Aerógrafo Badger 155 Anthem
Escrito por Flávio "Fravin" Fernandes   
Qua, 22 de Setembro de 2010 23:07
Um aerógrafo fácil de usar. Fácil de desmontar. Fácil de limpar. Bem balanceado. Preciso.
A Badger pensou nisso tudo quando desenvolveu a série 155. Os Anthem tem uma boa empunhadura, bem balanceada. Quando se usa um aerógrafo por uma longa seção se descobre o quanto ele é confortável. Quando usado com o copo-sifão o aerografo se comporta muito bem, o cabo é mais alongado do que os outros aerografos da Badger e isso ajuda muito na utilização.

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A Badger montou o aerografo com um minimo de peças, para facilitar a vida do modelista. São poucas peças que precisam ser estocadas para reposição e nenhuma intercambiável. Ao contrário de toda a sua linha, não há opções de bicos finos médios e grossos, com suas respectivas agulhas. No Anthem a agulha tem vários angulos e com o bico conico é capaz de trabalhar como um aerógrafo com bico fino, medio ou grosso. É muito interessante, quanto mais se puxa o gatilho para trás, maior é o leque pintado pelo aerógrafo. Ele é capaz de desenhar linhas bem finas e cobrir grandes áreas.

Veja nessa foto abaixo as peças que compõe o conjunto do bico:

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Esse sistema por bico cônico utiliza maior quantidade de ar e tinta para a mistura. Não confunda isso com a capacidade de desenhar linhas mais finas. Um aerógrafo com "bico tipo alfinete" usa muito pouco ar e tinta na mistura, assim, só pode ser usado com tintas com pigmentos muito finos e muito bem diluídas. No bico cônico, se pode usar uma gama maior de tintas, com pigmentos mais grossos, bem como vernizes mais densos.

Mas quando se usa tintas bem diluídas, o bico cônico evita entupimento por partículas pequenas. Facilitando assim o trabalho de pintura.

Não há vedação nessa área. Há uma vedação de Teflon dentro do corpo do aerógrafo, que tem garantia pela vida toda. A Badger diz que não há necessidade de troca dessa peça, mas em caso de acidente, não será cobrado nada do dono pela troca da peça.

Esse é outro ponto válido para a Badger. Há no Brasil alguns representantes oficiais, com vasto estoque de peças para reposição. Como é um fabricante de renome, não haverá falta de peças por aqui, segundo os distribuidores.

No Anthem, o cabo tem um corte nas laterais para permitir a rápida desmontagem da agulha.

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Assim, é muito rápido soltar a agulha e retirá-la para limpeza.

Atrás do gatilho, a Badger incluiu uma trava para a agulha. Funciona assim: Você puxa a peça atrás do gatilho (aquela que é empurrada pela mola da agulha) e a prende numa cavidade. Assim você pode travar a agulha para evitar danos na limpeza da ponteira do aerógrafo. Quem usa tinta acrílica sabe o quanto isso é válido, já que de tempo em tempo é preciso limpar a ponteira com um pincel para retirar o acúmulo de tinta formado ali.

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O Anthem vem com um copinho de 1/4oz, mas pode ser usado com vidros para serviços maiores (embora pelo seu peso desequilibre completamente o aerógrafo). Seu sistema é o tipo sifão. Esse sistema precisa de mais pressão para funcionar, já que a tinta é sugada até o bico. Ao se acionar o gatilho para soltar tinta, esta sobe até a camara de mistura. Nos próximos sprays a tinta já está ali, devido ao vácuo.

Eu gosto muito desse sistema por que a sucção faz com que os resíduos sólidos da tinta permaneçam no copo, evitando que eles entrem na camara de mistura e entupam o bico do aerografo. Esse problema é muito comum em aerógrafos de copo por gravidade. No Anthem, isso facilita muito a pintura. É muito gostoso trabalhar com ele.

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Eu recomendo esse aerógrafo para aqueles que estão começando ou já tem muita experiência.

O Badger 155 Anthem é uma agradável surpresa!
 
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