Fokker D. VII (OAW) 'Profipack' - Eduard 1/48 (8131)
Escrito por Júlio Martins   
Seg, 12 de Abril de 2010 00:00
 

Eduard 8131

Histórico:

O Fokker D. VII foi desenvolvido por Reinhold Platz, da Fokker-Flugzeugwerk. A Alemanha produziu 1.700 destas aeronaves entre o verão e o outono de 1918. Estes aviões provaram seu valor em combate, e são apontados quase que unanimemente por especialistas como o melhor caça da primeira grande guerra.

Com o armistício em 11 de novembro de 1918, a Alemanha foi forçada a entregar todos os seus D. VII aos aliados, que os utilizaram por muitos anos após a guerra.

Em janeiro de 1918, em Adlershof, Alemanha, foi realizada uma competição entre empresas fabricantes de aviões. Pela primeira vez, pilotos de combate experimentados iriam testar, avaliar e selecionar aeronaves. Foi nesta ocasião que a Fokker apresentou seu protótipo “V11”, com motor Mercedes D.IIIa, dentre outros tantos.

Manfred Von Richthofen testou o V11 e não gostou. Achou traiçoeiro, complexo e instável. Em resposta, Reinhold Platz aumentou a fuselagem e adicionou uma “quilha” logo a frente da deriva. O resultado foi o melhor avião do torneio, assim dito pelo próprio Richthofen!

A Fokker então recebeu, de imediato, ordem para compra de 400 aeronaves, que receberam o nome de Fokker D. VII.

Entretanto, a fábrica da Fokker não podia dar conta de todos estes pedidos, e direcionou alguns para serem montados pela AEG (Allgemeine Elektrizitäts-Gesellschaft) e pela Albatros Flugzeugwerke e sua subsidiária Ostdeutsche Albatros Werke (OAW). A AEG não montou avião algum, simplesmente pois a Fokker não utilizava plantas detalhadas para a produção de suas aeronaves, restringindo-se a enviar uma avião completo para ser copiado.

E assim foi feito, nas fábricas de Johannisthal (Fokker D.VII (Alb)) e Schneidemühl (Fokker D.VII (OAW)), respectivamente. Como se pode deduzir, e é isto que torna o hobby mais interessante, algumas partes não eram intercambiáveis entre os fabricantes, mesmo entre as fábricas da Albatros e OAW existia diferença.

Cada fabricante recebia números de série distintos para sua produção, que eram sempre seguidos de (Fok), (Alb) ou (OAW). Além disso, cada fabricante diferenciava suas aeronaves com diferentes pinturas no cowling. A OAW, por exemplo, utilizava pintura verde e roxo (que muitas vezes era substituída em campo).

O Kit: O exemplar em review é especificamente um Fokker D. VII (OAW), ou seja, com as peculiaridades e distinções específicas da Ostdeutsche Albatros Werke (OAW). Vamos a ele!

Trata-se de um relançamento, com a ótima caixa rígida trazendo novo 'aviation art' na tampa. É o kit 8131. Perceba que no link do fabricante você verá a caixa anterior, mas o conteúdo é o mesmo, inclusive as versões de decal. São 89 partes plásticas de ótima qualidade, sem torções ou pinos de injeção e rebarbas, mais um set de photoetch colorido, máscaras para pintura em fita adesiva pré-cortada e grande folha de decais. Quatro versões de pintura são possíveis com este lançamento.

A montagem começa cockpit, altamente detalhado. Piso, pedais, manche, alavancas, cadeira, acolchoamento do assento, painel com instrumentos e estruturas da fuselagem marcadas na parte interior da mesma. O painel em photoetch colorido já representa madeira, com seus veios. Cintos de segurança também completam o conjunto.

Feito isso, o motor Mercedes D. IIIa é a próximo a ser preparado, com oito peças formando um conjunto muito bonito. Até placa de identificação com 'work number' para o bloco do motor em photoetch está lá. Na parte externa da fuselagem, detalhes do cowling variam de versão para versão, early ou late. São duas fuselagens possíveis.

Dois também são os tipos de radiadores possíveis para este kit, variando entre versões, assim como a própria fuselagem. É necessário ter cuidado e escolher antes qual o avião que se deseja representar para depois então seguir as instruções.

Destaque para as ilustrações coloridas do motor, armas e cockpit em computação gráfica que dão um toque a mais na montagem e o ajudarão a imaginar o conjunto.

Asas - pela primeira vez nos kits de WWI da Eduard, vejo em duas peças, superior e inferior. Achei muito boa a representação das “costelas” e nervuras do entelamento. No acabamento do kit isso será muito destacado, como veremos a seguir. Superfícies de controle são separadas, e podem ser montadas representando movimento, o que sempre dá mais vida ao modelo.

Armas com vários detalhes em photoetch. Pena não ter neste kit as Spandau do Dr.I, já prontas para a instalação dos PEs. Estas aqui requerem pequena cirurgia. O avanço de engenharia da Fokker no modelo D. VII é sentido nas estruturas das asas, com seus suportes em “N” e sem cabeamento!

Para o OAW, são duas hélices possíveis, apesar de o kit ter 4 possibilidades.

Instruções Pintura e decais:

As instruções, em passos simples de acompanhar e bem desenhadas, são apresentadas em livreto de papel couche A4 com 12 páginas.

Quatro folhas de decais compõem o kit. Duas com losangos, uma com decais para as “costelas” das asas e outra com as marcações propriamente ditas.

São decais tchecos da AviPrint de ótima qualidade, cores firmes e no registro. Entretanto, algumas falhas podem ser notadas nas cruzes, com um pouco de erro na demarcação do preto sobre o branco. Outro equívoco está nas cores dos losangos. A ordem das cores está trocada, mas honestamente, não interfere nem um pouco no visual.

São quatro as versões possíveis. A aplicação de losangos por todas as asas é mandatória para qualquer um dos quatro, sendo que apenas um não utilizará losangos na fuselagem.
- Hasso von Wedel, Jasta 23s
- Franz Büchner, Jasta 13
- Rudolf Stark, Jasta 35b
- Jasta 58, pilot unknown

O processo de aplicação dos losangos é complexo. Aplica-se parte a parte os decais com os losangos até cobrir toda a asa, por cima e por baixo. Depois, aplica-se decais sobre todas as “costelas”, individualmente. É bastante trabalhoso sim, mas o resultado compensa!

Estes decais da AviPrint não são muito finos não, mas assentam bastante bem e conformam com a superfície de forma satisfatória.

Conclusão:

O kit não é novo no mercado, e muitas análises do mesmo estão internet afora. Já foi bastante montado e elogiado por muita gente boa, alguns atribuem à este kit a mesma facilidade de montagem do P-47 1/48 da Tamiya, ou seja, um espetáculo!

Algumas falhas no decal retiram deste lançamento a nota máxima. Sendo a melhor representação do mercado na 1/48, do melhor avião da primeira grande guerra, este lançamento merecia também os decais da Cartograf, como a Eduard tem feito em alguns lançamentos.

Altamente recomendado, mas pela complexidade na aplicação dos decais, sugiro àqueles com algumas montagens no currículo.

Obrigado Eduard pelo exemplar para review!

 
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