. O que reproduzo aqui é uma cópia que não retrata a qualidade do manual que é fornecido.

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Ergonomia

Apesar de muito parecido com o AL-3, o L-1500 tem várias diferenças no seu desenho.

O tubo que leva o ar para o bico do L-1500 é totalmente interno ao corpo do aerógrafo, assim não existe mais aquele tubo externo que aparece no AL-3 e prejudicava o apoio do equipamento no dedo médio.

O copo foi deslocado para frente o que eliminou o principal problema do AL-3, que era o pequeno espaço entre o gatilho e o copo. Ao mesmo tempo o copo ficou ligeiramente menor e o bico mais curto, esta diminuição de peso frontal compensa o deslocamento do copo para frente e matem o equilíbrio do equipamento.

O gatilho teve seu desenho totalmente refeito incluindo modificações que melhoraram muito seu acionamento, vamos ver isso na parte mecânica. O topo do gatilho passou a ser plano, mas o ideal é que fosse chanfrado para frente, o que manteria melhor a pega.

O cabo tem um limitador de curso com rosca totalmente cromada e tamanho adequado. O acionamento é preciso e macio.

O protetor da agulha tem dois furos laterais para evitar o turbilhonamento do ar, mas eu preferia o arranjo do AL-3 com um rasgo ao longo de todo o protetor. No entanto, vale lembrar, que quando se faz detalhes o ideal é trabalhar sem o protetor.

No corpo do aerógrafo, logo atras do gatilho, existe um rasgo que permite inserir a alavanca de acionamento da agulha na posição correta de forma muito simples, ótima iniciativa.

Mecânica

Ainda comparando com o AL-3 as modificações mecânicas foram muitas, mais uma vez quase todas para melhor.

A primeira coisa que chama atenção é o novo gatilho, o antigo sistema do AL-3, sempre um ponto fraco, foi substituído por uma peça única robusta e bem acabada. A haste agora tem seção retangular ao invés de circular, isso dá mais apoio lateral ao gatilho junto ao corpo do aerógrafo fazendo com que fique mais justo no rasgo e deslize com mais suavidade e firmeza. Infelizmente a alavanca (peça que transmite o movimento do gatilho para agulha) não tem o mesmo cuidado no acabamento e foi o destaque negativo. Mesmo assim o acionamento do gatilho é preciso e macio, muito superior a todos os outros modelos da Lince que testei. A troca da alavanca por uma de melhor acabamento, preferencialmente cromada, seria o complemento ideal para o novo gatilho. O antigo mecanismo que acionava a liberação do ar foi substituído neste novo gatilho por uma ponta de forma esférica bastante robusta e bem acabada. Isso deve acabar de vez com o problema de quebra do acionamento do gatilho que muitas vezes acontecia no AL-3.

As vedações internas, no bico, agulha e válvula de ar são agora feitas através de anéis de de teflon o que garante maior durabilidade e resistência a solventes. Uma grande vantagem sobre os importados chineses.

O sistema que prende a agulha, mesmo não sendo cromado, tem roscas bem feitas e o acionamento de todas as peças é macio e sem os pequenos problemas de ajuste que se via nos modelos anteriores.

Como anunciado é possível desmontar todo o conjunto, exceto a válvula de entrada de ar, sem o uso de ferramentas. A válvula, que foi o destaque negativo do review do modelo EF, desta vez tem acabamento mais cuidado e com vedações adequadas.

Não desmontei o bico já que ele fica dentro da capa e não sei como fazer isso sem por em risco o alinhamento da ponta. Neste modelo o bico estava perfeitamente centralizado. Pelo que se pode ver no manual o bico tem incorporado uma anel de vedação de teflon, não foi possível verificar melhor isso já que optei por não retirar o bico da capa.

Impressões de uso.

Tive muito pouco tempo para testar o L-1500. Na verdade todo o teste foi feito apenas com 1/3 de copo de tinta. A primeira coisa que me chamou a atenção é o volume de saída de ar, bem maior do que o do meu aerógrafo, por isso para obter resultado semelhante tive de trabalhar com pressões bem baixas (mesmo compressões em torno de 6 libras o aerógrafo se portou muito bem). Outra coisa que me causou certa dificuldade inicial foi a sensibilidade do gatilho, maior que a do meu aerógrafo.

Depois de alguns minutos estas dificuldades iniciais foram superadas e consegui fazer sem grande dificuldade os desenhos e manchas da foto. Claro que é preciso uma convivência muito maior para se poder tirar um melhor proveito deste tipo de equipamento, mas mesmo este curto teste foi o suficiente para mostrar que o L-1500 é uma enorme evolução quando comparado a AL-3. Outra coisa que me chamou a atenção é que mesmo usando tinta acrílica não houve acumulo significativo de tinta seca na ponta da agulha, isso mostra que a agulha é bem alinhada e perfeitamente lisa, favorecendo assim a passagem livre da tinta.

Conclusão.

O modelo EF, que esta no momento indisponível, foi uma tentativa o fabricante de enfrentar a concorrência dos modelos chineses que invadiram o mercado. Agora o L-1500 tenta a mesma coisa, mas usando outra abordagem. Ao invés de tentar incorporar o que os modelos chineses têm em um novo desenho, a Lince optou por partir do velho e confiável AL-3 acrescentando diversas melhorias ergonômicas e mecânicas, e neste ponto acho que acertou em cheio. O novo L-1500, que bem poderia se chamar AL-3 Plus, é sem dúvida o melhor modelo da Lince que já testei até agora.

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Agradecemos ao nosso sócio Eduardo Gavina que emprestou seu L-1500 para este review.

 
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