Re.2002 Ariete – Italeri 1/48
Escrito por Paulo Pavan   
Qua, 12 de Agosto de 2009 00:00
   

Item no. 2670

 

Histórico:

 

As origens do caça-bombardeiro Reggiane Re. 2002 remontam ao Re. 2000, projetado por Roberto Longhi no final dos anos 30, cujo protótipo só alçou vôo em 1939. Já ficou provado que a grande semelhança do Re. 2000 com o Seversky P-35 era mais do que simples coincidência.

O modelo seguinte foi o Re. 2001, de 1940, impulsionado por um motor Daimler-Benz DB601, de cilindros em linha. O motor alemão, no entanto, e suas cópias licenciadas italianas nunca estiveram disponíveis nas quantidades necessárias, o que levou os projetistas a retornarem ao desenho original com motor radial, dessa vez o Piaggio P.XIX R.C.45 Turbine, com 1.175 hp de potência.

Nascia assim o Re. 2002, agora com a destinação de caça-bombardeiro e algumas modificações em relação ao modelo inicial, notadamente a diminuição da capota do motor, o fechamento da parte traseira do canopy e a adoção de uma bequilha não retrátil.

O Re. 2002 recebeu também mais uma metralhadora em cada asa, além das duas originalmente instaladas no nariz e suportes para bombas sob a fuselagem e nas asas.

Os alemães se interessaram pelo novo avião mas não se sabe a quantidade efetivamente entregue à Luftwaffe. A foto abaixo mostra uma aeronave do Geschwader Bongart com o esquema de camuflagem “splinter”. A unidade foi empregada na França em ações contra grupos da Resistência.

Com a invasão do território continental italiano pelos Aliados, a Aeronáutica Nacional Republicana empregou o Ariete com a insígnia das “forças cobeligerantes” contra os alemães, na área do Mediterrâneo. É de uma dessas aeronaves a foto que encabeça este resumo histórico.

Abaixo, o Re. 2002 em restauração no Museu da Força Aérea Italiana:

Examinando e abrindo a caixa:

A caixa, impressa em papelão duro, continua no tradicional modelo da Italeri (sem tampa) com aberturas nas extremidades. As cores seguem o novo padrão da marca e os bônus são uma surpresa agradável: poster da arte da caixa, cartão com os perfis coloridos das opções disponíveis para montagem e um manual de referências colorido, com 47 páginas, papel brilhante de excelente qualidade versando sobre a história do avião, dados técnicos, fotos no estilo “walk-around” e perfis.

O verso da caixa traz os perfis com as opções de montagem e a relação das cores necessárias para a pintura segundo o catálogo Italeri/Model Master. Para as duas opções disponíveis de aparelhos alemães, as referências são no padrão RLM (65, 70, 71 e 74, 75 e 76).

Na lateral, como referência, algumas fotos de detalhes do modelo montado:

Retirado o conteúdo, um notável incremento no acondicionamento das peças. Sacos plásticos protegem duas árvores (A, com 46 peças e B, com 25 peças), injetadas em plástico cinza claro, de excelente qualidade, sem rebarbas e sem marcas de extrusão em posição visível após a montagem. Os pontos de junção das galhas com as peças são delicados, permitindo que as peças sejam separadas do suporte sem danos.

Saco plástico protege as 3 peças transparentes (canopy bipartido e mira) injetadas em plástico fino, brilhante e sem distorções. A EDUARD fabrica a máscara para a pintura deste canopy.

Os decais, fabricados na Itália, são bem impressos, sem superposição de cores. Não deve ser problemática sua utilização, no que diz respeito à qualidade.

O folheto de instruções, tamanho A4, com 12 páginas, é bastante claro e utiliza o sistema de visão explodida, com setas apontando os pontos de colagem ou encaixe das partes. A numeração das peças é acompanhada das letras A ou B, dirigindo o modelista diretamente para a galha onde se encontra a peça em questão. A montagem está explicada em 12 etapas, bastando prestar atenção em algumas etapas que implicam no corte de pedaços de peças e na opção de fazer os flaps baixados ou não.

As árvores A e B, mostrando o refinamento das linhas, rebites e painéis rebaixados e a delicadeza das partes em relevo. A qualidade do plástico é muito boa, sem ser macio demais. As peças possuem pinos e encaixes que orientam o perfeito ajuste das junções.
Certamente não se usará muita lixa nem massa na montagem.

Alguns aspectos positivos merecem ser ressaltados, a saber:

- O cockpit é bastante detalhado, inclusive os painéis laterais.

- O assento do piloto é representado com o cinto de segurança moldado, atendendo à necessidade do modelista iniciante, apesar do seu desenho ser diferente do modelo apresentado no livro de referência.

- Os profundores e flaps são moldados separadamente.

- O conjunto do motor é bastante detalhado e constitui-se de cinco peças.

- As rodas são moldadas com os pneus mostrando o efeito do peso do avião. A bequilha é moldada separadamente.

- O canopy é dividido em duas partes e pode ser montado aberto ou fechado.

- O kit oferece as três possibilidades para uso do suporte central, sob a fuselagem: tanque de combustível suplementar, bomba para uso em vôo linear e bomba com dispositivo para alijamento em bombardeio de mergulho.

Como aspecto negativo, cito apenas a moldagem das rodas principais feita em duas partes e os instrumentos do painel representados por decais, minúsculos na escala. Um painel fotogravado seria um belo aperfeiçoamento.

Ao final da montagem o modelista terá obtido uma boa quantidade de pedaços de “sprue” de bom tamanho e de ótimo plástico.

Os decais fornecidos permitem a montagem de 6 versões sendo 4 italianas e 2 alemãs.

Da “Regia Aeronautica”:
- “Rosso 9”, 5º Stormo, 208 Ma. Squadriglia, 101º Gruppo Isola capo Rizzuto, Itália 1944;
- 239-4, 5º Stormo, pilotado pelo Maj. Giuseppe Ceni, Foggia, Itália 1943;
- 239-2, 5º Stormo, 239 Ma. Squadriglia, 102º Gruppo Reggio Emilia, Itália 1943.

Da “Aeronáutica Cobelligerante Italiana”:
- “Rosso 9”, 5º Stormo, 239 Ma. Squadriglia, 102º Gruppo Palata, Campobasso, Itália 1944.

Da Luftwaffe:
- “Vermelho 5”, Geschwader Bongart, Bourges, França 1994 e
- Unidade desconhecida, Pavullo nel Frignano, Bologna, Itália 1944.

Para uma melhor informação, seguem algumas fotos de montagem parcial “a seco”, apenas com o uso de fita adesiva. Os encaixes são ótimos e a montagem, certamente será agradável.

Certamente é bem vindo o kit do Re.2002, principalmente vindo da Italeri em sua fase de maior capricho e detalhamento. O mesmo kit pode ser encontrado com a marca Tamiya, um pouco mais caro e acompanhado de alguns latões de 200 litros e da figura do piloto.

Um modelista iniciante não terá maiores dificuldades para obter um bom resultado com esse kit e o modelista avançado certamente terá muita satisfação e uma bela peça para sua coleção. Que venham mais nesse padrão.

Agradecemos a LUCKYMODEL pelo modelo deste review.

 
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