PORSCHE 917K 1970 - LE MANS - Fujimi - Esc.: 1/24
Escrito por Ricardo J. P. Costa   
Sex, 27 de Fevereiro de 2015 00:00

 

 

 

alt

 

PORSCHE 917K - Carro Vencedor de Le Mans 1970

Fujimi - Esc.: 1/24 - RS-49 - Ref.: 126074

  

 

NASCE UMA LENDA

Há quase 46 anos, em 13 de março de 1969, a Porsche apresentou no Salão de Genebra um carro “DIFERENCIADO”, e mesmo para os padrões de hoje, está muito além da simples classificação de “super carro esportivo”: o Porsche 917 se transformou em uma lenda por ser um dos carros de corrida mais rápidos e vitoriosos de todos os tempos.

A Porsche lançou o Projeto 917 em junho de 1968, depois que a FIA anunciou a criação de uma categoria de “carro esporte homologado” com capacidade de até 5 litros e peso mínimo de 800 kg, sob a supervisão de Ferdinand Piëch, as 25 unidades planejadas (número mínimo exigido pela FIA para homologação, à época) foram apresentadas ao público em abril de 1969, para que o modelo 917 pudesse começar sua carreira naquele mesmo ano. Ainda que os 917 não tenham terminado suas três primeiras corridas devido a problemas técnicos, a história de sucesso iniciou-se a partir de agosto de 1969, quando a dupla formada pelo suíço Jo Siffert e pelo alemão Kurt Ahrens venceu os 1.000 Km da Áustria, em Österreichring.

 

alt alt alt alt

 

A configuração do motor dos 917 era algo particularmente distinto para as suas versões de carroceria. Atrás do banco do piloto ficava um motor em V a 180 graus de 12 cilindros horizontais refrigerado a ar, que lhe proporcionava um desempenho fora do comum, com 520 cv tinha capacidade cúbica inicial de 4,5 litros. A estrutura tubular era de alumínio e a carroceria, de fibra de vidro reforçada. Os engenheiros da Porsche desenvolveram diferentes modelos de carroceria para satisfazer às distintas exigências das mais diversas pistas. O modelo denominado “cauda curta” (917K) foi desenhado para circuitos sinuosos, em que se exigia maior pressão aerodinâmica para fazer as curvas com a maior velocidade possível. O modelo de “cauda longa” (917LH) foi desenhado para pistas de alta velocidade, com longas retas. Em seguida, chegaram os 917 com cabine aberta, como os 917/10 e 917/30 utilizados nos campeonatos Can-Am e Interséries.

Como no ano anterior, a temporada de 1971 foi dominada pelo modelo 917 e a Porsche venceu novamente o Campeonato Mundial de Marcas com oito vitórias em dez corridas. Novamente, um Porsche 917 saiu vitorioso nas 24 Horas de Le Mans, desta vez com Gijs van Lennep e Helmut Marko, estabelecendo dois recordes: a média horária da prova em impressionantes 222 km/h (que permanece até hoje), e a distância percorrida (que perdurou até 2010). Uma característica especial do 917 com cauda curta daqueles pilotos, eram as “aletas de tubarão” na traseira, e a estrutura tubular de magnésio. Um 917 de cauda longa estabeleceu outro recorde em 1971: o carro de Vic Elford e Gerard Larrousse registrou a velocidade máxima de 387 km/h no trecho reto de Mulsanne, que integra o traçado usado na 24 Horas de Le Mans. Outro carro dessa corrida obteve um reconhecimento inusitado: o 917/20, uma combinação dos modelos de “cauda curta” e “cauda longa”, notável por suas dimensões. Pilotado pelos alemães Willy Kauhsen e Reinhold Joest, abandonou na metade da corrida, mas a pouco habitual decoração cor-de-rosa valeu-lhe o apelido “Pink Pig” (porco rosa) e transformou-o em um dos carros de competição mais famosos da Porsche.

O regulamento do Mundial de Marcas foi alterado no final de 1971: os motores acima de 3 litros foram banidos. A Porsche decidiu então inscrever-se no Canadian American Challenge (Can-Am), outra categoria de grande repercussão no cenário automobilístico internacional da época. Em junho de 1972, a equipe privada Penske utilizou pela primeira vez o Porsche 917/10 com turbo compressor. Com rendimento de cerca de 1.000 cv, o 917/10 dominou o campeonato e obteve o título com vitórias nos circuitos de Road Atlanta, Mid Ohio, Elkhart Lake, Laguna Seca e Riverside. No ano seguinte, a marca apresentou o 917/30, ainda mais evoluído, com motor de 1.200 cv. A superioridade do carro pilotado por Mark Donohue era tão grande que o regulamento técnico da Can-Am, até então praticamente sem limites para a criatividade dos engenheiros, foi modificado para impedir o 917/30 de competir na temporada de 1974. Como é característico da Porsche, as tecnologias desenvolvidas para conseguir um rendimento cada vez maior nestas corridas foram utilizadas com êxito nos carros de rua. E assim foi assim com o 911 Turbo e seu turbo compressor com escapamento lateral, lançado no mercado no final de 1974 e, desde então tem sido sinônimo de desemoenho dos carros esporte da Porsche.

A reputação do 917 é lendária. Cinquenta experts internacionais em automobilismo esportivo ouvidos pela revista britânica “Motor Sport” escolheram o 917 como “melhor carro de corrida da história”. No total, a Porsche fabricou 65 unidades do 917: 44 de carroceria cupê com cauda curta e cauda longa, dois PA Spyder e 19 modelos de cabine aberta para os campeonatos Can-Am e Interséries, com motores turbo de até 1.500 cv. Sete dos 917 mais importantes, entre eles os carros vitoriosos em Le Mans (1970 e 1971) e o 917/30, estão atualmente expostos no novo Museu da Porsche em Stuttgart-Zuffenhausen (http://obviousmag.org/archives/2007/01/o_ultimo_dos_mo.html).

 

O MODELO SOB ANÁLISE

No fim de 1970, a Porsche confirmou sua superioridade com os modelos 917 e 908/3, ganhando o Campeonato Mundial de Marcas (tão importante quanto o de Fórmula 1, na época) vencendo nove das dez corridas válidas, com pontuação. Esta série de vitórias começou nas 24 Horas de Daytona e prosseguiu em Brands Hatch, Monza, Spa, Nürburgring (todas corridas de 1.000 Km), Targa Flório, 24 Horas de Le Mans, 6 Horas de Watkins Glen e 1.000 Km de Österreichring. O ponto alto da temporada foram as 24 Horas de Le Mans, disputada entre 13 e 14 de junho de 1970 – a primeira vitória da Porsche na classificação geral dessa corrida. Ao volante de um 917K com o número 23, pintado nas cores vermelho e branco da equipe Porsche Salzburg, Hans Herrmann e Richard Attwood superaram não apenas seus fortes concorrentes, mas também as fortes chuvas que caíram durante toda a prova (The Porsche - Mike McCarthy - by Brompton Books Corp. 1989).

 

FICHA TÉCNICA:

Modelo: 917

Versão: Padrão

Potência: 580 cv (427 kW - 572 HP)

Motor: 12 cilindros (motor Boxer)

Cilindrada: 4.495 cm³

Distribuição: 24 válvulas

Torque: 440 Nm a 6800 RPM

Transmissão: Tração traseira, caixa de velocidades manual de 4 velocidades

Peso médio: 800 kg

Relação potência/peso: 1.4 kg/cv

 

O MODELO EM ESCALA: 

Trata-se de modelo, cuja última re-injeção foi em 2003, e como de costume, o fabricante apresenta manual com boa resolução e grafismo sequencial com roteiro de montagem trazendo imagens de dimensões que proporcionam boa visualização.

 

alt alt alt

 

Quanto a injeção e ao acabamento das partes moldadas uma constatação que preocupa, as mesmas "bolhas" se apresentam nos lugares de antes como nas pedaleiras, o que comprova a ausência de revisão de algumas deficiências, por parte do fabricante. Outro fato que chama a atenção é a ausência de motor, por mais que se tenham injetado seguidamente o modelo, este continua a ser um "curbside", trazendo desde muito, um "arremedo" deste item, fato que, ao meu ver, devido as seguidas versões fabricadas, já era para ter sido incluido, ao menos nas re-injeções mais recentes. Afirmo isto, ante o fato de que, se alguém quiser um maior detalhamento no seu trabalho terá de lançar mão do referido item produzido por outros fabricantes, que inclusive não são muitos, porém, em alguns casos chegam a custar de 5 (cinco) a 10 (dez) vezes o valor do kit em questão!

 

alt alt alt
alt alt alt

 

Com relação às demais partes, estas apresentam-se com o mesmo padrão desde as primeiras injeções, sejam os cromados (que poderiam ter aparência "mais aluminizada", em respeito aos mesmos itens do veículo real) ou as transparências, estas últimas com ótima resolução e limpidez. As demais partes não guardam grande mistério, mostrando-se com bom acabamento, o que facilita sua montagem.

 

alt alt alt alt
alt alt alt alt
alt alt alt alt

 

Pneus, rodas e suspensão apresentam fácil fixação, com resolução e detalhamento de boa qualidade e encaixes que proporcionam bom acabamento final, podendo em alguns casos serem melhor trabalhados, como amortecedores, molas, discos e pinças de freios.

 

alt alt alt

 

No que se refere à carroceria do veículo original, devidos às inúmeras versões apresentadas pelo fabricante na extensa carreira de competições deste pensamos que, em face do tempo que o modelo na escala em questão vem sendo produzido, já teria sido possível para o fabricante ter providenciado algumas dessas versões ou ao menos uma opção no que se refere à parte trasseira deste, haja vista ser a que apresenta a maior alteração, evitando-se quando necessário, a compra desta à outras manufaturas pelo modelista que pretende variar sua montagem. Os decais reproduzem com bastante fidelidade a decoração e os patrocinadores do veículo real de competição à época.

 

alt alt alt

 

 

PRÓS: 

1) Injeção de boa qualidade com peças apresentando encaixes e acabamentos muito bons e consequente realismo do modelo;

2) Manual de instruções com ilustrações e roteiro que facilitam a montagem;

3) Decais que reproduzem muito bem o grafismo e os logos dos patrocinadores da época.

 

CONTRAS:

1) Modelo não apresenta um motor propriamente dito, obrigando àqueles que pretendem mais detalhes adquirir um, a partir de outros fabricantes;

2) Modificações de carroceria em função das diversas versões nos carros reais, que nunca foram introduzidas no modelo em escala.

3) Problemas de injeção que apesar do tempo e das diversas re-injeções do kit ainda persistem, como as "depressões" nas pedaleiras, por exemplo.

 

CONCLUSÃO:

Apesar de algumas deficiências na injeção persistirem até hoje, embora re-injetado seguidas vezes é um modelo em escala de um clássico das pistas, uma lenda do automobilismo de competição, e um dos maiores ganhadores de corridas e campeonatos de resistência em todo o mundo. 

Kit de fácil montagem e acabamento embora, para aqueles que pretendem um maior detalhamento seja necessário a aquisição de outras partes, como o motor produzido por alguns fabricantes do segmento, contudo, não se trata de um item muito barato, chegando em alguns casos a custar 10 (dez) vezes o preço do kit em análise, o mesmo acontecendo com o capu traseiro, item seguidamente modoficado nos carros de verdade, em função das diversas versões existentes, as quais até hoje não foram incorporadas pelo fabricante do auto em escala. Mas apesar disso apresenta ainda bom acabamento e bom encaixe nas peças. É um modelo que não pode faltar na coleção de quem verdadeiramente gosta de carros de competição.

 

Obrigado HobbyEasy pelo envio deste kit para review

alt

 
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Clique nos links para ir a pagina.

Notícias e Reviews Anteriores

Ultimas do Forum