HMS King George V - Eduard #53165, #53168 e #53169 1/350
Escrito por Ricardo P-40   
Seg, 29 de Agosto de 2016 00:00

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King George V – For Tamiya kit

EDUARD #53165, #53168 e #53169 – 1/350

A Classe King George V de Couraçados

Os navios da Classe King George V foram os couraçados mais modernos usados pelos britânicos na Segunda Guerra Mundial, ao todo cinco navios da classe foram comissionados entre 1940 e 1942: HMS King George V, HMS Prince of Wales, HMS Duke of York, HMS Howe e HMS Anson. O Tratado Naval de Washinghton de 1922 limitou o número, peso do deslocamento e armamento de todos os navios de guerra construídos após a sua ratificação e isso foi extendido pelo Primeiro Tratado Naval de Londres, mas ambos os tratados expirariam em 1936. Com o aumento da tensão entre Inglaterra, Estados Unidos, Japão, França e Italia, havia uma expectativa de que esses tratados não fossem renovados e a Classe King George V foi projetada com essa possibilidade em mente.

Na verdade a Classe King George V foi resultado de um processo iniciado desde 1928. Como consequência do Tratado Naval de Washington de 1922, a contrução de navios capitais foi suspensa até 1931. Ficando então os couraçados da Royal Navy restritos a aqueles que continuaram em serviço após a Primeira Guerra Mundial, acrescidos dos dois da Classe Nelson, que apesar de serem mais modernos, eram lentos demais.  Em 1928 a Royal Navy começou a considerar os requerimentos para os navios de guerra cujo início da contrução era previsto para 1931. Porém o Primeiro Tratado Naval de Londres de 1930 extendeu a “moratória” na construção de navios de guerra até 1937, com isso os planos só foram retomados em 1935, tomando por base os desenhos anteriores de 1928 . Foi então considerado, que nova classe a ser construída deveria ser feita com o deslocamento máximo permitido pelo tratado de 35.000 toneladas, com velocidade máxima de 27 nós e alcance entre 12.000 e 16.000 milhas náuticas.

Ainda considerando as limitações do Tratado de Londres, o armamento principal ficaria restrito aos canhões de 14 polegadas, apesar das diversas objeções de várias autoridades britânicas, e a blindagem e  proteção contra torpedos deveriam ser superiores as adotadas até então em navios da Royal Navy. O armamento principal foi distribuído em duas torres quádruplas, uma na frente e outra atrás, e uma torre dupla logo atrás da torre frontal, totalizando 10 canhões BL 14 inch Mk VII. A parte o fato do calibre usado ter se mostrado suficiente para os combates dos navios da classe contra o Bismarck e o Scharnhorst, todos os navios envolvidos experimentaram falhas nos canhões durante os combates, ficando alguns destes fora de ação por falhas técnicas em momentos cruciais. O armamento secundário consistia de 16 canhões de dupla função QF 5.25 polegadas Mk.I dispostos em 8 torres duplas nas laterais do navio. Como armamento anti aéreo a classe era equipada com 64 canhões pom-pom QF 2 pdr 40mm Mk. VIII e 10 Bofors de 40 mm. Em 1945 com o deslocamento dos navios da classe para o Pacífico, 36 Oerlikons de 20mm foram adicionados.  

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Todos os cinco navios estiveram em combate durante a Segunda Guerra, com o King George V e o Prince of Wales diretamente envolvidos na ação de 24 a 27 de maio de 1941 que resultou no afundamento do Bismarck. No final de 1941 o Prince of Wales foi enviado a Singapura para assumir como nau capitânea da Força Z, porém a 10 de dezembro foi atacado e afundado por bombardeiros japoneses, com a perda de 327 dos seus tripulantes. Na continuidade, King George V, Duke of York, Howe e Anson participaram da escolta a comboios para a Russia, durante os quais ocorreu a colisão do King George V com o destroyer HMS Punjabi em maio de 1942, cortando-o ao meio, enquanto o King George V teve de permanecer dois meses em reparo até poder retornar a ativa.

Em novembro de 1942 o Duke of York foi enviado a Gibraltar como capitânea da Força H e apoiou os desembarques aliados na Africa do Norte, enquanto  o Anson e Howe permaneceram escoltando comboios para a Russia até março de 1943. O King George V foi enviado junto com o Howe para Gibraltar em maio como preparação para a Operação Husky, Ambos os navios bombardearam a Base Naval de Trapani e Favignana entre 11 e 12 de julho, como também deram cobertura a Operação Avalanche de 7 a 14 de setembro. Nesse mesmo período o Duke of York e o Anson participaram da Operação Gearbox, que teve como objetivo desviar a atenção do inimigo da Operação Husky. Em final de 1943 o King George V e o Howe participaram da escolta para ilha de Malta dos navios italianos que se renderam após o armistício italiano. O Duke of York esteve diretamente envolvido na ação que afundou o Scharnhorst em dezembro de 1943, sendo responsável pelos disparos que selaram o fim deste. Em 1944 o Duke of York participou de diversas ações na costa da Noruega inclusive na cobertura da Operação Tungstênio que danificou o Tirpitz.

Em março de 1945 o King George V e o Howe foram deslocados para o Pacífico como parte da Força Tarefa 57, tendo ambos participado do suporte das forças americanas que desembarcaram em Okinawa. Após estes terem liderado o bombardeio de campos de aviação Japoneses nas ilhas Ryukyu, o King George V disparou os seus canhões no conflito pela última vez durante o bombardeio noturno de Hamamatsu entre 29 e 30 de julho de 1945.  O Duke of York e o Anson também foram deslocados para o Pacífico, porém chegaram tarde demais para participar das hostilidades.  Ambos aceitaram a rendição das forças japonesas que ocupavam Hong Kong enquanto o King George V e o Duke of York estiveram presentes na rendição japonesa na Baia de Tokyo. Após a Segunda Guerra os navios da classe serviram na Home Fleet ou no Pacífico até serem aos poucos desmobilizados e vendidos para desmanche em 1957.

 

O Couraçado King George V


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O HMS King George V  foi o primeiro navio da sua classe, tendo sido construído pela Vickers Amstrong no estaleiro naval Walker em Newcastle, foi lançado no início de 1937 e comissionado no final de 1940. O navio tinha o comprimento total de 227,08m e deslocava 38.031 toneladas com carga normal, tendo um alcance máximo de 7.000 milhas náuticas a uma velocidade de 10 nós, embora pudesse atingir a velocidade máxima de 28 nós. Apesar de ser o couraçado mais veloz da Royal Navy, sua velocidade ainda era inferior a dos seus equivalentes alemães, franceses e italianos, assim como da dos cruzadores de batalha HMS Hood, HMS Renown e HMS Repulse. Devido a ter sido projetado para comprir as limitações de deslocamento máximo do Tratado Naval de Washington de 35.000 toneladas, precisou de algumas modificações para atender as necessidades da guerra o que reduziu o seu espaço interno e causou problemas a sua navegabilidade. A maioria destes agravados por sua proa baixa que alagava com facilidade em mar agitado, inundando a sua torre principal da proa o que prejudicava a sua tripulação e ao equipamento interno.

Apesar das objeções de Winston Churchill ao então Primeiro Lorde do Almirantado, temendo que os navios da Classe King George V acabassem tendo o seu armamento principal inferior em calibre ao dos seus eventuais oponentes,  prevaleceu a opinião de que a Gran Bretanha deveria seguir os parâmetros do Tratado Naval de Washington que limitava o calibre máximo a 14 polegadas. Com isso foram montados dez canhões de 14 polegadas no King George V, dispostos em uma torre dupla Mark II numa posição elevada a frente e duas torres quádruplas Mark III a frente e atrás no convés principal. Consideravel esforço foi feito para tornar as torres o mais compactas possível, porém isso complicou em demasia o desenho dos mecanismos de recarga, principalmente nas torres quádruplas o que levava a constantes travamentos durante os disparos em seqüência.

O armamento secundário do King George V consistia de 16 canhões de 5.25 polegadas montados em oito torretas duplas. Eles eram agrupados nos quatro cantos da superestrutura, de forma que em cada canto ficava uma torreta no deque principal e outra numa posição mais elevada um pouco atrás da primeira. Essa disposição permitia um arco de fogo mais amplo, sem que o diparo de uma interferisse com a outra e um arranjo melhor do suprimento de munição. Os canhões Mk.I montados nestas torretas podiam ser elevados a 70º ou baixados a -5º o que lhes davam dupla finalidade, podiam combater tanto pequenos vasos de superfície como aeronaves, na função anti aérea eram capazes de atingir alvos a 14.900 m de altura. Originalmente o King George V foi ainda equipado com 4 conjuntos de metralhadoras quádruplas de 0.5 polegadas, porém em 1939 essas foram substituídas  por dois pompoms Mark VI. 

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Sendo o primeiro navio de sua classe a ser completado, o King George V foi comissionado no seu próprio estaleiro e partiu para Rosyth na Escócia em outubro de 1940. Lá teve sua munição embarcada e iniciou os testes em mar aberto, vindo a se juntar a Home Fleet em Scapa Flow no final do ano. No início de 1941 transportou o embaixador Lord Halifax através do Atlântico até os Estados Unidos. No seu retorno deu cobertura a um ataque dos Royal Marines as ilhas Lofoten na costa noroeste da Noruega, ainda em março de 1940 escoltou os comboios HX 104 e HX 115.

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Com a notícia de que o Bismarck junto com o Prinz Eugen haviam partido em direção ao Atlântico Norte,  o King George V junto com o HMS Victorious e 11 cruzadores e destroyers partiram a 22 de maio para auxiliar nas patrulhas próximas a Islândia, o King George V foi a nau capitânia do Almirante Sir John Tovey que comandou a força. Em 24 de maio o King George V ainda estava a cerca de 400 milhas náuticas quando o HMS Prince of Wales e o HMS Hood entraram em combate contra o Bismarck e o Prinz Eugen. Na ação o Hood foi afundado e o Prince of Wales danificado, enquanto do lado alemão o Bismarck foi danificado e o Prinz Eugen continuou ileso rumo ao sul. O Bismarck foi novamente localizado na manhã de 26 de maio por um PBY Catalina do RAF Coastal Command enquanto se dirigia para o porto de Brest na França. O HMS Rodney e o King George V estavam ainda a 125 milhas náuticas de distância quando o HMS Ark Royal lançou um ataque com seus Swordfishes, os quais atingiram o Bismarck reduzindo-lhe a velocidade e travaram o seu leme.  O King George V e o Rodney partiram na direção do Bismarck, na velocidade máxima de 22 nós que era o máximo que o moroso Rodney podia navegar, mesmo apesar de ambos os navios estarem quase sem combustível. Na manhã do dia 27 o Bismarck foi alcançado tendo o Rodney seguido do King George V aberto fogo contra ele. O Bismarck respondeu o fogo inglês atingindo levemente o Rodney. Após meia hora de fogo constante os canhões principais do King George V começaram a travar, porém o destino do Bismarck já estava selado, com suas baterias silenciadas e começando a afundar.

Em outubro de 1941, com seus canhões reparados e ajustados, o King George V atacou navios alemães no Glom Fjord na Noruega, em seguida escoltou comboios até a Rússia. No início de maio de 1942 ele participava da escolta ao comboio PQ 15, quando colidiu com o destroyer HMS Punjabi que manobrava para evitar uma mina em um forte nevoeiro. O Punjabi cruzou repentinamente a proa do King George V e foi cortado ao meio por este que por sua vez teve a sua proa seriamente avariada. Depois de 2 meses em reparos em Liverpool o King George V só retornou ao serviço no início de julho.

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Em maio de 1943 o King George V foi enviado a Gibraltar em preparação da Operação Husky, ele e o HMS Howe foram alocados ao grupo de cobertura de reserva no início de julho. Ambos bombardearam Trapani na Sicilia e auxiliaram na defesa contra ataques aéreos quando estavam em Algiers antes de partirem para a Operação Avalanche (invasão aliada da Itália). Operaram novamente juntos no bombardeio das ilhas de Levanzo e Favignana e após isso ficaram no grupo de reseva dos desembarques em Salerno no início de setembro. O King George V escoltou parte da frota italiana, incluindo os couraçados Andrea Doria e Caio Duilio, até Malta após o armistício italiano. Voltou a operar com o Howe na cobertura do deslocamento da 1ª Divisão Aerotransportada até Taranto em suporte a Operação Slapstick. Escoltou também a força naval que ocupou a Base Naval de Taranto e voltou a escoltar os navios italianos de Malta até Alexandria. Antes de retornar a Gran Bretanha ainda bombardeou posições alemães durante os desembarques em Salerno.

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Entre março e junho de 1944 o King George V recebeu diversas atualizações em Liverpool, que incluíram um novo radar, mais canhões anti aéreos, melhores acomodações e ventilação. A 28 de outubro ele partiu de Scapa Flow sob o comando do Almirante Sir Bruce Fraser para reunir-se a outras unidades da Royal Navy em Trincomalee no Ceilão. Durante a viagem, numa parada em Alexandria, ele se desviou até Milos no Mar Egeu para bombardear posições alemães. Retornando a trajetória inicial, chegou a Trincomalee em meados de dezembro. Em 16 de janeiro de 1945 ele se reuniu aos porta aviões HMS Illustrious, Indomitable, Indefatigable e Victorious, quatro cruzadores e dez destroyers na chamada Força Tarefa 63. A primeira fase da viagem cobriu 11.000 milhas náuticas até Sidney, no caminho a força aproveitou para atacar refinarias de óleo na Sumatra na Operação Meridian. Aproveitaram ainda para praticar reabastecimento no mar e repeliram um ataque aéreo japonês, no qual a tripulação do King George V abateu um Mitsubishi Ki 21 Sally.

Com a chegada do HMS Howe a Frota Britânica do Pacífico foi redesignada Força Tarefa 57 e em março de 1945 lançou ataques contra aeródromos em Sakishimo-Gunto, voltando a repeti-los em maio. Em 4 de maio o King George V liderou couraçados e cruzadores num bombardeio de 45 minutos contra aeródromos japoneses nas ilhas Ryukyu. Com a aproximação aliada do território japonês, o King George V se reuniu em meados de julho com couraçados americanos no bombardeio a instalações industriais em Hitachi. A Força Tarefa moveu-se então para Hamamatsu no sul da ilha Honshu onde realizou bombardeios contra fábricas de aviões. Durante a campanha de Okinawa, os couraçados deram suporte a quatro transportes da Frota Britânica do Pacífico. A sua última ação ofensiva foi o bombardeio noturno de Hamamatsu entre 29 e 30 de julho de 1945. Com o final da guerra o King George V foi junto com outros navios da Britisch Pacific Fleet para a baia de Tokyo para participar da cerimônia de rendição.

Em janeiro de 1946 ele transportou o Duque e a Duquesa de Gloucester  numa visita oficial a Austrália, retornando a Portsmouth em março. Ele foi a nau capitânea da Home Fleet até o final de 1946, tornando-se depois um navio de treinamento. A carreira ativa do King George V terminou em junho de 1950, quando ele e os outros de sua classe foram postos na reserva. No final de 1955 ele foi movido para a reserva extendida e em 1957 foi tomada a decisão de sucatear os quatro navios, sendo o King George V desmanchado em 1958. 

O King George V da Tamiya 1/350 

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Lançado em 1985, o King George V da Tamiya (#78010) não é exatamente o que se possa chamar de um kit recente, pois faz parte de uma  geração intermediária entre os primeiros e os atuais kits do fabricante na escala 1/350. Porém, mesmo sem apresentar alguns dos refinamentos encontrados nos kits de navios mais recentes, ainda é considerado excelente pela correção das formas e pela fidelidade dos detalhes representados, além de ser o único kit do King George V nessa escala.  O kit representa o navio numa configuração que foi usada por este desde a modernização de meados de 1944, citada no histórico acima, até 1946. Pode-se encontrar várias fotos tiradas na Austrália e na baia de Tokyo em 1945, quando o navio participou da cerimônia de rendição do Japão, com esta configuração. É um kit que realmente merece a adição de um bom conjunto de fotogravados, que além de adicionar novos detalhes, substituirá partes cuja representação em plástico injetado sempre deixa a desejar, como também irá compensar uma certa obsolescência na moldagem de determinados detalhes do kit.

Ainda dentro da mesma Classe, a Tamiya também lançou no ano seguinte o Prince of Wales (#78011) numa configuração do início da guerra, quando os navios da classe ainda levavam hidroaviões. O kit é tão bem feito quanto o King George V e para o qual a Eduard também lançou três conjuntos de fotogravados de números #53079, #53089 e #53092, mas que no momento escapam ao objetivo desse review.

 

O Conjunto EDUARD #53165 HMS King George V Cranes & Railings 1/350 – For Tamiya kit

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O conjunto de  fotogravados #53165 da Eduard para o King George V tras as seções das amuradas, os guindastes laterais, as guarnições das posições dos Oerlikons de 20mm sobre o convés principal, bóias e o fundo dos botes carley. O fotogravado é de boa qualidade, com espessura adequada para representar com fidelidade os detalhes mais finos e permitir as dobraduras, sem ser flexível demais para amassar com facilidade em locais inadequados durante o processo de montagem.

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As amuradas são adições essenciais, pois em kits dessa época não eram fornecidos fotogravados contendo elas. Essas estão muito bem executadas e o padrão delas me parece coerente com o que se vê em fotos de perto dos navios da Classe King George V. Os guindastes laterais eram originalmente usados para o manuseio dos hidro aviões Walrus que equipavam o navio no início da guerra. Porém mesmo após a remoção dos Walrus e do hangar que os abrigava, os guindastes foram mantidos para facilitar o embarque de munição e de outros itens. Esse é outro detalhe essencial, pois a estrutura dos quindastes originais do kit era composta por peças sólidas, tendo apenas as vigas de aço estampadas em alto relevo. Não resta dúvida que substituí-las por fotogravados vazados conforme no original do navio dará um efeito infinitamente mais realista, isso fora outros detalhes fornecidos como roldanas, cabos, ganchos, etc. que tornarão o conjunto muito melhor.  As guarnições dos Oerlikons são compostas por placas retangulares que deverão ser curvadas de modo a formar anéis que substituírão os do kit, que são em plástico injetado. Sem duvida alguma esses anéis em fotogravados terão a espessura e aparência final bem mais próxima das originais do navio, que eram feitas com chapas de aço curvadas da mesma forma. As bóias estão muito bem executadas e serão uma bela adição, assim como o fundo dos botes carley onde está estampada de forma bem convincente a treliça  que os compunha.

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O folheto de instruções é impresso em cores sobre papel de boa qualidade e foi feito conforme o padrão tradicional das instruções da Eduard. Traz inicialmente o diagrama geral do conjunto, seguido das instruções de colocação das partes propriamente ditas. Tudo é mostrado de forma bastante clara e de acompanhamento de fácil compreensão. Observamos apenas que se deve dar atenção especial ao posicionamento de cada seção de amurada, conforme a numeração indicada no folheto e as dobraduras que deverão ser feitas em  algumas delas. 

Para baixar o folheto diretamente da página da Eduard, basta clicar aqui.

Esse primeiro conjunto fotogravados é por si só uma adição essencial ao modelo já que complementa ou substitui partes omissas ou pouco realistas do kit que comprometeriam a aparência final da montagem. Porém lembramos que essa é apenas uma parte das possibilidades de detalhamento do navio que a Eduard oferece no momento, sendo mais adequado que este seja usado simultaneamente com os  conjuntos #53168 e #53169 que serão apresentados a seguir.

As imagens abaixo foram retiradas da página da própria Eduard e dão uma ideia bem clara de como esse conjunto atuará sobre o modelo:

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O Conjunto EDUARD #53168 HMS King George V 1/350 – For Tamiya kit

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Esse segundo conjunto de  fotogravados da Eduard para o King George V  é o mais complexo dos três, pois é formado por duas folhas de fotogravados (Parts 1 e 2) com detalhes que serão aplicados no convés principal e superestrutura do navio. O fotogravado possui as mesmas qualidades do conjunto anterior, com detalhes magníficos, conforme as descrições mais abaixo.  

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Na folha “Part 1” temos: A antepara quebra ondas da proa do navio, as correntes das ancoras, parte dos detalhes das torres principais, escadas de interligação entre deques e plataformas diversas, portas estanque, bases e estojos de munição dos pom-poms, escudos e outros detalhes dos Bofors quádruplos, antenas dos radares, os canhões Oerlikon de 20mm, suportes dos carretéis pequenos para os cabos e outros detalhes menores a serem distribuídos pelo navio.

A antepara substitui com vantagens a original do kit, pois tem a espessura mais apropriada do que a de plástico que foi injetada junto com o convés do kit. A colocação das correntes exigirá a remoção prévia das do kit que foram estampadas diretamente sobre seus respectivos leitos. Os conjuntos de detalhamento dos oito pom-poms octoplos são um show a parte, tanto as bases como os estojos ficarão magnifícos depois de montados e darão uma look a mais sobre o navio. Se o modelista tiver oportunidade de também substituir os canos injetados dos canhões dos pom-poms por tubos apropriados em metal,  o resultado final será sem dúvida espetacular. O detalhamento para os Bofors também é excelente, principalmente os escudos e as grades atrás. Os outros detalhes representados também são muito bons e irão valorizar bastante o resultado final.

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Na “Part 2” temos: As grelhas e outros detalhes das chaminés, os outros detalhes das torres principais, detalhes das torres duplas de 5.25 polegadas, os suportes dos carretéis grandes para cabos, mais algumas escadas de interligação, os turcos dos botes, detalhamento dos mastros, e mais alguns detalhes a serem empregues em partes diversas do navio.

As grades das chaminés vazadas também serão uma grande adição, pois as originais tem as grades apenas estampadas sobre peças maciças.  Os demais detalhes enriquecerão de diversas formas as partes que complementam, dando-lhes uma aparência mais viva e movimentada.

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O folheto de instruções também segue os mesmos critérios usados no do conjunto anterior, uma vez sendo seguido com a devida atenção, não haverá dificuldades na sua compreensão. Apenas observamos que a aplicação de algumas partes deste conjunto exige a remoção de diversas partes originais do kit, o que deverá ser feito de forma muito cuidadosa com uma lâmina adequada. Chamamos a atenção ainda que, as instruções indicam o uso de tubos plásticos para simular a parte interna dos carretéis de cabos. Porém nesse conjunto não foram informadas as dimensões que esses tubos deverão ter. Cabendo ao modelista usar de bom senso na hora de definir os seus respectivos diâmetros e medir o seu comprimento conforme o espaço que ficar entre as laterais das bases dos carretéis após dobradas na sua forma final.

Para baixar o folheto diretamente da página da Eduard, basta clicar aqui.

Este conjunto de fotogravados é igualmente essencial pois nele constam os principais detalhes que serão acrescidos ou substituídos no navio como um todo, sendo portanto um importante complemento ao que já foi apresentado no conjunto anterior.  Nas fotos abaixo retiradas da página da Eduard poderá ser visto o impacto que a adição destas partes causará na aparência final do navio.   

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O Conjunto EDUARD #53169 HMS King George V Lifeboats 1/350 – For Tamiya kit

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O terceiro conjunto da Eduard para o King George V é dedicado exclusivamente ao detalhamento dos botes e lanchas embarcados no navio. Isso pode parecer trivial a primeira vista para os leigos, mas o King George V tinha uma quantidade grande de botes salva vidas e alguns desses barcos eram de tamanho avantajado. Estes ocuparam o espaço entre as chaminés, onde anteriormente ficava os trilhos e a catapulta dos hidroviões,  ficando desta forma  bastante visíveis. Portanto a melhoria destes botes acaba produzindo um grande efeito no visual final da montagem do kit. A qualidade do fotogravado é a mesma observada nos conjuntos anteriores, com destaque especial para a forma como as pranchas e treliças de madeira foram representadas em algumas partes.

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Nesse conjunto encontram-se, o assoalho do fundo dos barcos, assentos, os remos e lemes dos botes, o convés principal, cabines, lemes e hélices das lanchas, assim como os suportes vazados que apoiavam os barcos sobre o deque do navio. Os detalhes são todos muito bem executados e complementarão ou substituirão partes dos barcos e seus suportes com grande vantagem. 

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As  instruções de montagem desse conjunto são bastante simples, não havendo qualquer dificuldade no seu acompanhamento. Cabendo apenas algum cuidado na remoção das partes originais de uma das lanchas, conforme assinalado no manual em vermelho.

Para baixar o folheto diretamente da página da Eduard, basta clicar aqui.

Esse conjunto é um complemento importante ao que é fornecido nos anteriores, e juntamente com eles, darão ao visual final da montagem uma aparência bem mais realística ao modelo. As fotos abaixo da página da Eduard salientarão a importância desse conjunto para a composição final do kit.

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Conclusões

O King George V é um navio muito bem documentado, havendo inclusive muitas publicações dedicadas a ele ou a sua classe com muitas fotos e desenhos que poderão auxiliar substancialmente na montagem. Além do mais nos fóruns internacionais dedicados ao modelismo naval, existe uma quantidade grande de modelistas ingleses dedicados aos temas da Royal Navy que poderão tirar certas dúvidas, principalmente quanto aos esquemas de cores e pintura de determinados detalhes.

Conforme foi visto acima, esses três conjuntos são uma grande oportunidade para dar uma nova vida a um modelo único de um navio importante na Segunda Guerra Mundial, mas que já começa dar alguns sinais de obsolescência quanto a moldagem de determinados detalhes.

Apesar da quantidade de partes envolvidas, me parece que a dificuldade de aplicação desses três conjuntos é mediana, sendo recomendável para aqueles que já possuem uma pequena experiência com navios e fotogravados, mas que já se sentem capazes de tentar evoluir para uma montagem um pouco mais avançada.

 

 Obrigado à Eduard pelo envio dos exemplares para review!

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