HMS Naiad 1940 - Flyhawk 1/700
Escrito por Ricardo P-40   
Seg, 07 de Setembro de 2015 00:00

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HMS Naiad 1940

Flyhawk 1/700 – FH1112

HISTÓRICO

A Classe Dido de Cruzadores Leves

Foi uma classe de cruzadores leves cuja principal missão era dar apoio anti-aéreo aos demais navios da esquadra. Seu desenho foi diretamente influenciado pelo dos navios da Classe Arethusa, ao todo foram construídas 16 embarcações da Classe Dido entre 1940 e 1944, levando-se em consideração os 5 navios da sub-classe Bellona. A maioria dos navios da classe receberam nomes da história clássica e da mitologia, conforme a seguir: Dido, Argonaut, Charybdis ,Hermione, Bonaventure, Scylla, Naiad, Cleopatra, Sirius, Euryalus, Bellona, Royalist, Diadem, Black Prince e Spartan.

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Originalmente a classe foi planejada para receber 10 canhões de 5.25 polegadas (133mm) montados em 5 torretas duplas, com o mesmo desenho das do armamento secundário usado nos couraçados da Classe King George V. Porém a escassez destes canhões, devido a dificuldades na sua manufatura, fez com que o primeiro grupo de três embarcações recebesse apenas 8 canhões de 5.25 polegadas montados em 4 torretas duplas, desse grupo, apenas o próprio cruzador Dido recebeu a 5ª torreta posteriormente. Esse grupo também foi armado com um canhão de 4 polegadas (102mm) e dois pompoms quádruplos QF de 2 Libras (40mm).

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O segundo grupo composto por 6 navios, recebeu todas as 5 torretas duplas de 5.25 polegadas, porém não foram equipados com o canhão de 4 polegadas.  

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Já o terceiro grupo de 2 embarcações teve os canhões de 5.25 polegadas substituído por 8 canhões de 4.5 polegadas (113mm) em 4 torretas duplas, recebendo ainda o canhão de 4 polegadas e os pompoms de 2 Libras passaram de 8 para 10.

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A subclasse Bellona diferia um pouco dos primeiros navios na aparência, eram armados com 8 canhões RP10Mk II de 5,25 polegadas em 4 torretas duplas e tiveram seu armamento anti-aéreo bastante aumentado pela introdução de 12 pompoms de 2 Libras e 12 canhões Oerlikon de 20mm. A ponte dos navios da subclasse Bellona tinham um deck a menos que os navios precedentes para permitir o pleno controle das torres de canhões de 5.25 polegadas e dos canhões de 2 Libras pelo radar. No geral quase todos os navios da classe passaram por modificações tanto na configuração do armamento, quanto ao tipo de radares usados ao longo de suas carreiras.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Classe Dido esteve presente em diversas ações, como o Cabo Matapan, Segunda Batalha de Sirte, Operação Tocha, Operação Overlord e a Batalha de Okinawa, além de diversas outras operações de escolta no Mediterrâneo e Pacífico. Ao todo foram perdidos em ação 5 navios (Bonadventure, Charybdis, Hermione, Naiad e Spartan)  durante a guerra e adicionalmente o Scylla foi tão seriamente danificado por uma mina, que acabou sendo considerado uma perda total. No pós guerra os remanescentes permaneceram em serviço até serem descomissionados nos anos 60. Bellona, Black Prince e Royalist foram transferidos para Marinha Real da Nova Zelândia logo após a guerra e em 1956 o Diadem foi vendido para o Paquistão e renomeado Babur, onde  permaneceu em serviço até 1985.

HMS Naiad (93)

A Naiad teve sua quilha batida em 26 de agosto de 1937 no estaleiro Hawthorn Leslie & Co., foi lançada ao mar em 3 de fevereiro de 1939 e comissionada em 24 de julho de 1940 como parte da Classe Dido.

Inicialmente se juntou a Home Fleet na função de proteção oceânica de navios mercantes. Após se reunir ao 15º Esquadrão de Cruzadores, tomou parte nas operações contra incursores alemães que se seguiram ao afundamento do cruzador mercante armado Jervis Bay em novembro de 1940.  Nos meses de dezembro e janeiro seguintes, participou de missões de escolta a comboios com destino a Freetown em Serra Leoa.  Retornando ao Mar do Norte no final de janeiro, localizou os couraçados Scharnhorst e Gneisenau ao sul da Islandia quando estavam de saída para o Atlântico Norte (Operação Berlin).

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Em maio de 1941 a Naiad fazia parte da Força H no Mediterrâneo, realizando comboios para Malta como nau capitânea do 15º Esquadrão de Cruzadores. Quando participando de operações da Batalha de Creta, foi seriamente danificada por aviões alemães. Em seguida participou de ações contra as forças da França de Vichy na Siria, onde juntamente com o Cruzador Leander entrou em combate contra o destroyer Guépard. O restante da sua carreira se passou no Mediterrâneo, basicamente em ações de escolta aos navios que  abasteciam Malta. Em março de 1942 saiu de Alexandria para interceptar um suposto cruzador italiano danificado, que teria sido localizado no Mediterrâneo, conforme  informações que se mostraram posteriormente serem falsas. Na viagem de retorno, em 11 de março de 1942, foi afundada pelo submarino alemão U-565 ao sul de Creta, com a perda de 77 tripulantes.  

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Naiad tinha um deslocamento de 5.600 toneladas e um comprimento de 156 metros. Era impulsionada por turbinas ligadas a 4 eixos que lhe proporcionavam uma velocidade máxima de 32,25 nós e um alcance máximo de 3.700 milhas náuticas a 16 nós. Sua tripulação era de 480 homens.

Tendo sido construída junto com o segundo grupo de cruzadores da Classe Dido, a Naiad recebeu as 5 torretas de canhões  duplos de 5.25 polegadas originalmente planejadas para a classe. Levava ainda 2 pompoms quádruplos de 2 Libras, 2 metralhadoras quádruplas de 0.5 polegada, um canhão Hotchkiss de 3 Libras e 2 Lança Torpedos triplos de 533mm.

O KIT

O conteúdo da embalagem é composto por 254 peças em plástico injetado, divididos em 20 árvores e 16 peças individuais, 1 lastro de metal, 1 fotogravado, um decalque, um folheto de instruções e uma ilustração reproduzindo a box art de um lado e contendo dados históricos e técnicos da Naiad do outro, podendo ser facilmente emoldurada.  

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A embalagem propriamente dita, também pode ser transformada num interessante display para o kit montado na opção waterline. Isso me parece ser uma tendência atual do mercado, pois já foi observado o mesmo em kits de navios de outros fabricantes. 

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Ainda sobre a embalagem, observamos que nesse lançamento a Flyhawk dispensou uma atenção especial a proteção das peças, introduzindo uma segunda caixa de papelão grosso na embalagem externa para proteger as peças injetadas de eventuais danos no transporte. Alguns conjuntos foram ainda acondicionados em caixas de acetato, ou em envelopes de plástico grosso transparente. Uma excelente medida de precaução, considerando a delicadeza da maioria das peças. 

As partes plásticas foram injetadas em plástico cinza de excelente qualidade. Tudo levando a crer que o grande número de  árvores de pequeno tamanho, se deve ao fato de que estas foram cuidadosamente planejadas, tanto de forma a garantir que as peças menores receberiam a quantidade adequada de plástico, como também a sua máxima proteção depois de injetadas, de forma a evitar perdas e quebras de partes.  O resultado foram peças minúsculas com altíssimo nível de detalhamento, que nada ficam a dever as cópias em resina de alta qualidade existentes no mercado. É realmente impressionante ver a quantidade de peças cujo tamanho é pouco maior do que o da cabeça de um alfinete, totalmente livre de rebarbas e outras imperfeições.

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As árvores A e B são compostas pelas peças que formam os mastros da embarcação. Essas foram algumas das árvores onde a Flyhawk demonstrou o máximo cuidado com relação a embalagem e proteção das partes. As duas árvores vem embaladas em uma caixa de acetato montada com o tamanho exato para elas, as duas árvores vem separadas por uma interessante placa de cartão bastante rígido com o nome HMS NAIAD vazado. Embora não haja menção nas instruções, me parece que a ideia é que ela possa ser usada como um template para pintura do nome do navio em uma base expositora.  O cuidado ainda se estende pela forma como cada árvore foi desenhada de forma proteger ao máximo os mastros, que são extremamente finos, chegando alguns deles a ter a espessura de uma agulha de costura. Nenhuma rebarba foi observada nos mesmos, limitando ao modelista apenas o trabalho de remover os excessos nos pontos onde o plástico foi injetado.

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As partes C e D representam as duas metades, superior e inferior, do casco. Apesar da maioria dos modelistas que trabalham com navios na escala 1/700 preferirem montagens do tipo waterline, não deixa de ser bastante apreciável a iniciativa da Flyhawk de oferecer uma opção full hull para esse lançamento. O navio fica muito bonito com seu casco completo, hélices e leme e atende a expectativa de muitos modelistas que não são adeptos dos dioramas com navios waterline. O casco é muito bem detalhado e apresenta uma diferenciação do chapeamento em algumas áreas que pode ser observado em fotos de boa resolução do navio real. O tamanho e a distribuição das escotilhas até a altura da meia nau, aparentam estar bastante adequados, no entanto dei falta de algumas escotilhas que aparecem nas fotos, do meio para a popa no casco.  Destaque especial para as minúsculas pingadeiras representadas sobre as escotilhas, não só no casco como também nas diversas partes das superestruturas.

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As partes E,F e G são formadas pela placa que fecha aparte de baixo do casco na montagem waterline, e os conveses do castelo de proa  e principal, Na placa de fechamento do casco vem uma área demarcada para a colagem de um lastro de metal (parte MA), que vem embalada em um papelote branco com a logomarca da Flyhawk em azul. O detalhamento do castelo de proa é muito bem feito, com uma ótima representação do piso anti-derrapante. Felizmente a Flyhawk nos poupou do trabalho incômodo de ter que remover as correntes das âncoras estampadas sobre o piso do castelo de proa,  tendo as representado em separado no fotogravado, conforme será descrito mais a frente. As pranchas de madeira de ambos os conveses aparentam ser bem adequadas a escala e apenas alguns poucos detalhes foram estampados diretamente no convés, havendo furações para a aplicação posterior dos demais. 

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Nas árvores GB, a Flyhawk novamente nos surpreende com uma curiosa inovação. Elas são uma seqüência de pequenas árvores de cerca de 4X4 centímetros, onde cada uma delas comporta um conjunto de peças extremamente pequenas. Parece-me que essa foi uma solução que a Flyhawk desenvolveu de forma garantir que o plástico fosse injetado adequadamente em cada um dos minúsculos detalhes e que o próprio formato da árvore protegesse cada um dos detalhes de qualquer dano. Não deixa de ser uma solução bastante criativa e que fica com uma aparência bem interessante com todas as árvores arrumadas no envelope plástico que a Flyhawk usou para embalá-las. As minis árvores são numeradas como: GB01 a GB04, GB06 e GB09 a GB 14, sendo que são fornecidos dois conjuntos GB03 e GB 06.

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Sem entrar no mérito de descrever o que vem em cada uma dessas árvores, de um modo geral, nelas estão representados: Os pompoms quádruplos de 2 Libras, as metralhadoras quádruplas de 12,7mm, os paravans, os carley boats, os turcos, os holofotes e diversos outros detalhes a serem aplicados nos conveses, superestruturas e passadiços. 

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O que realmente chama a atenção é o tamanho e a delicadeza de cada detalhe representado. Algumas das peças são do tamanho da cabeça de um alfinete e até mesmos os arcos sobre os quais se apoiam os bojos dos holofotes menores são vazados, algo realmente impressionante e inédito em termos de plástico injetado.  

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As árvores GB07 e GB08, embora ainda que sob a mesma designação GB, possuem formato diferente das demais. A árvore GB07 é dividida em duas, e numa parte encontramos as 5 torretas de canhões duplos de 5.25 polegadas, com formas e detalhamento muito apropriados para a escala. Na segunda parte estão as bases das torretas com dois suportes em forma de meia lua em cada, aonde irão se acomodar os discos de apoio dos canos dos canhões. Assim como aí também estão, os canos dos canhões de 5.25 polegadas propriamente ditos, com um disco em sua parte posterior, que permite montá-los nas torretas com qualquer elevação. Embora os canos possam eventualmente ser substituídos por peças em metal torneado, dado o pequeno diâmetro, os do kit me parecem ser perfeitamente adequados de tão bem injetados que estão e sem emendas aparentes, dispensando qualquer necessidade de substituição.

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Na árvore GB08 foram representados os botes salva-vidas, os tubos lança-torpedos de 533mm, ambos com um nível de detalhamento absolutamente fantástico para essa escala e um conjunto de peças menores a serem aplicadas em partes diversas do navio.

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A árvore H é composta pelas quatro hélices, eixos das hélices, leme, base da ponte e alguns elementos a serem colados na superestrutura. As hélices são adequadamente finas para a escala e é também interessante observar que na base da ponte foram representadas algumas das paredes internas da mesma, que impedirão que se veja através de suas janelas o exterior do outro lado, evitando a percepção de que esta é oca.

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A árvore J é a maior do kit e nela encontramos as duas chaminés, ancoras, quebra ondas da proa,  turcos da lateral do casco e diversos outros elementos a serem instalados no convés e superestruturas. Todos os detalhes são magnificamente executados e convenientemente finos, destaque para a forma como as chaminés foram injetadas já vazadas em peças únicas.

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Numa segunda caixa de acetato encontramos ainda um conjunto de 11 peças individuais que são identificadas como “I” e de “K” até “T”. A maior parte dessas peças não apresenta nenhuma evidência de que tenham sido destacadas de alguma árvore, o que nos leva a acreditar que a Flyhawk tenha usado nelas algum tipo diferente de molde onde a injeção é feita apenas através das suas superfícies internas. O resultado é bastante impressionante, pois elas não apresentam rebarbas ou qualquer outro tipo de imperfeição que necessite ser lixada, evitando assim eventuais danos aos pequenos detalhes representados, são peças prontas para ser pintadas e montadas direto da caixa. A qualidade dos detalhes mínimos representados é impressionante, com destaque para a ponte que é uma pequena obra de arte. Outras partes da superestrutura e passadiços também se encontram nesse conjunto, estando todas as partes com a mesma qualidade excepcional.

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O fotogravado fornecido é de excelente qualidade, lembrando que a Flyhawk conquistou seu espaço no mercado, justamente pela qualidade dos acessórios em fotogravado que produz. Estão presentes na folha as amuradas, correntes das âncoras, escadas e outros detalhes menores cuja representação em plástico injetado seria inviável. No meu entender esse conjunto é bastante satisfatório e atende ao essencial, sem chegar a saturar o modelista com uma quantidade exagerada de partes que tornariam a montagem exaustiva. A única omissão aqui que eu considerei de alguma relevância, foi o cabo de degaussing que percorre as laterais do casco, que poderia  ter sido representado, ao meu ver, também nessa folha.    

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A folha de decalque é bastante simples, se limitando apenas a representar a white ensign em dois tamanhos diferentes e com a opção delas representadas com uma pequena ondulação provocada pelo vento. O filme é adequadamente fino e o registro perfeitamente centrado. É interessante observar que na folha está escrito “Dido Class Light Cruiser”, o que nos deixa com a impressão de que a Flyhawk pretende lançar mais um, ou talvez mais, navios dessa classe. 

 

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O folheto de instrução é formado por duas folhas impressas a cores dos dois lados em papel brilhante de boa qualidade. Ele começa com uma reprodução da box art , seguido de um diagrama de identificação das árvores e demais partes, instruções gerais e uma legenda dos ícones usados nos diagramas de montagem  e os diagramas propriamente ditos. Os desenhos dos diagramas são de fácil interpretação, estando dividido em blocos com as etapas da sequência da montagem, com as partes devidamente identificadas e indicações das eventuais opções de montagem. Cores diferentes foram usadas para facilitar a identificação da posição de algumas partes nos diagramas, principalmente para os fotogravados, um recurso que eu considerei bastante útil. Algumas poucas indicações escritas em inglês e chinês fórum usadas para explicar que algumas protuberâncias devem ser removidas nas partes injetadas antes da colocação de determinados fotogravados.

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Na parte final das instruções temos uma tabela de cores, na qual as segunda e terceira colunas trazem os nomes das cores em inglês e chinês. Não consegui identificar com precisão as cores por esses nomes nas referencias que tenho sobre a Royal Navy, porém na tabela traz a equivalência com as tintas da Mr. Hobby e Tamiya, o que deve facilitar a sua identificação. Temos ainda o diagrama de pintura propriamente dito, esse é formado por um desenho em três vistas, impresso com as mesmas cores que aparecem na tabela e com os códigos das tintas Tamiya indicados, para evitar quaisquer dúvidas de interpretação. O esquema de pintura representado é o mesmo que aparece nas fotos da Naiad datadas de 1940 que ilustram o histórico dela acima.

CONCLUSÕES

Mais uma vez a Flyhawk nos surpreende com um kit injetado cujas qualidades vão muito além do que é normalmente esperado na escala 1/700. Muitas das soluções adotadas nesse kit, pelo menos para mim, são inéditas e provavelmente irão influenciar o mercado para o futuro. O nível de qualidade dos detalhes e a forma criativa com que as peças menores foram injetadas demonstram que a Flyhawk não poupou esforços para que o resultado final fosse o melhor possível. Não restando dúvidas de que a intenção da Flyhawk foi produzir um kit que pode ser facilmente montado direto da caixa, sem a necessidade de adição de aftermarkets, no máximo os cabos do estaiamento.

Outro ponto bastante positivo é o zelo com a embalagem e a proteção das partes mais frágeis, de forma assegurar que o consumidor final receba o produto   tal como ele foi originalmente concebido, minimizando os riscos de danos durante o transporte. As poucas omissões identificadas, como as escotilhas da parte de trás do casco ou cabo de degaussing, são de fácil solução ou podem simplesmente ser ignoradas sem comprometer significativamente o resultado final da montagem. Fiz um teste apenas superficial  de  montagem a seco em algumas partes soltas, e a primeira vista não observei qualquer dificuldade de ajuste entre elas.

O kit é mais recomendável para aqueles que já possuem alguma experiência na montagem de navios nessa escala, muito mais pela quantidade e tamanho das partes envolvidas do que por qualquer outra dificuldade específica que possa exigir demais do iniciante.

Agradecemos a Flyhawk pelo exemplar usado nesse review

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