P-400 Airacobra - Eduard 1/48 (Cod 8061)
Escrito por Nelson Rapello   
Seg, 22 de Junho de 2009 00:00

Eduard item 8061

 

Desenvolvimento do P-400:

Em meados dos anos 30 a Bell Aircraft Corp. iniciou o desenvolvimento de uma aeronave cujo objetivo era servir de plataforma para o canhão de 37mm da Oldsmobile. Após diversos ensaios optou-se pela configuração na qual o cano do canhão, por questões de segurança, seria instalado no próprio eixo da hélice, ficando o motor da aeronave situado atrás do cockpit. Seria ainda aproveitado o espaço então disponível no nariz da aeronave para a instalação de um trem de pouso retrátil. Em 1937 foi ordenado pelo U.S.A.A.C. a construção de um primeiro protótipo da aeronave designado XP-39 e de cujo desenvolvimento resultou o modelo de série P-39C.

Porém com o início das hostilidades na Europa surgiu na Inglaterra e na França a necessidade de se equiparem com caças mais modernos, capazes de rivalizar com os equivalentes do eixo. Com esse objetivo a Inglaterra ordenou uma encomenda inicial de 675 aviões a Bell Aircraft, que nada mais eram do que o P-39C equipado com armamento compatível com o padrão inglês, os quais receberam a designação de Airacobra. No entanto os testes de avaliação dos primeiros aparelhos entregues demonstraram que estes tinham uma performance muito abaixo da esperada, sendo então determinada a instalação de um um novo motor mais potente, recebendo a partir de então os aviões a designação de Airacobra I. O novo avião era equipado com um canhão Hispano Mk.I de 20mm instalado no eixo da hélice, 2 metralhadoras Browing de 7,7mm no nariz e mais 2 em cada asa. No entanto novos testes com o modelo se mostraram mais uma vez aquém da expectativa inglesa para uma aeronave de caça, vindo a servir apenas para o ataque ao solo. Dos 675 aviões da encomenda inicial, 212 foram transferidos para a União Soviética, e com a entrada dos Estados Unidos na guerra a U.S.A.A.F. reteve 179 deles para seu próprio uso.

Estes por sua vez foram enviados para unidades baseadas na Austrália, sob a designação P-400 Airacobra, onde atuaram principalmente nas ações sobre a Nova Guiné. A princípio, apenas as estrelas americanas foram pintadas sobre os cocares ingleses destes, sendo mantidas a camuflagem e as demais marcações inglesas. Com o passar do tempo, muitos deles tiveram as cores inglesas substituídas por Olive Drab e Neutral Gray.

O Kit:

Essa embalagem inicial do P-400 da Eduard é composta por 128 peças em verde oliva claro, 6 peças em plástico transparente, um pêso em metal branco para o nariz e um conjunto de máscaras auto-adesivas. O kit é essencialmente o mesmo fornecido na embalagem do P-39Q, a exceção do galho contendo os canhões sub-alares que só é acompanha o P-39Q. As superfícies são gravadas em um excelente baixo-relêvo e o interior vem adequadamente detalhado para a escala, ficando a critério de cada um a necessidade de uso de algum after-market para substituição ou melhoramento deste.

Outra característica bastante interessante desse kit é a grande quantidade de peças sobressalentes que permitem a realização de outras versões do P-39, desde que se tenha os decalques apropriados.

As transparências são de ótima qualidade e incluem também as portas laterais em peças únicas, o que facilita bastante a representação dos respectivos vidros sem que hajam emendas inconvenientes.

São fornecidos decalques para 2 versões que atuaram na Nova Guiné, uma com o padrão de camuflagem inglês e a outra em Olive Drab e Neutral Gray com o leme substituído por um camuflado.

As instruções são bastante claras e vem com indicações demarcadas em azul escuro dos pontos de contato entre as peças no momento da colagem.

O jogo de máscara fornecido é um excelente auxílio, não só para a pintura das transparências, como também do fundo das bocas de tubarão das duas decorações, dos pisantes e dos cubos das rodas. Estando a sua utilização muito bem documentada em um folheto complementar das instruções do kit.

O peso metálico já possui o formato adequado para se ajustar ao nariz, vindo a formar a parte superior do porão de rodas. Seu uso é necessário pois o kit tem a tendência a “sentar” sobre o leme.

Conclusões:

Sem dúvida alguma esse kit constitui um grande avanço em relação ao antigo Monogram, que embora fosse essencialmente correto, já sofria dos vícios decorrentes de sua concepção antiquada.

As únicas falhas que têm sido apontadas em relação ao kit da Eduard são a pouca quantidade de pinos guia nas peças principais que podem causar alguma inconveniência na hora de alinhá-las entre si e a espessura um pouco excessiva dos bordos de ataque e fuga das asas, que podem vir a ser afinados antes da sua colagem.

Não tive a oportunidade de comparar esse kit com o da Hasegawa, de lançamento mais recente, porém pelos comentários que tenho ouvido, não chegam a haver diferenças muito significativas entre eles, ficando a preferência entre um e outro por conta de cada um.

 

 

 
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