Técnica de mascaramento para camuflagens de bordas definidas
Escrito por Gustavo Bunger   
Qui, 17 de Setembro de 2015 10:00

Em 2013, o associado Augusto postou uma técnica fantástica de mascaramento baseado em plantas e desenhos neste tópico do fórum da APRJ:

Gb - Inglaterra - P40 M - Academy 1/72 - CONCLUÍDO

A técnica funciona muito bem para obter camuflagens de borda esfumaçada, porém de lá para cá, me surgiu a necessidade de realizar algumas camos com bordas definidas - e aí mesmo usando recortes de papel comum, a dificuldade de segurá-lo no modelo, e a possibilidade de termos jatos de tinta invadindo áreas já pintadas é grande, então decidi por uma extensão da técnica, que garante o isolamento das partes não pintadas e pintadas usando as boas e velhas masking tapes.

O material necessário é:

  •  Masking tapes de vários tamanhos: quanto maior a largura da fita, menos fita será necessário aplicar;
  •  Tesoura para decalques ou unhas, pequena e afiada;
  •  Estilete ou semelhante para cortar tiras de fita;
  •  Plantas ou desenhos de boa qualidade mostrando a pintura camuflada do modelo em questão.


Os primeiros passos são os mesmos mostrados pelo Augusto: obtém-se a proporção de tamanho ente o desenho e o modelo, escaneia-se a planta ou ilustração e então realiza-se a impressão em papel sulfite comum (A4 ou carta).

A diferença começa a partir daqui. O segundo passo será determinar que cores serão mascaradas primeiro. No caso do modelo abaixo, um Super Etendard Modernisé, o esquema de cores é cinza-naval escuro / cinza naval claro, com predominância da cor escura.

Normalmente em camuflagens, começa-se pintando a cora mais clara para em seguida pintar a mais escura. Dessa forma, devemos mascarar os pontos dessa cor mais clara.

Tendo a impressão disponível, aplico tiras de fita sobre as áreas que correspondem à tinta mais clara no papel. Como a fita é translúcida, mesmo com a fita em cima ainda é possível enxergar bem o desenho abaixo. Nos lugares onde a fita não cobrir por completo, basta emendar tantas tiras quanto forem necessárias, só lembrando de não deixar essa emenda muito larga.

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Uma vez que todas as áreas a serem mascaradas estejam cobertas de fita, começo a recortar o "quebra-cabeças", e então com auxílio de uma caneta, procuro traçar as mesmas linhas desenhadas por debaixo da fita. O objetivo disso é que você consiga alinhar a máscara em cima do modelo com maior precisão.

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Em seguida verifico se o alinhamento está correto. É por isso que é muito importante você ter um material de referência confiável. No caso do SEM, eu usei os desenhos do Modeller's Profile de uma Scale Aviation Modeller.

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Continuo o processo até obter todas as máscaras que cobri com fita recortadas:

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O passo seguinte é tirar as fitas de cima dos recortes. Muitos ficarão com medo, mas posso garantir: o papel dificilmente rasga. Eu costumo levantar uma pontinha da fita com a ponta de uma pinça tipo agulha e então puxo a restante. Sai fácil ! Se por ventura ficar algum pedaço de papel na fita, basta ir passando um estilete ou mesmo a pinça como se tivesse raspando e o papel vai saindo enrolado.

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Vou colando cada máscara no seu devido lugar, alinhando com os traços que fiz em cima dos recortes. Esses recortes podem ser aplicados para as laterais do avião também, e nos casos onde você possa não ter conseguido recortas as máscaras ou o acesso para colá-las for difícil, bastará preencher com fita do jeito "manual", cortando tiras e fazendo a junção entre as máscaras. O resultado final dessa etapa será como abaixo:



Superior:
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Lateral direita:
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Lateral esquerda:
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Algumas vantagens desta técnica:

  • Camuflagem muito mais próxima do real (tendo-se boas referências);
  • Bordas bem definidas em função da precisão dos recortes feitos;
  • Não utiliza nenhum material miraculoso ou adaptado, acredito que a maitoria esmagadora dos modelistas dispõe dos recursos assinalados;
  • Possibilidade de prejuízo das partes já pintadas perto de zero, já que como a fita é auto-colante e com baixa aderência, a área mascarada fica muito isolada do spray de tinta e não há risco de retirar a tinta junto com a retirada da máscara;
  • Dimunição do tempo de mascaramento, já que a parte manual do processo será apenas nas ligações entre as áreas mascaradas.


Desvantagens:

  • Servirá apenas para bordas definidas;
  • Se os recortes forem grandes demais, será difícil contornar superfícies arredondadas;
  • Requer habilidade no corte das peças.


Seguem os resultados obtidos:



Foto do etendard
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Mesmo processo, desta vez com um Bae Hawk T1 MKI, 1/48



Durante o processo:
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Hawk depois:
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Uma grande melhoria que pode ser acrescentada a esta técnica é usar ao invés de papel comum, folhas de tamanho A4 feitas com papel auto-colante do mesmo material das masking tapes. Hje no mercado existem as lisas e também as milimetradas, como as abaixo. 


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Link com vários modelos: Masking Sheets



O único porém é que você precisará adquirí-las. Minha proposta aqui é fazer um trabalho razoável com itens comuns da bancada de modelista.

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